sábado, 19 de novembro de 2011

Cahiers du Cinéma









Vejo a cultura como uma tentativa 
permanente de aniquilar com a arte. 
Cultura é a regra. Arte é a exceção...

 
(Jean-Luc Godard)


 



















O parisiense Jean-Luc Godard revolucionou o cinema. Ousado e criativo, polêmico e sempre destacado entre os grandes criadores da história do cinema, Godard continua a pleno vapor depois de octogenário. Já na estreia todas estas qualidades apareciam irrecusáveis: ele primeiro foi crítico da lendária revista Cahiers du Cinéma e depois passou a criar curta-metragens experimentais, alguns premiados, como o irônico "Charlotte el Véronique, ou Tous les garços s'appellant Patrick" (1957), antes de surgir como o cineasta genial de "Acossado" ("À Bout de Souffle", 1960), no qual adotou inovações e quebrou um tabu que vigorava há muitas décadas ao filmar em tempo recorde com a câmara na mão.

Fez uma obra-prima, um filme-manifesto que deu origem à renovação da linguagem que ficaria conhecida como Nouvelle Vague e iria influenciar cineastas do mundo todo, inclusive do Brasil, onde sempre teve fiéis discípulos desde Glauber Rocha (1939-1981) e a primeira geração do Cinema Novo, na década de 1960. A proposta de Godard e da equipe de críticos, roteiristas e cineastas ligados à Cahiers du Cinéma: valorizar a direção e reabilitar o filme de autor.

Segundo Godard, "politique des auteurs": o diretor reconhecido, enfim, como o único autor na produção do filme. Na estreia espetacular de "Acossado" e em outros grandes filmes que faria a seguir, Godard redescobre a política e os paradoxos de uma crítica implacável contra a guerra e contra o senso comum em narrativas que sistematicamente recusam a sintaxe cinematográfica tradicional.




Jean-Luc Godard e François Truffaut:
dois nomes do primeiro time da revista
 Cahiers du Cinéma e da Nouvelle Vague. 
No alto, Alfred Hitchcock e Truffaut,
fotografados em 1962 por Philippe Halsman
durante as célebres entrevistas que depois
foram transformadas em livro. Abaixo,
quatro gigantes da Nouvelle Vague e da
Cahiers du Cinéma reunidos em 1968 no
Festival de Cannes: Claude Lelouch,
Godard, Truffaut e Louis Malle, com
o polonês Roman Polanski à direita





A suma importância do cinema revolucionário de Godard e as possibilidades que ele inaugurou ou redescobriu fornecem os argumentos analíticos ao livro do crítico de cinema e ensaísta Mário Alves Coutinho. "Escrever com a Câmera: A literatura cinematográfica de Jean-Luc Godard", lançamento da Editora Crisálida, traz uma versão da tese de doutorado que o autor defendeu na Faculdade de Letras da UFMG.

Coutinho examina a filmografia de Godard e se detém em alguns dos clássicos do cineastas. Com atenção a detalhes que revelam ideias e conceitos, o pesquisador enumera uma série de evidências nos filmes para defender que Godard, ao fazer cinema, fez literatura – através de todo um processo que coutinho define como "experimentação dos possíveis da linguagem". 
 











Efeitos de linguagem



A palavra, em certos filmes de Godard, é o fio condutor da análise de Coutinho. "O uso da palavra, em cada um dos muitos filmes que ele fez e vem fazendo, muitas vezes em contraponto ao uso da imagem e do som, sempre foi um recurso a mais para Godard exprimir sua arte de fazer cinema. É curioso você perceber a importância da palavra nos filmes de um cineasta radical como ele sempre foi. Ainda mais que o cinema é uma arte cujo elemento de linguagem mais importante teria sido sempre a imagem", destaca o autor, apontando passos do itinerário de um saber inquieto que Godard soube transformar em grandes cenas, dispersas em ideias e sequências de uma filmografia das mais incomuns.

"A palavra, a escritura, o jogar e o brincar com as palavras, o questionamento da linguagem, são recursos essenciais do cinema de Godard, em praticamente toda sua obra", defende Coutinho, que coloca em destaque no livro a quantidade de efeitos de linguagem nos filmes do cineasta de “Acossado”, "A Chinesa" e "Alphaville", entre outros clássicos: jogos de palavras, frases escritas em jornais e nas paredes, uso de cartazes e pôsteres impressos, questionamentos explícitos da linguagem, a literatura citada várias vezes, paronomásias.







Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo em cenas
de Acossado (À Bout de Souffle), filmado por
Godard, em sua estreia como diretor de
longas-metragens, com roteiro de Truffaut








Os efeitos da palavra nos filmes de Godard, alerta Coutinho, potencializam ao extremo as interfaces recorrentes do cinema com a literatura, patentes desde os primeiros filmes, no final do século 19. "Será que poderíamos dizer que em cada um de seus filmes Godard mostra claramente uma ambição não só de fazer cinema, mas, também, e ao mesmo tempo, de fazer literatura?", questiona com propriedade o autor de "Escrever com a Câmera: A literatura cinematográfica de Jean-Luc Godard".

Coutinho conclui a entrevista fazendo questão de ressaltar que Godard é dos artistas que estão sempre reinventando os caminhos e os meios pelos quais sua arte ganha expressão. Entre cenas e diálogos marcantes da trajetória do cineasta que o entrevistado vai enumerando, recordo o aforismo de outro mestre inventor, Ezra Pound (1885-1972), para quem “os artistas são as antenas da raça”. Coutinho aplaude a lembrança e destaca, de imediato, duas ou três revoluções do cinema que tiveram Godard e suas antenas sempre alertas como protagonista. 




Acima, "Film Socialism" (2010), de Godard,
metáfora sobre a crise nos países da Europa,
filmado a bordo do navio Costa Concordia.
Abaixo, Oskar Werner e Julie Christie em 
 Farenheit 451 (1967), de Truffaut, história
de uma sociedade futurista em que os livros
são proibidos, adaptada do romance de
 Ray Bradbury, cujo título faz menção à
temperatura em que o papel pega fogo, e que
teve trilha sonora de Bernard Herrmann,
compositor favorito de Alfred Hitchcock







 




Sem Hitchcock



A equipe original de redatores, editores e colaboradores da revista Cahiers du Cinéma, criada em 1951 por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca, além de Godard incluía críticos que ganhariam destaque como cineastas nos anos seguintes, entre eles Bresson, Cocteau, Alexandre Astruc, Éric Rohmer, Maurice Scherer, Jacques Rivette, Claude Chabrol e aquele que talvez ainda hoje seja o nome mais identificado com a revista pelos cinéfilos do mundo todo: François Truffaut (1932-1984).

Como se não bastasse o esmero de Truffaut como crítico e cineasta, há quem diga que coube a ele, através de seu trabalho na Cahiers du Cinéma, mudar o juízo de valor que público e crítica tinham sobre vários nomes em destaque no cinema de sua época, entre eles um certo Alfred Hitchcock. Nas críticas que publicou sobre os filmes do mestre do suspense, e na série de entrevistas que fez entre 1962 e 1967, depois editadas em livro, Truffaut criou um divisor de águas sobre a arte maior de Hitchcock.
 








Realizador de obras-primas desde seu filme de estreia, em 1961, "Os Incompreendidos" ("Les 400 Coups") acima, Jeanne Moreau, Henri Serre e Oskar Werner em cena de "Jules et Jim", de 1962 François Truffaut demonstrou o que poucos haviam percebido até então: que Hitchcock era um criador tão extraordinário quanto pioneiros que criaram as estratégias narrativas da linguagem cinematográfica, como Griffith, Chaplin ou Orson Welles. 

Hoje pode parecer lugar comum dizer que Hitchcock dominava plenamente seu ofício, era extremamente minucioso e estava sempre querendo extrair mais e mais da sua arte. Mas Truffaut foi o primeiro entre todos os críticos e cinéfilos a perceber cada um destes detalhes. Palavras de Truffaut, na apresentação ao trabalho do mestre: Hitchcock era alguém que inventava o cinema a cada filme.

 



Filho de um humilde vendedor de legumes e verduras, o inglês Alfred Hitchcock (1899-1980) abraçou o cinema desde a juventude e durante décadas construiu sua reputação como mestre dos filmes de suspense. Na segunda metade do século 20, passou a ser reconhecido pelas plateias e pela crítica como um dos mais populares nomes do cinema de todos os tempos. O “mestre do suspense” trouxe muitas inovações técnicas que vão muito além da direção personalíssima e dos roteiros sofisticados.

São atribuídos a Hitchcock grandes revoluções em posições e movimentos de câmera, algumas das mais elaboradas edições já realizadas, utilização surpreendente de trilhas sonoras que realçam personalidades, além de uma série de situações e efeitos narrativos que se estendem a outros filmes de outros diretores, que passaram a ser definidos com o adjetivo “hitchcockiano”. Hitchcock tem sido homenageado com frequência, desde sua morte, em 29 de abril de 1980, pelos principais festivais internacionais de cinema. Mas nem sempre foi assim.





Grandes tributos para marcar os 30 anos sem o mestre aconteceram e se repetem em Veneza, Berlim, Londres, Nova York e até em Havana, Cuba, assim como aconteceu no 63º Festival de Cannes, que teve Hitchcock como principal homenageado e abertura com a exibição de gala de uma cópia restaurada, com cenas inéditas, de “Psicose” (1960), um dos muitos sucessos de público e crítica entre as obras-primas do mestre do suspense. 



Do cinema mudo à invenção do 3D



Como sempre destacou Truffaut, Hitchcock representa, sob vários aspectos, um resumo na história do cinema: nasceu em Londres pouco mais de um ano depois da invenção dos Lumière e começou na profissão de fazedor de filmes no auge do cinema mudo. E fez o que muitos gênios de sua época não conseguiram: superou todas as adaptações do mudo para o falado.




Truffaut e Hitchcock fotografados em 1962

por Philippe Halsman durante as célebres

entrevistas que mudariam o juízo de valor

de críticos do mundo inteiro sobre Hitchcock






O sucesso de Hitchcock em Londres chamou a atenção dos executivos de Hollywood. Em 1939, ele embarca para a América e lança seu primeiro filme na Meca do cinema em 1940: "Rebecca", que conquistou o Oscar de Melhor Filme. Daí seguiria uma sequência impressionante de grandes filmes, escrevendo, dirigindo e produzindo grandes campeões de bilheteria, além de se tornar um dos primeiros do primeiro escalão de Hollywood a produzir e dirigir uma série de filmes para a recém-inventada TV. 

Também fez com maestria a passagem do preto-e-branco ao colorido, marcou a técnica e a evolução da linguagem e realizou 54 filmes espetaculares em 54 anos de carreira, lançando experiências pioneiras de efeitos especiais que vão das primeiras imagens em tecnicolor às primeiras experiências com projeções em terceira dimensão, hoje relançadas como novidade e chamadas de 3D.

O sucesso na arte e nas bilheterias, por ironia do destino, nunca resultou em grandes homenagens nem prêmios importantes: nunca conquistou um Oscar nem foi condecorado em vida pelos principais festivais – motivo pelo qual o tributo em Cannes e em outros templos do cinema chega a ser absurdamente tardio para o gênio de Hitchcock e para a legião de fãs incondicionais que ele mantém entre um público que inclui muitos e muitos cineastas e críticos de cinema. 

 



Em 1920, Alfred Hitchcock era um rapaz
magro e de bigode aos 21 anos, quando
teve seu primeiro salário no mundo do cinema:
foi contratado como auxiliar de desenhista
de letreiros para os filmes mudos. A grande
chance viria no ano de 1923, quando o produtor
Seymour Hicks ofereceu a Hitchcock a 
co-direção do filme "Always Tell Your Wife"
pois o diretor original havia ficado doente











Sempre citado e copiado, o criador de "Um Corpo que Cai" (1958), "Janela Indiscreta (1954), "Os Pássaros" (1963) e "Festim Diabólico" (1948), entre tantas obras geniais, recebeu raras homenagens em vida. Sem grandes prêmios, as principais honrarias que teve talvez tenham sido a condecoração como "Sir" pela rainha da Inglaterra e, em 1967, a publicação do livro "Hitchcock/Truffaut: Entrevistas" – que provocou uma reviravolta ao apontar o diretor de “Psicose” como um dos maiores artífices da história do cinema.

Enquanto o autor-diretor Hitchcock era visto como um cineasta mediano e comercial nos EUA, para Truffaut e os jovens diretores e críticos da Cahiers du Cinéma, ele era aclamado por sua genialidade. O livro emblemático ganhou uma versão definitiva do próprio Truffaut em 1983, quando foram acrescentados os últimos trabalhos do mestre. Publicado pela primeira vez no Brasil em 1986, pela extinta editora Brasiliense, esgotou rapidamente nas livrarias e passou a ser disputado em sebos e bibliotecas, aclamado como uma das mais importantes publicações sobre cinema de todos os tempos.






Aula sobre o cinema



Aula fundamental sobre a história e os segredos da sétima arte, o livro foi relançado recentemente pela Companhia das Letras, com nova tradução e projeto gráfico, centenas de imagens e prefácio inédito do crítico e professor Ismail Xavier. Nas saborosas entrevistas a Truffaut, Hitchcock analisa um a um todos os seus 54 longas-metragens e outros tantos curtas e filmes feitos para a TV. Também explica em minúcias os efeitos a que recorreu para criar cenas antológicas, resgata scripts abandonados e revela anedotas impagáveis sobre si mesmo e sobre alguns de seus grandes astros e estrelas. 

Poético e rigorosamente jornalístico, o livro de entrevistas "Hitchcock/Truffaut" abre o primeiro capítulo com um diálogo dos mais emblemáticos, que vai adquirir outros nuances ao longo de 16 capítulos em mais de 200 páginas de perguntas e respostas e imagens de tirar o fôlego. François Truffaut pergunta: Senhor Hitchcock, o senhor nasceu em Londres em 13 de agosto de 1899. De sua infância, conheco apenas uma história, a da delegacia. É uma história verdadeira?

Alfred Hitchcock: Sim. eu tinha talvez quatro ou cinco anos. Meu pai me mandou à delegacia de polícia com uma carta. O delegado a leu e trancou-me numa cela por cinco ou dez minutos dizendo "veja o que se faz com os meninos maus".

François Truffaut: E o que o senhor tinha feito para merecer isso?

Hitchcock: Não posso imaginar. Meu pai sempre me chamava de "minha ovelhinha sem pecado". Realmente, não posso imaginar o que possa ter feito. 





Imagens de Hitchcock em 1960, no set
de filmagens de Psicose: no alto, com
Anthony Perkins; acima, em foto
promocional de Jean Loup Sieff para
o lançamento de Psicose. Abaixo, com 
sua esposa, Alma Reville, fotografados
em Hollywood, em agosto de 1963, por
Phil Stern, durante o trabalho nos estúdios
Paramount e em casa, após o jantar
 



O papel de Alma



Hitchcock é um mundo: cada filme encerra complexidades de conteúdo e questões técnicas que traduzem, descobrem, inventam formas de tradução de ideias e de interpretações de raciocínios em linguagem cinematográfica. Mas falar das obras-primas que ele realizou desde a década de 1920 implica, necessariamente, em destacar a participação fundamental de uma parceria que, durante mais de 50 anos, ele manteve com a esposa, Alma Reville. Descrita pelos biógrafos do cineasta como extremamente inteligente, dedicada ao marido, discreta, otimista, Alma sempre atuou à sombra do marido, desconhecida para o público e vivendo intensamente os papeis de roteirista, montadora (edição dos filmes) e produtora dos grandes sucessos do mestre do suspense.

Nas entrevistas com Truffaut, a senhora Alma Reville mal aparece na conversa. Mas, logo no início, Hitchcock admite que, sem ela, ele jamais teria conseguido financiamento para seu primeiro filme. O mestre, em poucas palavras, também explica como sua mulher o ajudou a superar muitas dúvidas e inseguranças. "Depois de cada trecho de filmagens”, confidencia Hichcock a Truffaut, “o tempo todo, desde o início de tudo, eu costumo olhar para minha esposa e pergunto: E então? Está indo bem? Funciona?"....







Aparições do mestre 



Também conhecido entre seus pares de Hollywood por ser um mestre do marketing, Hitchcock usou em vários de seus filmes um recurso, que ele mesmo inventou, que faria história e teria muitos imitadores: o “cameo” (em português, “camafeu”), uma "participação especial". Hitchcock é visto em aparições breves, geralmente no início de seus filmes, segundo ele próprio para não distrair o público do enredo principal. Há "cameos" de Hitchcock em todos os seus 54 longas, mas algumas das aparições do mestre são quase enigmas, difíceis de identificar. Confira a lista com algumas delas:


Rear Window (Janela Indiscreta, 1954) – Hitchcock aparece 
dentro do apartamento do pianista. 

Psycho (Psicose, 1960) – passa com chapéu de cowboy 
em frente ao carro em que Marion está.

Frenzy (Frenesi, 1972) – aparece no meio da multidão que está às margens do rio 
quando um corpo da vítima aparece boiando. 

Suspicion (Suspeita, 1941) – aparece enviando uma carta 
no posto dos correios da cidade. 





O beijo memorável entre James Stewart e Grace Kelly 
em Janela Indiscreta (“Rear Window”, 1954). Truffaut
declarou certa vez que era impossível não notar que Hitchcock
"filmava cenas de amor como cenas de crime, e cenas de
crime como cenas de amor. Acontece que em seus filmes
fazer amor e morrer são a mesma coisa"





    Shadow of a Doubt (A Sombra de uma Dúvida, 1943) – aparece num trem jogando cartas com um homem e uma mulher.  

    Spellbound (Quando Fala o Coração, 1945) – sai do elevador do Empire Hotel carregando uma maleta e fumando um cigarro. 

    Blackmail (Chantagem e Confissão, 1929) – aparece em cena como um passageiro no metrô que é importunado por um garoto. 

    Family Plot (Trama Macabra, 1976) – aparece de perfil por trás do vidro de uma porta como se estivesse a falar e a gesticular. 

    Dial M for Murder (Disque M Para Matar, 1954) – aparece no canto inferior esquerdo de uma foto pendurada na parede da sala. 









        The Birds (Os Pássaros, 1963) – aparece passeando pela calçada 
        do lado de fora da loja de animais. 

        Lifeboat (Um Barco e Nove Destinos, 1944) – inicialmente, o diretor teve a ideia de aparecer como um corpo boiando próximo ao barco. Porém, entusiasmado
        com seu sucesso na tentativa de perder peso, decidiu aparecer 
        posando para fotos "Antes & Depois" a respeito de um 
        remédio para emagrecimento mostrado num jornal. 

        Rope (Festim Diabólico, 1948) – aparece duas vezes. Logo no início, 
        aparece atravessando a rua. Mais tarde, uma caricatura de 
        Hitchcock aparece num neon que reflete
        na janela do apartamento. 

        Notorius (Interlúdio, 1946) – aparece em uma festa realizada 
        na mansão de Alexander Sebastian.




        O cineasta completamente apaixonado pelas
        belas mulheres de seus filmes: acima, com
        Grace Kelly no set de Disque M para Matar.
        Abaixo, com Kim Novak, fotografados durante
        as filmagens de Vertigo; e com Ingrid Bergman
        e Cary Grant nas filmagens de Notorius






        Vertigo (Um Corpo Que Cai, 1958) – aparece aos exatos 11 minutos 
        de filme, caminhando em frente ao estaleiro de Gavin Elster. 

        Strangers in a Train (Pacto Sinistro, 1951) – aparece aos 5 minutos 
        de filme, embarcando no trem com um contrabaixo. 

        Foreign Correspondent (Correspondente Estrangeiro, 1940) – aparece aos 12 minutos de filme, lendo um jornal e usando um chapéu. 

        Rebecca (Rebecca, A Mulher Inesquecível, 1940) – aparece bem no final 
        do filme, na rua, perto de uma cabine telefônica. 







        • The Lady Vanishes (A Dama Oculta, 1938) – aparece quase 
          ao final da Victoria Station, fumando um cigarro. 

          North by northwest (Intriga Internacional, 1959) – aparece logo no começo do filme, em cena de 15 segundos em que corre para pegar o ônibus. 

          Topazio (Topázio, 1969) – aparece na estação de trem, numa cadeira de rodas,
          depois se levanta para cumprimentar um homem. 

          To Catch a Thief (Ladrão de Casaca, 1955) - aparece em torno dos dez minutos, sentado ao lado de Cary Grant em um ônibus.



          por José Antônio Orlando.



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          26 comentários:

          1. Que beleza de página, José. Obrigado por atender ao pedido de seu humilde leitor e publicar este ensaio de primeira grandeza sobre Hitchcock, o mestre, ou será sobre a Nouvelle Vague? ou será sobre Godard e Truffaut? Parabéns de novo. Aprendi muito. Vida longa ao José e ao blog Semióticas!

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          2. Meu caro José Orlando. Estou completamente encantado. Esta página do seu blog traz, simplesmente, referências aos três filmes que mais amo: Um Corpo que Cai, Acossado, e o Truffaut de Jules et Jim. Grato pelo prazer da leitura e das imagens e parabéns pelo show de inteligência e sofisticação que é este seu Semióticas. Muita sorte para você!

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          3. Essa postagem, além de ser uma homenagem sempre muito bem-vinda a esses grandes realizadores do cinema, Godard, Truffaut, Hitchcock, tem o mérito que eu acho um dos mais louváveis na blogosfera, qual seja,o de divulgar obras importantes para nosso enriquecimento cultural. Pareceu-me ser absolutamente esse o caso da sua dica desse livro de Mário Alves Coutinho. Fiquei com muita vontade de ler "Escrever com a Câmera: A literatura cinematográfica de Jean-Luc Godard",em primeiro lugar porque sua postagem desperta esse interesse no leitor e porque Godard é um dos meus preferidos dessa escola francesa.
            Sempre gostei de toda essa "fala" literária contida em seus filmes. O mais delicioso ainda é que ele continua fiel a sua cinematografia, como podemos notar no mais recente lançamento do cineasta e que pudemos ver aqui em São Paulo, no final do ano passado. O filme Socialisme é absolutamente contemporâneo sem perder essa verve e que marca toda a obra do cineasta. Contém em si uma beleza sem igual na bricolagem de imagens absolutamente poéticas. Obrigado por reportar-nos a esse universo, aliás, tão condizente com esse espaço bacana que é o seu blog. ;-D

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          4. Que contexto Ze! Ao ler seu blog consigo lembrar bem das suas aulas. E hoje voce explicou um pouco do cinema e os criticos. O que seria do cinema sem os criticos e vice versa. Escrever com a camera, escrever, escrever. Pensar e pensar! Reconhecidos em vida ou nao, todos esses grandes cineastas citados imprimiram em nossas peliculas mentais, suas ideias! Salve o cinema e seus dialogos fantasticos! Salve a camera e seus planos estranhos, estranhos pra uns, normais pra outros! Com o blog consigo lembrar suas aulas(um das aulas mais frequentadas por todos do curso) que nao dava pr air no bnheiro, pois se perdessemos 1 minuto, ja era... O quadro todo rabiscado de indices, icones e simbolos! Abrs
            Walfried Weissmann

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          5. Os artistas são as antenas da raça. Só por descobrir essa pérola de verdade e sabedoria o seu blog Semióticas já valeria visitas diárias, meu querido José Antônio Orlando. Seu blog são antenas. Beijos e vida longa!

            Juliana Damasceno

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          6. Parabéns, meu caro. Seu tributo ao gênio de Hitchcock, Truffaut e Godard está de alto nível, assim como todas as páginas de seu blog. Foi uma surpresa muito feliz encontrar seu blog Semióticas pela procura no Google. Virei leitor de carteirinha desde a primeira visita. Aguardo pelos próximos tributos. Um abraço para você!

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          7. Texto e imagens belíssimos e se não bastasse, ainda , nos presenteia com uma bela literatura.
            Encanta-me o uso que Godard faz da palavra, nele a palavra é vida é imagem por si só.Ler Mário Alves Coutinho vai ser um enorme prazer. Obrigada por mais essa..

            Benilde Lustosa

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          8. Que site ótimo!!!
            Obrigada Benilde!!
            Vou devorar Coutinho!

            Wanessa Tenório.

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          9. Cássio da Silva Mafra21 de janeiro de 2012 18:14

            Não sei dizer qual página deste seu blog é mais bem escrita, bonita e bem editada. Mas quando cheguei nesta aqui, sobre o cinema de Hitchcock e os franceses da Nouvelle Vague, que eu amo, não resisti e tive que deixar essa mensagem de parabéns. Você é brilhante, José. E se este seu blog não existisse, tinha que ser inventado. PARABÉNS pra você!

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          10. Nossa...
            Estou sem folego. O que dizer de um post tão interessante, bem escrito, e embasado.
            Meus parabéns é a coisa mais simples que posso deixar aqui registrado.
            Foi uma verdadeira aula desses, sem dúvida, gênios do cinema e da arte.
            Muito obrigado pela sua contribuição tão importante em um meio de comunicação que transita entre o banal e o sublime que é a internet. Precisamos de mais e mais e mais, blogs e posts assim!

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          11. Pedro de Alcântara Machado25 de abril de 2012 09:08

            Sou fã dos três e confesso que aprendi mais sobre eles com esta sua página do que com tudo que já tinha lido antes sobre o cinema de Hitchcock e sobre a Nouvelle Vague de Truffaut e Godard. Parabéns, José. Seu blog é um espetáculo e das melhores coisas que já encontrei na internet. Show!!!

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          12. Sérgio Ricardo dos Santos21 de maio de 2012 08:51

            Cheguei ao seu blog por esta página, fazendo uma busca no Google sobre um filme do Hitchcock. Desde que cheguei aqui, já visitei mais de 20 de suas páginas em poucos minutos. Que show de blog, José Antonio Orlando!
            Aliás chamar de blog é muito pouco.
            Cada texto para sofisticado que o outro, cada página mais bem editada, fotos maravilhosas. Virei seu fã e vou ter que voltar muitas outras vezes. Parabéns, mesmo, porque tudo aqui é um espetáculo que eu ainda não tinha encontrado em minhas viagens pela internet. Finalmente encontrei meu porto seguro neste seu Semióticas.
            Parabéns, parabéns!...

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          13. Uau, José! Que aula de cinema e de jornalismo, meu querido. Aprendi muito e fiquei encantada com este ensaio belíssimo e com todas as outras páginas do seu blog. Virei fã de carteirinha e vou ter que visitar todos os dias, várias vezes por dia, para ficar atualizada. Parabéns por tantas maravilhas. Tudo aqui é um show e de uma inteligência cada vez mais rara...

            Denise Amaranto

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          14. un placer leer este blog, como siempre. Obrigada José.

            Andrea

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          15. Que maravilha! Dos críticos da revista Cahiers du Cinéma para as primeiras obras-primas de Godard e da Nouvelle Vague e daí a Truffaut e seu perfil sobre o cinema, aliás, sobre o cinema de Hitchcock. A cada visita e a cada mergulho nestes textos belíssimos ganho mais sabedoria e fico mais encantada. Muito grata por tudo, José.
            Descobrir esta página maravilhosa sobre o melhor do cinema considero que foi um presente para muitas visitas. E este blog Semióticas está cada vez melhor. Mil beijos!

            Lígea Santanna

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          16. Bravo. Bravíssimo... Obrigada sempre!!!

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          17. Comecei por este artigo maravilhoso e na sequência acabei ficando perdido entre tantas páginas tão sofisticadas do seu blog. Cada uma delas são muitas aulas de um curso encantador. Lendo e relendo seu artigo "Cahiers du Cinema", por exemplo, com essas imagens de tirar o fôlego, fiz um curso intensivo de cinema, com Godard, Truffaut, a Nouvelle Vague, a revista Cahiers du Cinema, a obra de Hitchcock... Dizer parabéns a você é pouco, José. Melhor dizer como a Stella Guerreiro, aí em cima: Bravo. Bravíssimo. Obrigado, sempre!!!
            Emerson Santos

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          18. João Carlos Costa7 de dezembro de 2012 12:25

            Isso aqui não é um post de blog. Isso aqui é uma tese brilhante sobre cinema. Parabéns, José. Sou muito grato por tudo que aprendo e que posso saborear por aqui. Seu blog é o máximo!

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          19. Nossa... Aprendi mais sobre cinema e sobre Hitchcock neste seu artigo do que em tudo que já tinha lido antes. Virei seu fã, José Orlando. E assino embaixo do que disse o João Carlos Costa: este Semióticas é o máximo!

            Carlos Nogueira

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          20. Texto riquíssimo! Muito engrandecedor! Desde já buscarei fontes para me aprofundar nos estudos sobre a "palavra" aplicada ao cinema! Adorei os recortes adicionados ao texto, principalmente os pôsteres e cenas do filme onde a palavra influi na fotografia cinematográfica!
            Não me canso de ler o texto, cada vez que releio, presto atenção a um detalhe importante diferente!

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          21. Luciana de Souza Martins22 de maio de 2013 15:10

            Cheguei por aqui e gostei muito do que vi e do que li. Página excelente. Quando cliquei nas seguintes, tive certeza de cada uma é melhor que outra. Registro todos os parabéns. Seu trabalho é notável.

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          22. Maria Helena Nogueira5 de outubro de 2013 11:37

            Amei. Uma delícia de aula sobre Cinema. Semióticas é o melhor que conheço. Parabéns. Sou muito fã.

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          23. Comecei por esta página do seu blog Semióticas, às 7 da manhã, e estou até agora viajando por aqui. Cada matéria melhor que a outra, cada imagem mais linda. Posso morar nesse blog a partir de hoje? Por favor! Tudo aqui é sensacional! Ganhou mais uma fã. Parabéns!!! - Silvia Coutinho

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          24. Que abordagem maravilhosa sobre o cinema e sobre três dos meus cineastas do coração: Hitchcock, Truffaut e Godard! Amei encontrar este blog Semióticas com todas estas matérias sensacionais. Parece uma aula deliciosa, mas vale por um curso inteiro. Eu adoraria ser sua aluna, professor José Antônio Orlando. Parabéns por tanta beleza e inteligência compartilhada.

            Marcela Villaça

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