terça-feira, 20 de março de 2012

Fractais em Athos Bulcão






A lógica dos fractais – aqueles objetos ou imagens geométricas gerados por um padrão repetido que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto original e independentes da escala – é presença constante na natureza. Conhecidos desde a mais remota Antiguidade, os fractais sempre foram referência para matemáticos e artistas célebres, mas o conceito só foi aceito na comunidade científica internacional a partir de 1975, quando o matemático francês Benoît Mandelbrot passou a desenvolver a geometria fractal. Apontado como inventor e primeiro teórico do novo conceito, Mandelbrot tomou a definição de empréstimo ao termo em latim "fractus", que significa "quebrar".
Em outra seara, abaixo da linha do Equador, poeta de formas e cores, esteta e criador de obras que ultrapassam a dimensão decorativa na integração da arte com as mais diversas funções arquitetônicas, o pintor, escultor, desenhista e arquiteto Athos Bulcão (1918-2008) também dedicou esforços ao longo da vida à lógica dos fractais, antecedendo em pelo menos três décadas o conceito que o matemático francês tornaria universal na arte e na ciência. Artista muito à frente de seu tempo, Athos Bulcão e as formas gráficas e perspectivas inconfundíveis por ele criadas, marcos da arquitetura e das artes plásticas, vêm sendo cada vez mais atualizados.
Ele nunca saiu de cena, desde o reconhecimento de seus primeiros trabalhos, ainda na década de 1940. Mas foi recentemente que as formas e cores da arte de Athos Bulcão tomaram de assalto várias frentes ao mesmo tempo: coleções de moda de Ronaldo Fraga (reprodução abaixo) e Maria Bonita na São Paulo Fashion Week, homenagens e releituras de artistas diversos em exposições no Brasil e em outros países, novos projetos em paisagismo, urbanismo e arquitetura, peças de design de jóias e relógios, objetos utilitários e até sapatos, sandálias e chinelos. Athos Bulcão está em todas. 






Fractais em Athos Bulcão: obras e
padronagens personalíssimas do
arquiteto e artista plástico ganham
coleções nas passarelas da moda.
 No alto, painel com imagem de
Athos Bulcão trabalhando no ateliê
e fotomontagem em frente ao painel da
igrejinha de Nossa Senhora de Fátima,
em Brasília. Abaixo, coleções de objetos
industriais que são comercializados pela
Fundação Athos Bulcão

  



Arquitetura e Urbanismo



Carioca de nascença e considerado o maior artista a atuar em Brasília desde a fundação do projeto-piloto, parceiro de frente dos projetos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, conviva e amigo fiel de ilustres das mais diversas áreas da cultura brasileira, de Burle Marx e Portinari a Fernando Sabino, Murilo Mendes e Vinicius de Moraes, entre outros, o gênio de Athos Bulcão recebeu um inventário de peso com a publicação de um catálogo completo sobre as interfaces de seu trabalho em painéis, pisos, azulejaria, fachadas e obras em ateliê.
Em edição bilíngue, inglês e português, com mais de 400 páginas que incluem uma seleção de ensaios especialíssima, pontuada por grafismos e vasta iconografia que explora os suportes trabalhados pela ourivesaria do mestre, o livro produzido pela fundação que tem o nome do artista, criada em 1993, mereceu a honraria máxima no mercado editorial: venceu o Prêmio Jabuti na categoria "Arquitetura e urbanismo, fotografia, comunicação e artes".








Com edição a cargo de Valéria Maria Lopes Cabral, secretária executiva da Fundação Athos Bulcão, com sede em Brasília, e projeto gráfico inspirado de Paulo Humberto Ludovico de Almeida e Carlo Zuffellato, a publicação sobre o artista reúne em um único volume a imaginária do seu extenso e valioso acervo, incluindo pintura, desenhos, azulejos, instalações, fotomontagens, máscaras, objetos e obras tridimensionais.
Mais que um catálogo, trata-se de um inventário que oferece uma visão abrangente das mais de cinco décadas por ele dedicadas à arte integrada à arquitetura. Textos e imagens narram os momentos marcantes da trajetória artística e pessoal – destacando, de Belo Horizonte a Brasília e daí a outros continentes, cada um dos 101 espaços que receberam intervenção do artista no Brasil e no mundo.


O valor das obras-primas


Diversas cidades e capitais do Brasil, França, Itália, Cabo Verde, Argentina... A lista é extensa. "Athos Bulcão", o livro, reúne ensaios inéditos e uma bibliografia selecionada de textos descritivos e analíticos assinados por nomes como Oscar Niemeyer, André Correa do Lago e Paulo Herkenhoff, entre outros críticos e curadores em destaque.

Na maioria, são artigos e imagens antes dispersos por catálogos de uma centena de exposições individuais e coletivas promovidas no Brasil e no exterior. Na edição, um total de 187 obras são registradas em 235 fotografias. E mesmo quem conhece de longa data algumas obras referenciais do trabalho do artista vai se surpreender com boa parte do acervo que permanecia inédita.







Feliz com o reconhecimento laureado pelo Prêmio Jabuti, Valéria Cabral explica em entrevista por telefone que a publicação em livro do acervo de Athos Bulcão dá continuidade ao trabalho realizado pela fundação – de preservar e divulgar a obra do artista – e que receber o prêmio máximo do mercado editorial foi uma demonstração do valor que as obras-primas de Bulcão representam.
"Fomos muito aplaudidos e elogiados pela imprensa. Deu para perceber que o público gostou muito da escolha do júri do Prêmio Jabuti", destaca Valéria Cabral. "Estamos muito felizes. Ter vencido nesta categoria reforça ainda mais o quanto o nosso trabalho é importante". Além de inventariar o passo a passo dos mais conhecidos projetos de integração com a arquitetura, desenvolvidos de forma pioneira e surpreendente pelo artista, o livro apresenta a permanência de seu legado personalíssimo.




A arte de Athos Bulcão em cenários
religiosos dos cartões-postais de Brasília:
acima, paredes externas da igrejinha de
Nossa Senhora de Fátima. Abaixo,
porta em metal e vidro criada para a
Capela do Palácio da Alvorada









No acervo das muitas preciosidades que o livro reproduz estão ainda as obras de ateliê – entre elas, uma sequência de 32 fotomontagens de inspiração surrealista e uma seleta que reúne 26 desenhos, 27 pinturas, 12 máscaras e 15 mini-esculturas, algumas delas batizadas de "bichos" por Athos Bulcão. A edição organizada por Valéria Cabral conta ainda com fotos inéditas, recolhidas dos álbuns do próprio artista e de coleções particulares.



Técnicas, temas e materiais de suporte



Além das reproduções e listagem das obras, também há espaço para a intimidade do ateliê e da vida pessoal, incluindo aí uma série comovente de 31 imagens do artista trabalhando em primeiro plano, em diversas épocas, entre amigos e com a família. Apresentado em sua extensão e diversidade, o acervo de Athos Bulcão revela sua abrangência tanto na arquitetura como em outros domínios insuspeitados.
Reunida pela primeira vez em um conjunto organizado, a trajetória histórica do artista deixa em relevo técnicas, temas e materiais de suporte. A obra surpreendente acena em dimensões de grande arte, resultado de cada elaboração sofisticada e testemunho das relações humanas que fazem uso em primeiro lugar da arquitetura – como destaca o foco analítico de Paulo Sérgio Duarte em "Sentido e Urbanidade", ensaio que abre a edição.





Fractais em Athos Bulcão: acima, detalhes
da fachada do Edifício Niemeyer (1960)
na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.
 Abaixo, painéis de azulejos instalados
no Aeroporto Internacional de Brasília



"As mais presentes e disseminadas obras de Athos Bulcão aplicadas à arquitetura são os relevos em interiores e os murais de azulejos em painéis e fachadas", defende Duarte, lembrando que tais obras representam um acervo disperso em Brasília, cidade escolhida pelo artista para viver, em BH e no Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju, Recife, Natal, Teresina, São Paulo, Cuiabá e em Milão, na Itália, ou em várias outras cidades da Europa e do mundo.


Mestre inquieto e visionário


Outro especialista que assina um dos ensaios, André Correa do Lago destaca a presença das artes plásticas na arquitetura e os movimentos de cores e motivos fractais que acentuam ritmos e contrastes em fachadas, projetos e obras monumentais. "Ele insere-se numa ampla lista de artistas que realizaram obras para projetos arquitetônicos de prestígio e marcou obras-chave do movimento moderno brasileiro", destaca.

Na abordagem de Lago, o lugar da arte nas criações e intervenções de Athos Bulcão supera qualquer reducionismo que pretenda enquadrá-lo nos limites da demanda funcional que está nas interfaces de seu trabalho. Athos, de acordo com a avaliação de Lago, faz parte, sobretudo, de um pequeno grupo de artistas que chegaram a contribuir de tal forma para o aspecto final de edifícios que acabaram sendo tão decisivos para o resultado quanto os próprios arquitetos.










Autodidata e aprendiz de Burle Marx, Cândido Portinari e Oscar Niemeyer, Athos Bulcão metamorfoseou pinturas, máscaras, gravuras, desenhos. Aos 20 anos, tomou a decisão radical de abandonar o curso de Medicina para se dedicar à pintura. A partir daí, cada vez mais cultivou a amizade com poetas, músicos e artistas plásticos. Uma primeira grande reviravolta aconteceu depois de 1945: terminada a Segunda Guerra, Athos foi morar em Paris, França, onde conquistou uma bolsa de estudos. 

De volta ao Brasil, foi funcionário público no Serviço de Documentação do Ministério da Cultura – cargo que abandonaria em pouco tempo, cada vez mais envolvido com a dedicação à arte. Convidado em 1952 a trabalhar na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), abraçaria com entusiasmo os projetos em arquitetura – área na qual realizaria a maior parte de sua obra e que foi a maior beneficiada por seu talento de artista visionário. O amor à arquitetura é destacado por Athos Bulcão em uma das últimas entrevistas que concedeu, publicada em 1998, no "Jornal de Brasil", e reproduzida entre os anexos reunidos no livro.







Fractais em Athos Bulcão: acima,
painel de azulejos no Brasília Palace
Hotel. Abaixo, painel de cerâmica no 
Instituto Rio Branco, em Brasília






Ponto de vista emblemático



Na entrevista, Athos Bulcão expõe em detalhes seu processo de criação e considera algumas das questões relacionadas à arquitetura de um ponto de vista emblemático. Questionado sobre sua escolha definitiva por Brasília e se o processo de globalização poderia prejudicar sua individualidade criativa de artista, o mestre visionário ironiza e surpreende. 
"Muda muito a orientação, mas acho que não prejudica", avalia, citando suas referências mais marcantes e uma diversidade de casos em que poderia ter se espelhado se não tivesse a determinação e o desprendimento de seu trabalho autoral. "Atualmente fica tudo meio preso àquela máxima inventada pelo Andy Warhol, de que todo mundo quer ter seus 15 minutos de fama. É um pouco isso. Mas quando a coisa é muito boa, ela aguenta em qualquer circunstância". 
 





Obras do ateliê do artista: acima, detalhes
de composição e estudo em guache.
Abaixo, estudo para painel em desenhos
finalizados com lápis de cor e uma
serigrafia produzida em 1980, e uma das
últimas fotografias de Athos Bulcão
no ano de sua morte, 2008






A certa altura do texto, Carmem Moretzshon, que realizou a entrevista para o "Jornal do Brasil", define Athos Bulcão como "habitante do silêncio em Brasília". Nada mais acertado: a definição, poética e algo melancólica, localiza das dimensões épicas à minúcia burilada de cada fragmento fractal que o artista deixou nos cartões-postais do Distrito Federal e em tantos outros logradouros em muitas cidades e países.

Nascido no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, o estudante que um dia trocou a medicina pelas artes plásticas e depois pela arquitetura, encontrou seu lugar de permanência quando deixou tudo para seguir com Niemeyer e Lucio Costa para a criação da capital dos sonhos do presidente Juscelino Kubitschek. Uma equipe numerosa de profissionais, contratados em muitas áreas, concebeu o projeto e a instalação da cidade planejada, mas nunca morou nela. Diferente da maioria, Athos Bulcão, "habitante do silêncio", depois que chegou nunca mais deixou Brasília.


por José Antônio Orlando.





19 comentários:

  1. Marília Silva Leme20 de março de 2012 14:47

    Pode parecer exagero, ainda mais com esta lista de elogios de tantos leitores do blog: mas sinceramente, José Orlando, estou encantada com este Semióticas. Cada página mais bonita e inteligente que a outra. Esta matéria sobre Athos Bulcão não foge à regra. Poderia ser uma monografia e seria aprovada com louvor, pela precisão de cada palavra, pelas ideias encadeadas e pela primorosa edição de imagens. Mas como está, está perfeita, para engrandecer ainda mais este blog e seu trabalho incomum e fascinante. Parabéns, parabéns. Ainda não encontrei nenhum blog melhor que este e duvido que esteja para existir algum. Deus conserve e aumente tanto talento, tanta gentileza e tanto desprendimento para compartilhar estas pérolas preciosas...
    Marília Silva Leme

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    1. Marília Silva Leme, permita-me ratificar as suas palavras que dizem tudo que sinto e não sei como dizê-las. grande encantamento o que sinto também com o seu comentário. bj
      marina anjocarmim trindade

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  2. adorei a matéira, sou apaixonada pelos trabalhos do Athos.... parabens......
    Abraços
    Rosangela Coltre

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  3. Fabuloso artigo, José Antõnio! Que beleza de documento, sobretudo para Brasília, essa cidade tão marcada pelos rastros, tatos e percepções que ele deixou... Apesar de morar aqui, nunca tinha visto os calçados do Shopping Brasília ou os vestidos com os motivos que ele criou, genial! A visão de um artista que, inegavelmente, esteve muito à frente de seu tempo, revela aspectos organizacionais muito típicos das padronagens brasilienses e da própria arquitetura da cidade, quebrada em sua dureza pelas linhas azulejadas que estão em todas as partes... Parabéns pelo documento, mais um inventário excelente da história desse nosso país e que muitos desconhecem...
    Um super abraço, dessa sua amiga que nasceu e cresceu nas areias da praia de Icaraí, mas que mora em Bras-Ilha. O cerrado agradece suas palavras tão precisas quanto a arte de Bulcão.

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  4. Que trabalho bacana...ambos estão de parabéns.Criador e criatura.Ah!! e o jornalista tbm.Abraços

    E.Santos

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  5. Fico pensando de onde vêm esses personagens que não conheço e que você apresenta com seu toque de mestre, professor. Genial o trabalho e a trajetória desse Athos Bulcão, que eu nunca tinha encontrado. Na verdade, já tinha visto uma ou outra dessas padronagens, mas não sabia identificar o autor. Que história linda e que blog maravilhoso é esse Semióticas...
    Sou fã de carteirinha desde a primeira visita e a cada retorno encontro uma surpresa mais bacana e inteligente e linda, com reportagens tão superiores às bobagens que estão nos jornais e nos outros blogs absurdamente tolos e superficiais...
    Parabéns de novo. Tudo aqui é um show!

    Alice Noqueira

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  6. Professor, me surgiram questões!
    No caso de uma pesquisa relacionada aos fractais e design de superfície o primeiro parágrafo de seu texto me foi de grande valia. Poderia me indicar mais fontes acerca disso? O livro discutido contém detalhes técnico-teóricos que permeiam esses fractus?

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    Respostas
    1. Meu caro Gabriel,
      a melhor abordagem teórica sobre a lógica dos fractais ainda é o livro de Benoît Mandelbrot, "The fractal geometry of nature”, publicado em 1982, que não tem (não que eu saiba) versão em português. Mas tem alguns “genéricos” que abordam a questão...
      Dos que conheço, recomendo dois: “Geometria Fractal”, de Michel Janos (editora Ciência Moderna) e “Descobrindo a Geometria Fractal”, de Ruy Madsen Barbosa (editora Autêntica).
      O primeiro apresenta uma introdução à “lógica dos fractais” e mostra como grande parte da natureza é fractal, avançando em uma apresentação de como podemos construir matematicamente um fractal e finaliza com exemplos de "Arte Fractal".
      O segundo tem uma abordagem voltada para o uso do conceito em sala de aula, buscando o apelo do visual artístico, sem prejuízo da precisão e rigor da matemática, com capítulos sobre a criação de fractais e a manipulação de materiais concretos, aproximando a questão a conceitos de Pascal e de outros teóricos que antecederam as questões de Benoît Mandelbrot.
      Para finalizar, tem um “resumo da ópera” nas palavras do próprio Mandelbrot que acho iluminado: "Nuvens não são esferas, montanhas não são cones, linhas costeiras não são círculos, cascas de árvores não são suaves e o raio não se propaga em linha reta"...

      Abração, Gabriel, e mão à obra...

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  7. sou do tipo que lê tudo e não comenta nada, mas impossível deixar de falar da minha admiração pelo trabalho de Athos Bulcão e da matéria gostosíssima de ler.
    O trabalho de Athos é a cara do Brasil, da arquitetura brasileira e é extremamente contemporâneo.
    Infelizmente, a cultura de inserir painéis nos edifícios foi retirada da arquitetura durante uns anos mas tenho notado um resgate a esta forma maravilhosa de inserir as artes plásticas no fazer arquitetônico.

    parabéns!
    beijo grande!

    ps. adoro vir por aqui.


    gabriela de matos.

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  8. Um prazer esta matéria. Praticamente não conhecia o trabalho do Athos, só algumas padronagens, aplicadas em uns lápiz que ganhei de presente. Agora preciso ganhar o livro e, quiçá, umas roupinhas com essas gloriosas padronagens.
    Como designer bissexta, recém agora me encaminho pra área de Surface Pattern Design e estou encantada de descobrir na terrinha dos nossos sabiás o grande Wagner Campelo, especialista no tema, e agora o Athos, que era, seguramente, um visionário.
    Obrigada por compartir e fiquei fã do blog.
    Um abraço.
    Bethania.

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  9. Muito alem, o Athos

    Eu sou vizinha do Athos.
    Na minha alma, sem tratos,
    ele desenha janela
    e uma vela
    alumia meu descolorimento.
    Eta, o tempo!

    Bulcão me assopra
    tracos
    deslumbre
    umbrais
    de ais azuis
    e mais.

    Encaixo.

    Por que eu não o vi
    quando morava aqui?

    Eu me arrebato
    nas asas Athos
    para voar ao Brasil.

    Ali e acola
    Athos se desata
    para o pouso
    de quem
    vai-e-vem.

    Ai, este Athos-dom
    de cor e forma
    que vai alem.

    Muito alem, o Athos!

    Isabel Maria Sampaio Oliveira Lima (sem Bulcao, sem Athos, com asas insurgentes)

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  10. Bom dia. ou melhor boa tarde pois já são14:34 e eu ainda estou aqui encantada com tudo que já li,vi e ouvi desde que aqui cheguei as 10:00 da manha,me emocionei,ri,chorei,me questionei e questionei todos os meus valores com cada página que literalmente absorvi neste passeio indescritível por tuas páginas...
    Estava apenas procurando alguma imagem diferente para ilustrar um resumo do livro O estranho na moda que estou fazendo para o curso que frequento quando quase como uma Alice cai inadvertidamente em teu blog, rsrsr acho que foi a melhor "queda" da minha vida...
    Muito obrigada por tudo que aprendi, cresci e senti conduzida por tuas sábias palavras.
    jrmodelagensecriacoes@hotmail.com

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  11. Estou apaixonada pelo Semióticas. Parabéns pelo interessantíssimo e lindo trabalho! <3

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  12. Começar o dia com algo tão encantador faz a gente acreditar na sorte. Encontrei o link do seu blog na página da Fundação Athos Bulcão e assim que cheguei aqui fiquei impressionada. Esperava uma coisa e encontrei outra muito diferente... Confesso que aprendi muito e vou ter que voltar muitas vezes para mergulhar em tantos outros textos e imagens maravilhosos. Seu blog é o máximo, diferente de tudo o que já encontrei na internet. Virei fã de carteirinha. Parabéns!!!

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  13. Lindos, os dois: seu blog Semióticas, sensacional, e a grande arte do Athos Bulcão. Show, José. Muitos parabéns pra você!

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  14. Alice Dias do Amaral16 de fevereiro de 2014 11:41

    Seu blog é sempre um espetáculo. Parabéns. É o melhor de todos os que já visitei. Lindo, lindo. / Alice Dias do Amaral

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  15. Fascinante, uma pós (rápida) em semiótica. Parabéns e obrigado.

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  16. João Flávio Pessôa19 de fevereiro de 2016 10:41

    Que aula maravilhosa sobre fractais, design, arquitetura!
    Concordo com o comentário do Luciano, acima: não é apenas um artigo, mas uma pós (rápida) em semiótica. Também agradeço imensamente. Ganhou mais um fã. Que blog!

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