terça-feira, 1 de maio de 2012

O trabalho de Lewis Hine





O Brasil e outros países comemoram no dia 1° de maio o feriado do Dia do Trabalhador, mas poucos se lembram da origem da data e menos ainda de seu sentido. O registro mais antigo de que se tem notícia é a Revolta de Haymarket, com manifestações de protestos de trabalhadores nas ruas de Chicago, Estados Unidos, no início do mês de maio de 1886. Os protestos, que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 16 para 8 horas de trabalho, foram reprimidos pela polícia e resultaram em dezenas de mortos e feridos.

Os relatos sobre as lutas sindicais de Chicago correram o mundo e foram lembrados nos anos e décadas seguintes, com muitas passeatas e protestos por melhores condições de trabalho. O que a princípio parecia um sonho impossível começou a se concretizar em 1890, quando a repercussão do massacre em Chicago levou o Congresso norte-americano a decretar a redução da jornada de trabalho: de 16 para 8 horas diárias. Décadas depois, em abril de 1919, o Senado da França também ratifica a jornada de 8 horas e proclama o dia 1° de Maio como feriado nacional.

O exemplo da redução da jornada foi seguido em muitos países, menos no Brasil. Por aqui, o processo foi mais lento. Da mesma forma como detém o triste recorde de ter sido o último país do mundo ocidental a abolir o trabalho escravo, em 1888, no Brasil a redução da jornada de 16 horas também demorou a se concretizar. O dia 1° de maio virou feriado nacional em 1925, por um decreto do presidente Artur Bernardes. A questão da jornada e os direitos do trabalhador, entretanto, só foram legalizados 20 anos depois do feriado, com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo presidente Getúlio Vargas, não por acaso em 1° de maio de 1943.






Fotografias de Lewis Hine: no alto,
Trabalhador na casa de força (1920);
acima, New Jersey: garoto de oito anos
com cavalo no campo (1910), Garotos
à meia-noite na fábrica de vidros (1908)
e Operário erguendo o mastro (1932), da
série que o fotógrafo dedicou à construção
do Empire State Building em Nova York



Se no plano político as lutas e reivindicações de trabalhadores no mundo inteiro geram batalhas permanentes, coube a um fotógrafo o trabalho pioneiro de transformar em arte as denúncias de situações de trabalho aviltantes. Há pouco mais de 100 anos, o sociólogo norte-americano Lewis Wickes Hine (1874-1940) encontrou na fotografia a sua forma de denunciar as injustiças sociais e as mazelas do trabalho infantil.

No começo do século 20, crianças compunham uma boa parcela da mão de obra na indústria, nas ruas e no campo nos Estados Unidos e em vários países, inclusive no Brasil. Diante do que percebeu como situação de abuso e imoralidade, Hine produziu, a partir de 1903, um dos mais impressionantes acervos sobre condições desumanas de trabalho, questões de saúde pública e discriminação de minorias, com mais de 5 mil fotografias em papel e 300 negativos de vidro.









O trabalho de Lewis Hine: a partir 
do alto, retratos heroicos sobre a
infância perdida com o trabalho
no campo, em New Jersey, nas
fotografias da série realizada em 1910





Hoje aclamado com um dos mais importantes fotógrafos de todos os tempos, Lewis Hine também é reconhecido como um pioneiro na luta pela criação de leis trabalhistas e de reforma social. Contratado em 1908 como fotógrafo e inspetor do Comitê Nacional do Trabalho Infantil dos EUA, Hine acreditava que o semblante de uma criança poderia mostrar muito mais do que qualquer outro tipo de prova sobre a realidade do trabalho infantil.



Exploração e vertigem



Além de seu trabalho investigativo como funcionário do governo, Hine também realizou séries de documentação fotográfica humanitária na Europa, a serviço da Cruz Vermelha Internacional, durante a Primeira Guerra. De volta aos Estados Unidos, passou a década de 1920 engajado em campanhas pelo estabelecimento de leis que regulamentassem a segurança no trabalho e a saúde do trabalhador.

Em 1930, registrou outra de suas séries que ganharam o mundo: as panorâmicas de altitude sobre os operários na impressionante e vertiginosa finalização do Empire State Building, que era até então o prédio mais alto do planeta. Em plena época da chamada “grande depressão”, Hine documentou o que também se tornou para muitos um símbolo de esperança e de progresso naqueles tempos difíceis.








O trabalho de Lewis Hine: operários
sem nenhuma segurança na construção
do Empire State Building. As cenas
que provocam vertigem foram reunidas
por Lewis Hine no livro Men at Work,
publicado pela primeira vez em 1932





Na fronteira entre a denúncia e a exaltação dacoragem, as fotografias de Hine sobre os operários no Empire State são sempre lembradas por muitos como tributo à individualidade e à importância do trabalho. Nas palavras de Hine, cada uma dessas imagens são um lembrete de que "as cidades não são construídos por si só. Elas têm atrás de si o sacrifíco e o suor de muitos homens". Os operários e as cenas de vertigem no alto do Empire State foram reunidas em 1932 em “Men at Work”, o único livro que Hine publicou. 

A dedicação à fotografia teve início quando Lewis Hine comprou sua primeira câmera, em 1903. Desde então, seu mergulho no registro de imagens e seu empenho em denunciar a pobreza e a vida miserável dos imigrantes, os abusos da exploração e das condições degradantes de trabalho o levaram a deixar o cargo de professor na Ethical Culture School. 







Trabalho Infantil na América: imagens
comoventes de crianças de 6 a 12 anos
em jornadas e condições absurdas nas
fábricas e minas de carvão foram
registradas por Lewis Hine em 1910
em South Pittston, Pennsylvania



As imagens, que ainda hoje impressionam, provocaram escândalo desde as primeiras publicações em jornais e revistas de Nova York, há 100 anos, e foram o motor da legislação para o controle e regulamentação do trabalho primeiro nos Estados Unidos e depois em outros países. Nas fotografias de Hine, à exceção das séries de operários no Empire State, são poucos adultos: na maioria são crianças substituindo a tração animal em grandes plantações ou exploradas nas ruas das grandes cidades, em minas de carvão, nas usinas e na indústria têxtil.

No decorrer no último século, as imagens de denúncia produzidas por Hine foram reproduzidas com frequência em reportagens, em panfletos sindicais, em livros de história e nos manuais sobre fotografia, além de lugares mais improváveis, de montagens de arte underground a capas de discos de punk-rock. Cada uma delas mantém seu apelo estranho e comovente, ao mesmo tempo real e abstrato – como destaca Roland Barthes em seu célebre estudo sobre a arte e a técnica da fotografia intitulado “A Câmara Clara”.











O trabalho de Lewis Hine: o fotógrafo
em autorretrato no final da década de 1930
e três garotos registrados por ele em
seus locais de trabalho na cidade de
Brown, West Virginia, em 1909


Entre a invenção de uma “teoria do olhar” e a análise sobre imagens de Nadar, Kertész, Niépce, Stieglitz, Avedon, Mapplethorpe e William Klein, entre outros grandes fotógrafos citados por Barthes, Hine é quem tem o maior número de fotografias reproduzidas na edição original de “A Câmara Clara”, publicada em 1980. Barthes destaca em Hine um certo “punctum”, o sentido da arte e não apenas a exposição da dor, do sofrimento, da exploração e da miséria: “o punctum de uma foto é esse acaso que nela me punge (mas também me mortifica, me fere)”... 

No breve texto de apresentação a “Men at Work”, Hine chegou a relatar algumas das inúmeras dificuldades e perigos que enfrentou em suas “investigações”. Os donos das fábricas não permitiam que ele fotografasse e não raro contratavam capangas para ameaçá-lo e tentar tomar seus equipamentos. Hine tinha por método esconder a câmera e se apresentar como um inspetor de incêndio. Assim, capturava as fotos mais reveladoras.










Os pequenos jornaleiros chegam às
ruas de madrugada em Washington,
em 1910. Acima, dois flagrantes sobre
o trabalho do pequeno Francis Lance,
de apenas 5 anos de idade, fotografado
por Lewis Hine na cidade de
St. Louis, Missouri, em 1912.
Abaixo, Anormais em uma instituição,
fotografia de 1924 de Lewis Hine
destacada por Roland Barthes no
livro A Câmara Clara
 


Uma das muitas vezes em que foi preso, acusado de invadir propriedade particular, Hine declarou em uma audiência: “Talvez vocês estejam cansados de tantas fotos que fazem denúncias sobre o trabalho infantil. Preciso dizer que eu também estou, mas quero fazer vocês e o resto do país ficarem tão enjoados destas cenas a ponto de obrigar isso a ter fim. Haverá um dia em que o trabalho infantil será apenas um registro em fotos do passado”...

A experiência proporcionada por uma das imagens de Lewis Hine, conforme destaca Roland Barthes em “A Câmara Clara”, é exemplar sobre o que o fenômeno da fotografia pode provocar de mais intenso e revelador. Ao observar o registro feito por Lewis Hine, em 1924, de duas crianças anormais em uma instituição de New Jersey, Barthes localiza um conceito que se tornaria célebre em análises sobre fotografia: o “punctum”.




O que vejo é o detalhe descentrado, a imensa gola Danton do garoto, o curativo no dedo da menina. Sou um selvagem, uma criança – ou um maníaco; mando embora todo o saber, toda cultura, abstenho-me de herdar de um outro olhar”, confessa Barthes. É a  subjetividade do leitor que vai perpassar o enquadramento do objeto retratado, pondo-o em movimento, dando-lhe tanto a continuidade como a descontinuidade narrativas.

A reflexão a respeito da trama situacional, que fez a fotografia emergir, se impõe através da atenção do receptor que observa e pode, por fim, enveredar por um percurso que articula razão e emoção. Cabe ao observador encadear o que o fotógrafo quis que ele visse e fundir a maior parte dos elementos que fazem convergir fotografia e memória, essa “estocagem” cultural que vem alinhavar cada uma das experiências vividas.

Com a autenticidade da grande arte, o trabalho de Lewis Hine emociona, como destaca Barthes em "A Câmara Clara". E emociona exatamente porque não estava à procura de piedade ou de sentimentalismos, nem mesmo de caridade. Como nos épicos monumentais da literatura universal ou nos afrescos góticos das grandes catedrais da Idade Média, Hine produziu cenas mitológicas que conseguem recriar e nos fazer entender alguns dos horrores cotidianos nos primórdios da sociedade industrial.




O trabalho de Lewis Hine: acima,
garoto de 8 anos de idade durante a
madrugada, no trabalho em uma
estação ferroviária em Boston,
Massachusetts (EUA), em 1909.
Abaixo, crianças operam máquinas
em uma fábrica de tecidos em
Whitnel, North Carolina, 1908.
Lewis Hine registrou que, ao perguntar
para a garota (última foto) quantos anos
tinha e qual era seu nome, ela fez uma
longa pausa e finalmente respondeu:
"Não me lembro..."








Numa época em que a escravidão humana ainda era uma experiência muito recente, quando era tão comum haver tanta injustiça social e com a maioria das pessoas estando tão acostumadas com esses problemas, Lewis Hine ousou se manifestar em defesa dos mais explorados e das vítimas mais contumazes da ordem vigente. Quando o jornalismo e os repórteres investigativos ainda não tinham saído a campo e quando quase todos acreditavam que o trabalho mais aviltante de crianças e de adultos era algo inevitável, e até mesmo os próprios operários pareciam estar conformados e resignados em tal situação, o fotógrafo enfrentou a tudo e a todos na intenção de fazer sua denúncia contra o senso comum.
 
Por ironia do destino, o reconhecimento da importância do trabalho de Lewis Hine tanto na imprensa como por parte de críticos e historiadores da arte foi muito tardio e não garantiram a ele nem fama nem fortuna. Em seus últimos anos de vida, talvez por força da resistência dos interesses corporativos que ele enfrentou e contrariou durante décadas, Lewis Hine não conseguiu mais nem emprego e nem espaço nos jornais e revistas para publicar suas fotografias.

Sem dinheiro e com poucos amigos, acabou hipotecando e perdendo a casa em que morava e tornou-se vítima da pobreza que sempre fez questão de retratar. Morreria esquecido e na miséria, em 1940. Sua herança de realismo e de denúncia contundente contra a injustiça social, entretanto, continua a assombrar a experiência humana.


por José Antônio Orlando.


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21 comentários:

  1. No meu primeiro semestre na faculdade de comunicação, lá no começo dos anos 1990, ganhei de presente de aniversário um livrinho de bolso que mudou minha vida e me levou ao caminho sem volta da fotografia profissional. O livrinho, que até hoje me acompanha, trazia na capa apenas uma foto dos operários nas alturas do Empire Estate e o nome do fotógrafo que eu não conhecia: Lewis Hine.
    Esta sua página espetacular aqui no blog sobre ele me fez lembrar daquela sensação de descoberta que eu tive e que me marcou para sempre. Sou grato a você e a seu blog maravilhoso por me trazer de volta esta emoção tão especial. Tomara que a mensagem grandiosa e a beleza incômoda destas fotos alcance e abale muitos outros, como aconteceu comigo.
    Lewis Hine é um gênio que mudou os rumos do mundo e da fotografia e este seu blog é um show, José. Tudo bonite e de uma inteligência que encanta. Parabéns!

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  2. Forte, fortíssimo! Isso é a humanidade em seu estado natural, infelizmente. São necessários séculos, inúmeros protestos, imagens, mortes e dores para que determinados rumos sejam transformados. O sequestro da infância é um deles, recentíssimo e ainda acontece em lugares inúmeros, continua a provocar assombro. Belo texto, meu amigo, como sempre seu trabalho documental me deixa perplexa.

    Celina Beatriz Villanova

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  3. Seu blog, como sempre, surpreendente e emocionante. Muito oportuna essa página sobre as fotos do Lewis Hine, ainda mais no dia de hoje. Essa imagem dos operários na construção do Empire State me acompanha há muitos anos. Tenho um pôster dela no meu quarto e recentemente descobri que ela também está na parede de um restaurante da Savassi.
    Seu trabalho é incrível, José Antônio Orlando. Sou fã incondicional deste blog Semióticas. Parabéns e boa sorte, sempre!

    Marilda Carvalhaes

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  4. Impressionante o trabalho do Hine. Essas imagens já fazem parte do nosso imaginário coletivo. Fica patente também a influência dele no trabalho de fotógrafos contemporâneos, notadamente no Sebastião Salgado. Ótimo texto, como sempre José Orlando!

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  5. .


    Belíssimo e rico em esclarecimento.
    Até eu que sou paraquedista fui aco-
    metido pela vertigem.

    Um abração.

    silvioafonso




    .

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  6. Ludmilla de Assis2 de maio de 2012 11:55

    Seu blog é realmente impressionante, José Antônio Orlando. Cada página melhor que a outra. Esta postagem sobre o Lewis Hine parece uma monografia, só que concentrada, bonita, bem escrita e encantadora. Fiquei emocionada. Parabéns, mestre!

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  7. Tem uma frase fantástica do Lewis Hine citada no livro Sobre a Fotografia, da Susan Sontag, que eu creio que você conhece. Se você permitir, José Antônio Orlando, vou registrá-la aqui no seu blog. A frase é a seguinte:

    “Se eu pudesse contar a história em palavras, não precisaria carregar uma câmera”. (Lewis Hine)

    Foi através do Saulo Ferreira, amigo que temos em comum no Facebook, que tive a indicação sobre o seu blog. Ele disse que eu iria amar e acertou. Fiquei emocionada com sua abordagem sobre o trabalho do Lewis Hine.
    Mas não é só esta página: todas as outras também são impressionantes. Seu blog é o máximo. Parabéns e continue compartilhando sabedoria e esta qualidade jornalista de primeira. Virei fã de seu trabalho sensacional.

    Marlene Tavares

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  8. Nossa!! que FANTÁSTICO !!!
    Esse blog está uma se tornando
    obrigatório.

    Parabéns!
    Edu.

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  9. que artículo tan interesante! Debo admitir que no gustaba de leer en internet, pero este blog atrapa!
    gran trabajo

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  10. Gilvan de Castro3 de maio de 2012 21:03

    Tem uma definição de imprensa que aprendi na faculdade que diz: Jornalismo é literatura com pressa. Mas o jornalismo também pode seguir por outros caminhos e ser alta literatura quando é apaixonado e faz as pessoas se apaixonarem pelo texto, pela beleza das palavras e das ideias que elas traduzem.
    Acho que é este seu caso, José Antonio Orlando. Uma mistura de alta literatura com jornalismo é o que este seu Semióticas vem apresentando. Alto nível. Parabéns!

    Gilvan de Castro

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  11. A obra de Hine é realmente impressionante, e contada através de suas palavras só faz acrescentar ainda mais !

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  12. Aluísio Teixeira17 de maio de 2012 17:39

    José Orlando, que beleza de página, que beleza de blog!
    Concordo em gênero, número e grau com cada palavra que você usou para falar do trabalho de Lewis Hine, e concordo também com as citações maravilhosas de Roland Barthes.
    As imagens das melhores fotografias são assim, capazes de se vincular a um modo de representação que vai para além da coisa fotografada, são agregadas lembranças, crenças, valores, interesses, desejos e receios do próprio fotógrafo e também de quem agora observa a fotografia registrada.
    Isso se dá através da forma como o fotógrafo limita sua percepção (o que vê e como vê), que por sua vez vai guiar a percepção do olhar do outro sobre o que ele fotografa e como fotografa.
    Aprendi muito com esta sua página, como tenho aprendido com todas as outras do seu blog. Muito grato por mais esta bela aula, mestre!

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  13. Uau, José! Minha professora de Semiótica da faculdade precisava conhecer este seu blog e essa página mais ainda, para ver se ela tomava vergonha na cara. Aprendi mais agora, com a leitura de uma só página do seu blog, do que aprendi com ela em dois semestres de tempo perdido. Parabéns pelo alto nível e pela inteligência! Virei seu fã!

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  14. Nunca tinha ouvido falar do nome desse fotógrafo, mas algumas das fotos dele eu já tinha visto. Fiquei impressionado com as fotos, com seu jeito diferente de contar a história desse Lewis Hine e mais ainda com seu blog. Bom demais em todas as páginas. Merece todos os elogios que encontrei por aqui e mais alguns. Também virei seu fã.
    Elias Hassan

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  15. Uma palavra para traduzir este site chamado Semióticas: brilhante.
    Comecei por esta maravilha sobre "O trabalho de Lewis Hine", que é uma aula das mais saborosas que já vi sobre a história e o papel da fotografia, e depois acabei ficando perdida entre tantas páginas e assuntos interessantes.
    Vou precisar de muitas visitas para atualizar tudo o que encontrei. Mal posso esperar.
    Beijos, José. E meus parabéns. Também virei fã.

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  16. Maravilha José! Todo o blog é muito educativo e gratificante.
    Li com toda atenção vários dos textos e vou utilizá-los em meu curso.
    Obrigada pela ajuda !
    Lérida Povoleri

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  17. Nossa, José. Cliquei no link que encontrei no Facebook achando que fossem umas duas fotos bonitinhas sobre crianças de cara suja e encontro este estudo brilhante e emocionante... Acho que a muito tempo eu não tinha uma surpresa tão feliz na Web como esta que tive agora, ao encontrar esta maravilha de site chamada Semióticas. Parabéns para você e muito obrigada mesmo por compartilhar tanta sabedoria e beleza. Mil beijos!
    Stael Maria Póvoa Belizário

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  18. Parabéns pelo blog. Grata por receber informações tão importantes.
    Tereza Melo.

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  19. Show completo. É o melhor blog que visito em muito tempo. Parabéns, José!

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  20. Uau, José. Estou impressionada com este seu Semióticas. Só este ensaio completo sobre Lewis Hine já merecia todos os elogios e prêmios, mas os outros que visitei por aqui também são de tirar o fôlego. Só posso agradecer e repetir os parabéns!

    Eliana Fonseca

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  21. Carlos Frederico Novaes30 de abril de 2015 18:02

    Seu texto brilhante e as fotografias maravilhosas e melancólicas do grande mestre Lewis Hine me deixaram com lágrimas nos olhos. Sem contar as lembranças do pensameto único de Roland Barthes, outro mestre dos mestres. Mas são lágrimas boas, otimistas, porque acredito com alegria que a espécie humana caminha para frente, aprendendo com as experiências coletivas, ainda que, às vezes, de forma dolorosa. Parabéns pelo site espetacular, Semióticas!
    Carlos Frederico Novaes

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