quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tem samba




Martinho José Ferreira nasceu em fevereiro de 1938, poucos meses depois da morte do mestre do samba Noel Rosa (1910-1937). Divulgada em primeira mão pelo rádio, a morte prematura por tuberculose, no auge do sucesso do compositor, letrista, violinista e cantor provocou uma comoção popular. Nascido e criado no bairro carioca de Vila Isabel, Noel, o poeta da Vila, teve uma breve e vertiginosa trajetória de apenas sete anos de carreira artística e morreu aos cabalísticos 27. Mas foi tempo suficiente para que suas composições revolucionassem a música e a cultura brasileira. Noel deixou cerca de 300 canções em que captou, como poucos, a poesia, o lirismo, o humor e as cenas prosaicas de sua época e de seu bairro de louvação.

Gravado por grandes nomes de sucessivas gerações da música brasileira desde a estreia de sua primeira composição, "Minha Viola", de 1929, no centenário de nascimento o compositor genial recebeu tributos e tributo - um deles de outro mestre de Vila Isabel. Em "Poeta da Cidade" (Biscoito Fino), Martinho José Ferreira, consagrado há muito como Martinho da Vila, reúne um time de bambas para interpretar sucessos e raridades de Noel.




"Foi um compositor genial com capacidade rara para unir texto e melodia", aponta Martinho, em entrevista por telefone, do Rio de Janeiro. "Com Noel, ritmo e rima se misturam com uma originalidade ainda hoje impressionante. Mas gosto muito também de destacar que Noel era uma espécie de relações públicas e de embaixador da boa vizinhança entre as rodas de boêmia e de samba de vários bairros cariocas".


"É preciso destacar na sua matéria que Noel foi um pioneiro", alerta Martinho. Interrompi para lembrar também da importância de Carmen Miranda, que participou do processo de popularização do samba e dos compositores negros dos morros cariocas ainda no começo da década de 1930, quando estava em vigor a bizarra lei baixada pelo presidente Epitácio Pessoa em 1920, que proibia os negros de fazerem parte da seleção brasileira de futebol e de transitarem pelos lugares frequentados pela elite.






"Isso mesmo, muito bem lembrado. Noel teve esse destaque, junto com Carmen Miranda. Pelo que sabemos, eles quebraram muitos preconceitos. Foram os primeiros a desafiar a elite carioca ao subir às favelas e abraçar parcerias com os ilustres desconhecidos que eram os compositores negros. Ele e Carmen, respeitosamente, levaram a classe média e o rádio a descobrirem o samba e os compositores dos morros cariocas", completa.



Martinho canta Noel



 

"Poeta da Cidade", o CD, que tem por subtítulo "Martinho Canta Noel", marca a estreia de Martinho da Vila na gravadora Biscoito Fino e retoma a parceria do cantor e compositor com Rildo Hora, que foi produtor de vários clássicos de sua extensa discografia. Exatos oito anos depois da última parceria, Rildo Hora retornou à equipe de trabalho de Martinho para assinar a produção e a direção do projeto, que tem direção geral de Kati Almeida Braga, direção artística de Olívia Hime e gerência de produção de Martinho Antônio, filho de Martinho, que depois de integrar a banda do pai passou à produção e atualmente faz parte da equipe técnica da gravadora. 





"O projeto nasceu a partir de um convite de uma universidade particular do Rio, que queria preparar uma publicação com convidados de várias áreas da cultura apresentando estudos sobre Noel Rosa e sua obra musical. O disco seria um bônus, que viria encartado na publicação. Acontece que o livro atrasou e o CD acabou sendo incorporado como projeto independente da Biscoito Fino, foi finalizado e agora chega às lojas", explica Martinho, entremeando a entrevista com trechos cantarolados de antigas canções de Noel que hoje não estão entre as mais conhecidas e que na época foram grande sucesso no rádio e no carnaval. 

Diante do extenso repertório de mais de 300 canções do compositor de "Com que roupa?", celebradas e relidas há décadas como clássicos imbatíveis da música popular, Martinho e equipe partiram de um recorte original: gravar para o CD aquelas músicas feitas somente por Noel e deixar de fora algumas daquelas que são as mais populares e que foram compostas por ele e seus parceiros habituais.

"É uma proposta de certa forma radical, porque deixou de fora grandes medalhões que são as composições muito conhecidas pelo público, que Noel fez em parcerias ilustres com Vadico, João de Barro e Heitor dos Prazeres, entre muitos outros", reconhece Martinho - enquanto canta ao telefone trechos de tantas e tantas belas canções que foram excluídas do projeto, como "Conversa de Botequim", "Feitio de Oração" e "Pastorinhas", parcerias de Noel com os citados Vadico, João de Barro e Heitor dos Prazeres. 







Poeta da cidade


O critério de seleção acabou incluindo pérolas raras, que não costumam estar nas coletâneas produzidas sobre a obra do mestre, como "Minha Viola", agora gravada por Martinho e Mart'nália. Na avaliação de Martinho, pesquisador atento e autor de livros sempre elogiados, Noel Rosa é um dos poucos mestres da cultura brasileira que tem seu valor sempre reconhecido e atualizado há várias gerações.

"De todos os pioneiros da música brasileira no início do século 20, Noel é um dos poucos que estão presentes até hoje no imaginário das pessoas comuns, que sabem cantar os versos de várias de suas canções na ponta da língua", destaca Martinho. Carioca da gema, morador de Vila Isabel e pai de oito filhos, ele conta com orgulho que cinco dos filhos estão com ele sempre no palco.

Três filhos do sambista marcam presença em "Poeta da Cidade": Martinho Filho, que assina a gerência de produção pela Biscoito Fino; Mart'nália, que divide com o pai os vocais em "Minha Viola" e em "Rapaz Folgado"; e Maíra Freitas, que defende "Último Desejo" e também participa com a concepção de arranjos e ao piano.




"A família vai seguindo seu caminho, alguns no palco, outros somente na plateia", brinca Martinho. Em "Poeta da Cidade", ele interpreta sozinho, com a classe, a malemolência e o fraseado característicos três canções menos conhecidas de Noel ("E Não Brinca Não", "Seja Breve", "Cidade Mulher") e a célebre "Filosofia", que abre o CD em grande estilo e é a única exceção entre as 14 selecionadas, já que foi composta por Noel em parceria com André Filho.



Noel em parceria



"Na verdade", explica Martinho, "esta beleza que é 'Filosofia' foi incluída por engano, mas acabou permanecendo até a edição final. Já tínhamos gravado 'Filosofia' quando alguém alertou que era composição de Noel em parceria. Então, decidimos bancar a exceção". Além das irmãs Mart'nália e Maíra, um time de jovens cantoras tem participação especialíssima, dividindo as interpretações com Martinho: Analimar Ventapane ("Coisas Nossas" e "Quando o Samba Acabou"), Patrícia Hora, filha de Rildo ("Três Apitos"), Ana Costa ("Século do Progresso" e "Eu Vou Pra Vila") e Aline Calixto, para quem Martinho não poupa nenhum elogio. 



  

"Todas as participações foram especiais, dos arranjos e regência do Rildo Hora a cada um dos músicos e cantoras envolvidos. Mas a Aline foi encantadora. Foi o Rildo quem me alertou sobre ela, quando ela lançou o primeiro CD. Gostei quando ela aceitou o convite e fiquei impressionado com a técnica que ela demonstrou, sem contar aquele timbre de voz que faz lembrar de imediato a saudosa Clara Nunes", reconhece. 

Aline Calixto está presente em duas faixas, nas duas cantando quase à capela, acelerando e desacelerando com perícia o andamento das canções, com Martinho fazendo vocais no refrão. Ela defende "Fita Amarela" e "O X do Problema", entre acordes de cavaco, pandeiro, surdo, tamborim, sax tenor, flauta e clarinete. "Todos foram espetaculares, mas a Aline marcou presença com classe e provou que tem tudo a ver com o universo dos sambas de Noel", completa Martinho.





Fita Amarela

(Noel Rosa)

Quando eu morrer, não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão

Não quero flores nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho
Estou contente, consolado por saber
Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer.

Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos mas não paguei a ninguém
Meus inimigos que hoje falam mal de mim
Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim.






O 'x' do Problema

(Noel Rosa)

Nasci no Estácio
E fui educada na roda de bamba
Eu fui diplomada na escola de samba
Sou independente, conforme se vê

Nasci no Estácio
O samba é a corda e eu sou a caçamba
E não acredito que haja muamba
Que possa fazer eu gostar de você

Eu sou diretora da escola do Estácio de Sá
E felicidade maior neste mundo não há
Já fui convidada para ser estrela do nosso cinema
Ser estrela é bem fácil
Sair do Estácio é que é o 'x' do problema

Você tem vontade
Que eu abandone o largo de Estácio
Pra ser a rainha de um grande palácio
E dar um banquete uma vez por semana

Nasci no Estácio
Não posso mudar minha massa de sangue
Você pode ver que palmeira do mangue
Não vive na areia de Copacabana





Seleção de bambas posa para a posteridade em
fotografia de 1943: a partir da esquerda, Cascata,
Donga, Ataulfo Alves, Pixinguinha, João da Baiana,
Ismael Silva e Alfredinho do Flautim. Ao fundo, a
primeira formação do time das pastoras de Ataulfo

Samba de sambar



Enquanto "Poeta da Cidade" surge como um dos melhores tributos a honrar o Noel Centenário, o pesquisador musical e fotógrafo Humberto Franceschi define seu "Samba de Sambar do Estácio - 1928 a 1931" como um problema sério. "Foi um trabalho que consumiu 20 anos de pesquisa e que comprova a má vontade e a falta de interesse de muitos com as origens da música brasileira", destaca Franceschi, pelo telefone. Ele diz que conhece cada calçada do Rio de Janeiro. Nasceu há 80 anos, em Botafogo. No novo livro, acrescenta mais um capítulo de referência indispensável que resgata os primórdios da cultura brasileira.

Considerado uma autoridade nacional no campo da tecnologia do som e da história da música brasileira, Humberto Franceschi já havia publicado, entre outros, "Registros Sonoros por Meios Mecânicos no Brasil" (Studio HMF, 1984) e "A Casa Edson e Seu Tempo" (Sarapuí, Biscoito Fino, 2002), livro sobre a primeira gravadora a atuar no Brasil e que concentrou a maior parte dos registros musicais entre 1902 e 1950. 

Também apontado como o maior colecionador de antigos suportes musicais, Franceschi doou recentemente ao Arquivo Nacional um acervo valioso de cerca de 3 mil discos que foram produzidos entre 1906-1954 (“Era de Ouro da Música Brasileira”), à base de goma-laca, pelas gravadoras RCA, Victor, RCA-Victor, Columbia, Parlophon, Odeon, Copacabana, Sinter, Continental, Decca, Son d’Or (Uruguai), Elite Special, Star, RCE, Philips, Chantecler, Todamerica e outras.




Ismael Silva (1905-1978): um dos fundadores, em
1928, da Deixa Falar, primeira escola de samba do
carnaval carioca. Ismael, como compositor e intérprete,
tem a mesma importância de seu conterrâneo e também
contemporâneo Noel Rosa, segundo a avaliação do
historiador e especialista Humberto Franceschi



"Este 'Samba de Sambar no Estácio' é um livro que traz algo que não existia, que é a história do Estácio e os registros completos sobre cerca de 300 canções gravadas. Já o DVD multimídia, que vem encartado, resgata outros documentos importantes e a história humana do Estácio, com 100 músicas, fotografias e gravuras, mais a íntegra de 21 depoimentos citados no livro", enumera Humberto Franceschi, citando nomes e datas com precisão invejável, enquanto vai alinhavando personagens e momentos emblemáticos do samba e do Brasil no século 20.



Primeira grandeza



"Tive a sorte de conviver durante décadas com pessoas da primeira grandeza da música, Ismael Silva, Cartola, Orestes Barbosa, Nelson Cavaquinho...", recorda Franceschi, acrescentando que seu livro aborda um período essencial e pouco estudado da história da música popular que se faz no Brasil. "Samba de Sambar no Estácio" descreve o momento em que o samba se transformou nas mãos de Ismael Silva e outros baluartes nem sempre lembrados com as honrarias que merecem, como Edgar, Rubem, Brancura, Bide, Nilton Bastos, Getúlio Marinho, Heitor dos Prazeres e todos os pioneiros na composição de um samba com identidade própria, diferente dos sambas-maxixes populares naquela época. "Ismael Silva é pouco homenageado, porém talvez seja o mais importante compositor popular do Brasil, no mesmo plano de Noel Rosa", destaca Franceschi.






Cenários históricos do carnaval carioca: a partir
do alto, Danse de Guerre e Batuque, pinturas a óleo
sobre tela do alemão Johann Moritz Rugendas, que
viajou por todo o Brasil durante o período de 1822 a
1825, pintando os povos e costumes que encontrou.
Abaixo, vista do Largo do Estácio e a Praça XI, na
região central da cidade do Rio de Janeiro, em fotos
da década de 1920 (autor desconhecido), e caricatura
do mineiro Luquefar em homenagem a Ismael Silva e
Noel Rosa, compositores geniais na história do samba











Humberto Franceschi, com apuro técnico e paixão pelo tema a que se dedica, apresenta no livro e na entrevista os personagens e as histórias que percorreram o Largo do Estácio na primeira metade do século passado. Alguns personagens entraram para a história, outros fizeram número à maioria anônima que durante décadas definiu as intrincadas relações do samba com o candomblé, o futebol e a prostituição. 

É a partir de depoimentos dos remanescentes do Deixa Falar, bloco que deu origem ao "samba da sambar", na definição de Ismael Silva, que Franceschi narra histórias saborosas como a da baiana Tia Ciata, avó do compositor e instrumentista Bucy Moreira, que, com um pó de ervas, teria curado a perna do então presidente Wenceslau Braz. Ou sobre o time de futebol do Estácio, o Império, que tinha em sua sede a maior gafieira da cidade.



Origens do samba

Pesquisador musical e fotógrafo, Humberto Moraes Franceschi nasceu em 1930 em uma família que sempre esteve envolvida com a música brasileira. Tendo convivido com grandes nomes da música popular, como Ismael Silva e Cartola, Franceschi reuniu um dos maiores acervos com as primeiras gravações do samba carioca, hoje parcialmente disponível no site do Instituto Moreira Salles.






Em "Samba de Sambar do Estácio", o pesquisador revela em minúcias o amplo painel do surgimento do samba batucado no final da década de 1920, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. E brinda os leitores com um deleite que é um DVD multimídia encartado no livro. O pesquisador reúne na edição do DVD as 100 músicas (como "Mulher de Malandro", de Heitor dos Prazeres, e "Homenagem", de Carlos Cachaça com Cartola), as 54 imagens (entre fotografias e gravuras) e os 21 depoimentos (como os de Athanazia e Bucy Moreira) citados na publicação.

O DVD também traz um mapa do Rio de Janeiro datado de 1935. O roteiro proposto no mapa, enriquecido por fotografias, sugere um passeio do largo de São Domingos ao Estácio de Sá, cruzando o Campo de Santana, a praça Onze e a zona do Mangue. O trabalho foi produzido e organizado por Franceschi e Carlos Didier, em conjunto com a equipe do Instituto Moreira Salles. 

“Estou muito feliz com a repercussão e a importância que este trabalho tem para o futuro”, completa Franceschi, que já está envolvido com outros projetos que envolvem a memória da música popular no Brasil. “O samba é assim mesmo. Enfrentou de tudo, preconceito, palpite infeliz, desacerto, perseguição. O samba agoniza, como diz aquele clássico. Mas não morre...”


por José Antônio Orlando.



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13 comentários:

  1. Querido José Antônio,
    Essa materia sobre a historia do samba no Estacio é simplemente extraordinaria. Eu, como cantora francesa que tenho infinita paixão pela musica popular brasileira e para o samba, descobri no seu artigo uma fonte inestimável de referencias que não conhecia.
    Obrigada José.
    Mon coeur vous remercie pour cette extraordinaire aventure du "Samba" que vous nous offrez en découverte pour notre plus grand bonheur. Retrouver les acteurs qui ont marqué de leur talent cette musique réclament un travail de recherche approfondi et il me tarde de découvrir le livre DVD "Samba de Sambar do Estácio" dans lequel Humberto Franceschi a méticuleusement consigné des documents d'archives. Un grand merci pour votre article. VIVE LA MUSIQUE! Abraço.
    Do MONTEBELLO

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  2. Mais um ótimo texto, com grandes dicas. Quero muito ouvir o disco de Martinho. Impossível conhecer tudo que Noel compôs, claro, mas tem um cd que acho fenomenal exatamente por ser o que o título anuncia: Noel, inéditas e desconhecidas.
    Beijo e obrigada,
    Lília Freitas

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  3. Pois é, orlando, assisti a uma montagem com o Everton de Castro, no Sesc Paulista, acho que em 1982, chamada "O Poeta da Vila". O Evertron parecia um dublê perfeito, o queixinho, meu Deus que dinossauro que eu sou, ou melhor explosão cambriana, um trilobita nos mares rasos Pangéia, antes da extinção do Perma. Voce conhece a cantora Sussana Salles. Eu viajei como bolsista do goethe para Freiburg em 1992 com ela. Hoje ela é curadora de um super festival de musica caipira lá em Sâo Paulo em Soa Luiz do Paraitinga. Parace que é uma reserva e sítio arqueológico desta tradição oral. Vai lá dar uam conferida nestes trilobitas. é uma cultura que está morrendo no mundo inteiro. o kraftwerk ja fez o obtuário do Schlaeger. Acabou mesmo. A modernizacão avassaladora tá apagando isto. Achei este trecho sobre a Salles "Desde 2007 Suzana Salles é curadora da Semana da Canção Brasileira, evento voltado à canção popular brasileira. Durante uma semana, na cidade de São Luiz do Paraitinga, ocorrem shows, palestras, debates, um festival e oficinas, todos girando em torno de Poesia na Canção, História de Música Popular e Educação de Música Popular no Brasil. A Semana conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e vai entrar em sua terceira edição; nomes como Arnaldo Antunes, Lenine, Tom Zé, Chico César, Zeca Baleiro, Moraes Moreira, entre muitos outros, já fizeram parte dos anos anteriores. Os shows ocupam os coretos, o Mercado Municipal e até mesmo a mais antiga construção local, a Capela das Mercês, além de escolas e o centro cultural Oswaldo Cruz. A Semana da Canção Brasileira pretende continuar a pensar e vivenciar o maior tesouro nacional, a música popular brasileira."

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  4. E aí, Zé! Veja como Noel Rosa entrou no sindicalismo: http://monlover.wordpress.com/2007/08/29/noel-rosa-e-a-tabela-de-revezamento/

    Abç

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  5. pelo Trabalho e lindas fotos!

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  6. Escuto Noel desde os 8 anos de idade por ai, já é uma música referência dentro da memória.
    O Martinho da Vila respeito demais, principalmente quando vi o palácio das artes lotado e todo mundo de pé, cantando.
    As músicas do Noel sempre cantei, as do Martinho sempre escutei por onde ia.São do inconsciente coletivo brasileiro.Noel me deu identidade brasileira!

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  7. Marilia Guimarães5 de setembro de 2011 09:27

    Deus nos dá pessoas e coisas,
    para aprendermos a alegria...
    Depois, retoma coisas e pessoas
    para ver se já somos capazes da alegria
    sozinhos...
    Essa... a alegria que ele quer...

    Meu querido José Orlando. Explodi de alegria e felicidade quando encontrei seu blog. Inteligente, difícil e sedutor, como eram suas aulas que não tenho mais mas guardo como as melhores experiências que já vivi. Mandei para seu e-mail uma cópia do meu projeto de Mestrado. Promete que vai ler e mandar sugestões para que ele fique muito melhor? Beijos e beijos. Como você costumava dizer, um brinde ao futuro! Adoro você. (Marilia Guimarães)

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  8. Maravilhoso!!!!
    Muito bom um site com essa qualidade de texto e fotos.
    bjss

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  9. Simone Panisset Pedreira Ferreira8 de setembro de 2011 21:31

    Zé, já nasci escutando Noel. Para mim, sem dúvida nenhuma, ele foi o grande cronista de seu tempo. Como foi dito no texto, ele estreitou os laços entre os sambistas do asfalto e do morro. Isso possibilitou adquirir informações e experiências suficientes para descrevê-las em suas letras e se expressasse de forma tão verdadeira em suas músicas. Noel não foi somente o poeta da Vila. Ele foi o poeta do Brasil, porque deixou registrada a história do nosso povo. Obrigada Zé, pelas informações sempre tão ricas e pela beleza do trabalho. Beijos!

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  10. Adorei, José. E o documentário francês fechou com chave de ouro seu ensaio sobre o samba. Bom demais. Semióticas é um show.

    Marcelo Magalhães

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  11. Pedro Paulo de Senna12 de fevereiro de 2013 09:02

    Que maravilha! Meu carnaval encontrou lindas imagens e textos poderosos neste site chamado Semióticas. O melhor que já vi, de longa data. Milhões de parabéns pra você e boa sorte, José. Seu trabalho é o máximo!

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  12. Parabéns por esse site incrível. Parabéns por esta matéria iluminada sobre o Samba. Virei fã de Semióticas.

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  13. Poucas vezes encontrei tanta beleza e tanta sabedoria em um blog, se é que já encontrei algum que se compare a este Semióticas. Acho que não. Parabéns pelo altíssimo nível. Invejável.

    Susana Xavier

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