sábado, 25 de fevereiro de 2012

Bob Dylan no Brasil








Bob Dylan e outros heróis da galeria do rock'n'roll têm sempre lugar marcado em todos os noticiários. Agora Mister Tambourine voltou a ser notícia e destaque nas redes sociais da internet por conta da confirmação do Brasil na rota da “turnê que nunca acaba” (Never Ending Tour), com shows em abril no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Será a quinta vez que o legendário cantor e compositor da era do rock, mentor de algumas das principais canções de protesto e hinos da contracultura, se apresentará no Brasil.

Além de incluir com frequência o país do carnaval nas turnês, Bob Dylan sempre declarou que é um admirador do Brasil e da cultura brasileira e também visitou muitas vezes o Brasil no anonimato. Há alguns anos, o músico fez um tributo aos cenários brasileiros que rendeu destaque no mundo inteiro: Dylan, que tem investido cada vez mais em seu trabalho nas artes plásticas, apresentou sua nova coleção de quadros, intitulada "Brazil Series", em Copenhague, Dinamarca, no Statens Museum for Kunst. A coleção também foi publicada em um catálogo de luxo pela editora Prestel.

A coleção de imagens em que Bob Dylan tenta traduzir o Brasil reúne 40 telas pintadas em acrílico e cerca de 60 desenhos que mostram paisagens da vida cotidiana nas cidades, além de cenas das favelas e das matas com sinais de devastação. O músico viajou ao Brasil muitas vezes e, segundo consta, ele tem grandes amigos por aqui, incluindo cantores e compositores como Toquinho e Caetano Veloso e o jornalista e historiador Eduardo Bueno.

















Acima, Bob Dylan no palco, no Rod Laver
Arena, em Melbourne, Austrália, em abril
de 2011, na temporada de shows batizada
de The Never Ending Tour (A turnê que
nunca termina). No alto, Bob Dylan nas
artes plásticas com seu autorretrato e com
as pinturas da série dedicada ao Brasil.
Abaixo, uma imagem que marcou época
e virou capa de álbuns de coletâneas de
sucessos: Bob Dylan fotografado na
Inglaterra por Barry Feinstein durante
a lendária turnê pela Europa em 1966
 
 
No livro “Verdade Tropical” (Companhia das Letras, 1997), Caetano afirma que foi através de Toquinho, parceiro de Vinicius de Moraes, que ele conheceu e passou a ser amigo de Bob Dylan. “Achei curiosa a voz fanha e o jeito sujo de tocar violão e gaita”, recorda Caetano, que já gravou duas músicas de Dylan: “Jokerman”, em “Circuladô Vivo”, de 1992, e “It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding)”, em "A Foreign Sound”, de 2004. 



Amigos brasileiros

 

It’s Alright, Ma”, na versão original, está em “Bringing It All Back Home”, de 1965, um dos anunciados favoritos de Caetano, que registra no livro: “É este o disco de Dylan que mais me emociona”. Caetano também dividiu nos anos 1970 com Péricles Cavalcanti a autoria da mais conhecida das versões de Dylan em português: “Negro Amor”, escrita a partir de “It’s All Over Now, Baby Blue”, que foi gravada primeiro por Gal Costa em 1977.

No seleto grupo de brasileiros entre os amigos de Bob Dylan também está o gaúcho Eduardo Bueno, que acompanhou o músico em duas de suas visitas sem agenda de shows por cidades brasileiras, em 1990 e 1991. Entrevistei Bueno por telefone em 2003, quando ele estava lançando “Brasil: uma História: a Incrível Saga de um País” (Editora Ática), que se tornaria best-seller. Ele confessou a paixão desmedida por seu ídolo e afirmou que se considera um dos maiores “dylanófilos” do planeta. Segundo Bueno, tudo começou em 1975, quando, aos 17 anos, ouviu pela primeira vez o álbum “Before the Flood” e sua música predileta, “Like a Rolling Stone”.









Bueno também disse que até aquela data, em 2003, teve a sorte de assistir a mais de 100 shows de Dylan, sendo que em pelo menos 70 deles com presença privilegiada no backstage. “Like a Rolling Stone é a melhor e mais importante canção já composta na história do rock”, justificou Bueno – que assinou o posfácio e a tradução da edição brasileira de “Crônicas” (editora Planeta, 2005), o primeiro volume da trilogia autobiográfica de Dylan.

Na entrevista, ele comentou suas melhores lembranças de quando acompanhou as viagens do músico pelo Brasil. O roteiro das viagens de Dylan, segundo Bueno, incluiu entre outras cidades Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. "Sei que ele também já visitou várias vezes a serra gaúcha, o parque das Agulhas Negras e Ilha Grande, entre muitos outros lugares do Brasil, sem que ninguém o reconhecesse”.

Bueno recorda que Dylan também presenciou cenas fortes nas ruas brasileiras, mas nem por isso parece ter ficado nada amedrontado. “Logo depois que o conheci, em 1990, quando fomos apresentados por seu empresário no Brasil, vimos um homem ser baleado no meio da rua, na Barão de Itapetininga, em São Paulo. No Rio de Janeiro, ele tentou ir a pé do hotel para o show, mas de tanto ser alertado pelos seguranças sobre os perigos, acabou desistindo”.







Robert Allen Zimmerman no álbum de
família, fotografado aos 19 anos, em 1960.
No ano seguinte, ele abandona a universidade
e se muda de Minneapolis para Nova York,
com a esperança de encontrar seu ídolo
musical, Woody Guthrie. Em Nova York,
adotou o nome artístico de Bob Dylan,
em homenagem ao poeta Dylan Thomas,
e passava as noites tocando gaita e cantando
em pequenos bares do bairro boêmio de
Greenwich Village. Sua habilidade musical
e as letras de suas canções chamaram a
atenção do conhecido produtor de jazz
John H. Hammond, que em 1962 lançaria
o primeiro LP de Bob Dylan pela Columbia
Records. O sucesso viria somente com o
segundo LP, The Freewheelin', que trazia
canções como Blowin' in the Wind e, na
capa, o músico com Suze Rotolo, na época
sua namorada, que exerceu forte influência
em suas primeiras composições. Abaixo, com
outra namorada, a cantora e compositora
Joan Baez, fotografados em 1965 por
David Gahr. O namoro com Joan Baez
terminou no ano seguinte, mas os dois
continuaram amigos e fizeram, juntos,
várias turnês e gravações em estúdio nos
anos seguintes. Também abaixo, em
preto e branco, Bob Dylan em Paris,
1966, durante a turnê pela Europa,
fotografado por Barry Feinstein


 



 

Nas palavras de Eduardo Bueno, Bob Dylan é um daqueles caras cheios de manias. “Se tem uma coisa que ele gosta de fazer é andar a esmo pelas cidades. Não pergunta nada, sai andando. Ele parece não ter medo de nada e vai entrando em qualquer bocada. Em geral tinha pelo menos um segurança atrás, a uns dez metros. Tem muitas manias esquisitas, mas é genial. De todo mundo que eu já conheci na vida, Dylan é o mais difícil de definir. É um cara enigmático que prefere lavar ele mesmo suas próprias roupas nos quartos de hotel, é um cara inconstante e, às vezes, chega até a ser gentil, quando menos se espera". 

 

Estudos biográficos



Com o reforço provocado pela turnê no Brasil, o que não faltam nas lojas são CDs e DVDs de Bob Dylan, que também está nos jornais e nas capas de revistas. Há também muitos livros, incluindo alguns escritos por ele mesmo. Entre os destaques na extensa lista de publicações estão duas preciosidades biográficas: “No Direction Home”, de Robert Shelton, e "Bob Dylan – Gravações Comentadas & Discografia Completa", de Brian Hinton. Os dois livros, lançados pela editora Larousse do Brasil, são considerados os mais completos estudos biográficos da carreira de Dylan.

Mais do que um biógrafo, o ex-crítico musical do The New York Times Robert Shelton, que morreu em 1995, foi talvez o maior amigo e confidente do artista. Os dois se conheceram em 1961, quando Dylan falou pela primeira vez à imprensa após um show no Gerde’s Folk City, reduto boêmio do Greenwich Village, em Nova York. Dali por diante, viraram “amigos de infância”. “A biografia de Shelton continua a ser a única escrita com a colaboração de Dylan”, explica Elizabeth Thomson, que divide com Patrick Humphries a edição revista, atualizada e ampliada de “No Direction Home”.
















O outro estudo biográfico, "Bob Dylan – Gravações Comentadas & Discografia Completa", integra a mesma coleção que já tem livros sobre os Beatles e os Rolling Stones. É uma bela obra de referência, completa e irrepreensível, sobre o artista nascido Robert Allen Zimmerman no estado norte-americano de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos e que, diz a lenda, aprendeu sozinho a tocar piano e guitarra. Sobre a escolha do nome artístico, adotado a partir de 1959, ele próprio confessa, no primeiro volume de “Crônicas”, que foi uma homenagem a um de seus ídolos, o lendário poeta galês Dylan Thomas (1914-1953):

"Eu havia visto alguns poemas de Dylan Thomas. A pronúncia de Dylan e Allyn era parecida. Robert Dylan. A letra D tinha mais força. Entretanto, o nome Robert Dylan não era tão atraente como Robert Allyn. As pessoas sempre haviam me chamado de Robert ou Bobby, mas Bobby Dylan me parecia vulgar, e além disso já havia Bobby Darin, Bobby Vee, Bobby Rydell, Bobby Neely e muitos outros Bobbies. Mas aí aconteceu. A primeira vez que me perguntaram meu nome em Saint Paul, instintiva e automaticamente soltei: Bob Dylan".



Trajetória surpreendente
 


Às vésperas de completar 71 anos (em 24 de maio), o cantor e compositor mantém a plena força criativa que influencia gerações e gerações pelo mundo afora, desde o inícios dos anos 1960. Além das histórias saborosas por trás de cada canção, o biógrafo Brian Hinton reúne informações minuciosas para deleite de fãs e pesquisadores, como datas de lançamento, encartes, fotografias, produtores, versões alternativas, arranjos, desavenças entre os músicos e sobras de estúdio.

E não é apenas uma avaliação de Brian Hinton: a maioria dos biógrafos são unânimes em destacar a importância inquestionável de Bob Dylan em várias frentes, da música à militância política de esquerda. Como cantor, ele redefiniu o papel do vocalista. Como músico e compositor, sua "petulância" foi muito além de gêneros como o rock, o pop, o blues, o folk ou o country, com canções que se tornaram trilha sonora de muitas histórias e influenciam há 50 anos o estilo e as opiniões de muitos outros músicos e fãs.












Música em cores fortes: no alto e acima,
Bob Dylan em Woodstock, Nova York,
e em Greenwood, Mississippi, em 1965,
em fotografias de Elliot Landy. Abaixo,
dois registros de 1966: fotografado por
Barry Feinstein em Paris; e na Factory
de Andy Warhol, em Nova York


Enquanto mergulha na trajetória surpreendente de um dos nomes fundamentais da história da música, o leitor atento pode saborear uma aula divertida sobre os percalços da indústria cultural de nossos dias. Com 56 álbuns lançados desde a estreia – com "Bob Dylan", de 1962, totalmente dedicado ao folk mais tradicional – o cantor e compositor sempre se destacou pela ousadia e pelo pioneirismo que aponta em várias direções.

O livro de Robert Shelton por certo é mais divertido, recheado de histórias de bastidores e anedotas impagáveis, mas o estudo de Brian Hinton, que publicou biografias consideradas definitivas de nomes como Van Morrison, Joni Mitchell e Elvis Costello, vai fundo nos detalhes sobre a obra do compositor de canções como "Like a Rolling Stone" – como lembrou Eduardo Bueno, o clássico dos clássicos da era do rock, listado em primeiro lugar entre as 500 melhores músicas da história, segundo a revista "Rolling Stone".

Hinton também é sábio no juízo de valor sobre a trajetória do artista ao apontar alguns dos aspectos que confirmam a importância inquestionável de Dylan. O biógrafo destaca que, como cantor, Dylan redefiniu o papel do vocalista. Como músicoe compositor, sua "petulância" foi muito além de gêneros como o rock, o pop, o blues, o folk ou o country, com canções que se tornaram trilha sonora de muitas histórias e influenciam há 50 anos o estilo e o conteúdo de muitos em muitos países dos cinco continentes. 


 






Bob Dylan segundo Zé Ramalho



Mesmo sem constar da lista privilegiada de amigos brasileiros do músico norte-americano, Zé Ramalho sempre foi associado a Bob Dylan por suas letras messiânicas e seu tom politizado de fazer música. Em 2008, o "parentesco" foi realçado com "Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando" (EMI), CD e DVD produzidos por Robertinho do Recife (parceiro de longa data), e que reúnem canções de Dylan, sucessos dos anos 1960 e 1970, reinventadas pelo paraibano.

As mais conhecidas letras e melodias de Dylan ganharam equivalentes fieis e inspirados em português, além de arranjos que trazem os standards da galeria do rock para o universo da MPB e da música nordestina de repentistas e rabequeiros. Clássicos como "Like a Rolling Stone" ("Como uma Pedra a Rolar") e "Blowin' in the Wind" ("O Vento Vai Responder") incorporam novas sonoridades que lembram xotes, forrós e baiões.

"Like a Rolling Stone" é conhecida no Brasil de outros carnavais: teve uma versão em português de sucesso na década de 1970, gravada por Diana Pequeno, e volta e meia surge cantarolada, em sua versão original, pelo senador Eduardo Suplicy no Congresso e em outras ocasiões públicas. Dos mais de 50 álbuns lançados por Dylan, Zé Ramalho elege três – “Blood On The Tracks”, “Desire” e “Slow Train Coming”, todos da década de 1970 – como os seus prediletos.










Em 30 anos de carreira, o compositor de "Admirável Gado Novo" e "Chão de Giz" continua a surpreender. No ano 2000, lançou "Nação Nordestina", álbum com belas canções inéditas e uma capa surpreendente (imagem abaixo), paródia para a capa do antológico "Sgt. Pepper's" dos Beatles. Em 2001, reinventou sua própria trajetória ao lançar o CD de estreia do projeto "Zé Ramalho canta...", com releituras de Raul Seixas. Depois viriam o também surpreendente “Zé Ramalho canta Bob Dylan – Tá Tudo Mudando” (EMI, 2008), seguido por “Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga” (Discobertas/Sony, 2009), mais “Zé Ramalho canta Jackson do Pandeiro” (Discobertas/Sony, 2010) e “Zé Ramalho canta Beatles” (Discobertas/Sony, 2011). 



Hurricane: Frevoador

 

Quanto a Bob Dylan, não é a primeira vez que ele foi traduzido por Zé Ramalho – que há mais de duas décadas já havia gravado "Blowin'in the Wind" ("O Vento Vai Responder") e "Knocking on Heaven's Door" ("Batendo na Porta do Céu"), além de "Hurricane" (que, traduzida como "Frevoador", foi a faixa-título do CD de 1992). Zé Ramalho também recupera a beleza de "Negro Amor", a versão de Caetano e Péricles Cavalcanti para "It's All Over Now, Baby Blue", lançada por Gal Costa e regravada por Toni Platão, Zé Geraldo e Paulo Ricardo e Engenheiros do Hawai, entre outros.

Com sua voz única, cavernosa e apocalíptica, Zé Ramalho junta sonoridades nordestinas para surpreender quem espera um mero disco de versões. Inteligente e criativo, o artista foge do óbvio e busca músicas não tão famosas de seu ídolo, como o caso de "Man Give Name To All Animals", que virou "O Homem Deu Nome a Todos os Animais" – canção que também também ganhou outras duas versões bastante diferentes entre si, uma recente, gravada por Adriana Calcanhotto, e outra na década de 1980, gravada por Rui Maurity. A única faixa que Zé Ramalho não verteu ao português foi "If Not For You", mas, em compensação, recriou a música, indo ao extremo nos ritmos populares do Nordeste brasileiro.





Uma exceção entre as mais antigas é "Tá Tudo Mudando", faixa-título do CD e do DVD, versão de "Things Have Changed", da trilha do filme "Garotos Incríveis" (2000), de Curtis Hanson, que rendeu um Oscar a Dylan. A versão tem assinatura de Maurício Baia e Gabriel Moura, carioca identificado com o samba. Baia é colaborador de Zé Ramalho também em "Tombstone Blues", transformada em "Rock Feelingood".

Outra boa surpresa é a versão para a instrumental "Wigwam" - que virou "Para Dylan". A letra diz: "Eu te vejo assim como uma vela que acende/ Ou como disse Elton John/ 'Like a candle in the wind". Na capa do CD e DVD, Zé Ramalho posa com um cartaz, em referência ao clipe de Dylan para "Subterranean Homesick Blues" – mais um cuidado da produção que vai agradar tanto aos fãs de Dylan quanto ao público de Zé Ramalho. É um belo disco, que mantém a verve autoral do cantor e compositor sem se afastar do universo nordestino que desde o disco de estreia, em 1978, norteia sua carreira e discografia.

Além de “Zé Ramalho canta Bob Dylan”, outro tributo feito no Brasil merece muita atenção dos fãs de Mister Tambourine: o quinto volume da série em CD "Letra & Música", lançamento do selo Discobertas, que é dedicado ao cantor e compositor. São 14 faixas que trazem as melhores gravações feitas ao longo das últimas décadas.

Entre as canções selecionadas, há regravações e versões inéditas das canções de Dylan por Caetano Veloso (“Jokerman”), Gal Costa (“Negro Amor”), Evandro Mesquita ("Knockin'on Heaven's Door"), Renato Russo ("If You See Him Say Hello"), Mallu Magallhães ("It Ain't Me Babe") e Ruy Maurity (“Batismo dos Bichos/Man Gave Name To All Animals”), entre outros. Se ouvir o tributo de Zé Ramalho ou a coletânea selecionada no CD "Letra & Música", mister Bob Dylan por certo vai aprovar, sem nenhuma ressalva.


por José Antônio Orlando.


Para comprar o DVD Zé Ramalho canta Bob Dylan, clique aqui.

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21 comentários:

  1. Excelente! Quantas referências importantes estão reunidas aqui neste texto e que beleza poder usufruir dessa leitura que nos organiza a lembrança, o pensamento e a alma... Parabéns, querido amigo, você é um homem de estilo muito peculiar.
    Abraços,
    Celina Beatriz Villanova

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  2. Tenho uma frase de mister Bob Dylan pregada na parede do meu quarto que poderia ser traduzida mais ou menos assim:
    A felicidade não está na estrada que leva a algum lugar - a felicidade é a própria estrada.
    Lindo blog e linda matéria jornalística sobre Dylan no Brasil, Zé. Adoro o seu blog que está cada vez melhor. Sempre que visito este Semióticas fico pensando: que sorte ter tido você como professor. Parabéns por iluminar esta estrada e vida longa, meu caro!...
    Abraçãozão para você...
    Lucas Gonçalves

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  3. Fiquei emocionada e cantarolando as canções encantadoras de Bob Dylan. Adorei sua reportagem e seu blog continua lindo, Zé. Santa inspiração...
    Muitas saudades, meu querido. Beijos, beijos.

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  4. Antônio Carlos Perdigão26 de fevereiro de 2012 08:30

    Que maravilha, José Antonio Orlando. Comecei o domingo lendo seu texto sobre Bob Dylan e ganhei o dia. Matéria perfeita, com imagens fantásticas e entrevista no ponto certo. Você diz no final que se ouvisse as versões de suas canções gravadas por brasileiros mister Tambourine iria aprovar. Acrescento mais: se puder ler esta página do seu blog, mister Tambourine vai querer agradecer com um abraço ou quem sabe até incluir você na lista de amigos brasileiros. Parabéns. Seu blog é um show!

    Antônio Carlos Perdigão

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  5. José,valeu pelo belo artigo e como sempre repleto de ótimas referências. Um presente para o meu domingo!

    Abraços
    Benilde Lustosa

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  6. Mais para a disputa difícil que é escolher qual é o melhor post do blog Semióticas. José, José, seu blog está cada vez melhor. Este artigo sobre o Dylan, meu caro... Bom demais da conta, como dizem aí em BH. Grande abraço e de novo PARABÉNS!
    Sérgio Murilo

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  7. Sair a esmo andando pelas cidades é muito bom e de certa forma corajoso para um famoso. Que bom que ele ainda consegue desfrutar de tal experiência.
    Sempre ótimas palavras por aqui!
    Abraços Zé!

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  8. Parabéns José, belo blog e matéria. Gostei. Uma abraço.
    Sonia Cruz

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  9. Caro José Orlando, teu blog é uma verdadeira enciclopédia moderna. Me surpreende a cada dia tuas pesquisas, descobertas, e partilhas. Fico muito feliz de ter conhecido.

    grande abraço

    André Portugal Braga

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  10. Parabéns pelo POST :) Super 10!!! http://marcelodubai.blogspot.com/2012/03/bob-dylan-no-brasil.html

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  11. Maurício Tavares2 de março de 2012 11:23

    Meu caro José Antonio Orlando, nenhum elogio é exagero: seu blog é um show, com textos fantásticos, entrevistas perfeitas e edição de imagens para deixar qualquer um com inveja. Não é à toa que estão reproduzindo suas páginas em outros blogs e sites. Parabéns pra você e muito obrigado pela generosidade de compartilhar este material de primeira qualidade. Vida longa e prosperidade!...

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  12. BOB DYLAN É UM POETA DO ROCK DE TODOS OS TEMPOS
    O ROCK ACABOU EM 1980 MAS NÁO MORREU
    MAS BOB DYLAN SEMPRE SERÁ REFERENCIA DO QUE FOI
    O VERDAEIRO ROCK-ENROLL
    PRO AMANTES DAS ANTIGAS
    VIVA E REVIVA DYLAN......

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  13. Um mapa completo sobre Bob Dylan em terras brasileiras, incluindo as turnês, bibliografia, versões em português e lançamentos, além de falar da exposição de quadros que ele fez sob inspiração do Brasil e ouvir o que têm a dizer o dylanófilos e raros amigos brasileiros de Mister Tambourine? Só por publicar esta reportagem fantástica seu blog já merecia o prêmio, meu querido Zé. Mas ainda tem outras 80 páginas por aqui no mesmo nível... Aí este Semióticas virou "hors concours", de tão excelente. Parabéns. Sou seu fã incondicional.

    Roberto Magno

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  14. Parabéns, a postagem ficou maravilhosa e bem definiu a importância desse músico sensacional.

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  15. Houve um casamento perfeito entre seu texto e as fotos – uma constante no seu blog, as fotos dos seus textos são sempre muito bem escolhidas. Muita coisa nova pra mim, estava um tanto afastado do Dylan, não o tenho ouvido ultimamente – seu texto reascendeu o meu pavio – Lay, lady, lay, lay across my big brass bed – uma Aliteração inigualável dentro da música!!! Seu blog tem um sério problema: é fácil entrar, difícil é sair!!!!!!!!!

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  16. João de Freitas Benevenutto10 de dezembro de 2012 17:21

    Salve, José!
    Moço, seu blog é um espetáculo.
    Visitei agora uma dúzia de artigos que você publicou e, sinceramente, nem sei dizer qual é o melhor. Todos são excelentes.
    Você ganhou mais um fã.
    Fico feliz em saber que outros pessoas também podem ter acesso a um trabalho de tanta qualidade. Parabéns!

    João de Freitas Benevenutto

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  17. Carmen Lúcia Soares22 de março de 2014 14:50

    A qualidade dos seus textos e a beleza de cada página deste seu blog Semióticas me deixam sempre muito impressionada, José Antônio Orlando. Sou sua fã. Parabéns mesmo. Sou grata por você compartilhar tanta sabedoria. Adoro.

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  18. Simplesmente sensacional. Melhor matéria que já encontrei sobre mister Bob Dylan e esta pesquisa sobre as relações dele com o Brasil está um show. Virei fã deste blog na primeira visita. Agora vou virar sócio e passear por todas as matérias maravilhosas que estou encontrando aqui em Semióticas. Parabéns e agradeço muito por você compartilhar beleza e sabedoria. Abração!

    Guilherme Reis

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  19. Muito rico este artigo mas deve haver um engano quanto ao mês do nascimento do astro. A biografia dele diz 24 de MAIO.

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  20. Sensacional, tudo: esta matéria sobre Bob Dylan, perfeita em todas as referências, e todas as outras matérias maravilhosas que encontrei aqui neste blog Semióticas. Parabéns pelo alto nível!

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  21. Camila Sílvia Rodrigues18 de outubro de 2016 22:12

    Maravilhoso texto e fotos sensacionais. Bob Dylan merece. Parabéns por esse blog Semióticas que é um espetáculo completo.

    Camila Sílvia Rodrigues

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