18 de julho de 2011

O Bruxo e a crítica internacional











Machado de Assis é o maior escritor
já produzido pela América Latina
em qualquer época.


–– Susan Sontag, 1990.




O maior cânone da literatura brasileira conquista cada vez mais prestígio fora do Brasil, reconhecido por muitos, em vários países – e muito além das fronteiras da língua portuguesa – como um dos maiores escritores de todos os tempos. Alguns dos mais importantes e influentes escritores, ensaístas e críticos literários de nossa época publicaram páginas de elogios a Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), Susan Sontag, Umberto Eco, Salman Rushdie, Carlos Fuentes, José Saramago, Allen Ginsberg, John Updike, Philip Roth e Harold Bloom entre eles. Sobre Machado, citado em seus célebres estudos "A Angústia da Influência" (1973) e "O Cânone Ocidental" (1994), Bloom dedicou um capítulo inteiro do livro de 2003 "Gênio  Os 100 autores mais criativos da história da literatura", no qual destaca a originalidade e a energia criativa do mestre brasileiro, definido por ele como "uma espécie de milagre, mais uma demonstração da autonomia do gênio literário quanto a fatores como tempo e lugar, política e religião, e todo tipo de contextualização que falsamente se crê que possa produzir ou determinar os talentos e o espírito humano".

Bloom também confessa que já havia lido e se apaixonado pela obra de Machado, especialmente por "Memórias Póstumas de Brás Cubas", antes de saber que o mestre brasileiro era mulato, neto de escravos, em um Brasil onde a escravidão só foi abolida em 1888, quando Machado estava para completar 50 anos. "Ao ler Machado de Assis, presumi, erroneamente, que fosse o que chamamos 'branco' (mas que E. M. Foster, com muita graça, chamava de 'rosa-cinzento')", completa, reconhecendo em Machado um mérito e uma honraria surpreendente: segundo Harold Bloom, Machado de Assis deve ser considerado "the supreme black literary artist to date" (o maior artista literário negro até os dias de hoje).

Mais de um século antes do reconhecimento incondicional por Bloom e outros avatares internacionais da crítica e do pensamento contemporâneo, Machado, o romancista, dramaturgo, contista, poeta, jornalista, crítico, cronista, político respeitado e fundador da Academia Brasileira de Letras, foi aclamado em vida por seus pares e convivas. Depois de morto, passou a ser publicado e respeitado primeiro em Portugal, depois na Argentina e em outros países da América Latina. Na década de 1950, começou a ganhar as primeiras traduções em inglês e outras línguas, com a divulgação de sua obra no exterior ficando mais acentuada a partir dos anos 1960, quando foi incluído talvez por acidente nos pacotes de lançamentos na Europa e Estados Unidos dos escritores do "boom" do realismo mágico latino-americano, aos quais Machado antecedia desde o século 19.

Ironia do destino – pois ainda que o mestre brasileiro tenha incorporado o universo fantástico a seu repertório de tramas e personagens, o realismo mágico ou realismo fantástico é, a rigor, uma referência específica à geração de escritores contemporâneos ou posteriores a Jorge Luis Borges e Julio Cortázar, na Argentina, a Gabriel García Márquez na Colômbia, a Carlos Fuentes e Juan Rulfo no México, a Mario Vargas Llosa no Peru, entre outros que escreveram e publicaram pela primeira vez décadas e décadas depois da morte de Machado. Mais uma façanha do Bruxo do Cosme Velho, 'avant la lettre' (veja também Semióticas: Bodas do 'boom'). "Bruxo do Cosme Velho", aliás, é um antigo elogio – um codinome pelo qual Machado é conhecido nos meios literários desde o começo do século 20, pela força e pelos "encantamentos" da sua literatura. O termo ganhou força também a partir dos anos 1960, depois que Carlos Drummond de Andrade publicou o poema "A um bruxo, com amor" (no livro “A Vida Passada a Limpo”, de 1959), no qual o poeta fez referência à casa número 18 da rua Cosme Velho, situada no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro, endereço lendário porque ali morou, durante muitos anos, o bruxo Machado de Assis. 

 




O Bruxo e a crítica internacional: no alto,
Machado de Assis em 1890, no Rio de Janeiro,
fotografado por Marc Ferrez, nove anos após a
publicação do romance Memórias Póstumas de
Brás Cubas, uma de suas obras-primas, que
causou grande polêmica. Acima, o escritor em
pintura em óleo sobre tela de 1905, retratado por
Henrique Bernardelli. Abaixo, as capas de
duas edições em inglês para Memórias Póstumas
de Brás Cubas: a primeira, que foi publicada em
1955 como Epitaph for a small winner e assinada
por William L. Grossman, foi relançada em 2008;
a segunda, assinada por Gregory Rabassa, foi
publicada em 1997 pela Oxford University Press











Assim como as gerações da vanguarda no Brasil e na América Latina que viriam depois dele, o autor de "O Alienista" (1882), "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), “Dom Casmurro” (1899) e outras obras-primas em gêneros narrativos diversos desafiou as convenções estabelecidas da literatura em sua época. Machado, um dos maiores escritores do século 19, surge no mercado editorial e nos estudos da crítica do Primeiro Mundo na mesma leva dos grandes nomes da literatura da América Latina da segunda metade do século 20. Não é pouco.

Político dos mais hábeis em seu tempo, elevado à categoria de efígie impressa nas notas de cruzeiro e de cruzado novo no último século, retratado como personagem no cinema e na TV, tema de carnaval no samba-enredo de escolas de samba, Machado, quando vivo, assistiu a evoluções e transformações das mais marcantes na vida política, social e cultural da nação – entre elas grandes descobertas científicas, o fim da escravidão e a proclamação da República. A abrangência e a complexidade das obras de Machado e sua fortuna crítica receberam mais um tributo à altura com os ensaios reunidos em "Machado de Assis e a Crítica Internacional", livro organizado por Benedito Antunes e Sérgio Vicente Motta, publicado pela Editora Unesp.






Machado e sua esposa, Dona Carolina,
em daguerreótipo datado de 1900 (de autor
desconhecido). Abaixo, escritora e professora
norte-americana Helen Caldwell, em 1959,
mostra uma imagem da máscara mortuária
de Machado de Assis. Caldwell publicou
em 1960 um livro que marcou época:
O Othelo brasileiro de Machado de Assis,
um estudo sobre Dom Casmurro que só
foi publicado no Brasil depois de 40 anos;
e a capa de outro célebre estudo crítico de um
pesquisador estrangeiro sobre Dom Casmurro,
publicado em 1984 por John Gledson. Também
abaixo, Dona Carolina em daguerreótipo datado
de 1890, e retratos de Machado em 1864, aos
25 anos, e em 1874, aos 35 anos, em fotografias
realizadas no estúdio do Rio de Janeiro
de Joaquim José Insley Pacheco,
fotógrafo português que veio trabalhar
no Brasil a partir da década de 1850











Machado como testemunha de revoluções de seu tempo e como tradutor do turbilhão realista para uma dimensão de alta literatura, atemporal e universal, é uma tese que permeia o discurso da maioria dos 12 autores do Brasil e de outros países reunidos no dossiê de Benedito Antunes e Sérgio Vicente Motta. O ponto de partida foi o Simpósio Caminhos Cruzados: Machado de Assis pela Crítica Mundial, realizado em 2008, ano do centenário da morte do autor, em São Paulo, com diversos estudiosos internacionais de Machado apresentando suas críticas, relatos de pesquisa e novos olhares sobre a obra do mestre.

Roberto Schwarz, Jean Michel Massa, K. David Jackson, Paul Dixon, Thomas Sträter, Todd Garth, Élide Valarini Oliver, Amina Di Munno, Luiz Roncari e Daphne Patai, além dos organizadores, trazem contribuições privilegiadas que intensificam e ampliam o debate sobre o Bruxo, estimulando novas abordagens e interpretações sobre a literatura que ele produziu e que permanece muito atual.

Na apresentação aos ensaios reunidos, Antunes e Motta constatam a crescente valorização do Machado no exterior, bem como o interesse despertado pelas ambiguidades surpreendentes em seus trabalhos. Entre os tantos destaques na diversidade, Schwarz, no texto "Martinha vs. Lucrecia", discute a divisão entre críticos universalistas e localistas, lembrando que "a grandeza de Machado suscitou linhas de explicação contrárias que em algum momento teriam de discutir e competir".
























No artigo que encerra o livro "Machado de Assis e a Crítica Internacional", Jean Michel Massa aponta "A França que nos legou Machado de Assis". Na sua argumentação, a cada ano que passa Machado de Assis é cada vez menos "um estrangeiro fora de seus país". Massa sugere que os leitores façam o caminho inverso, buscando o olhar de Machado para o exterior.

Nestes tantos caminhos cruzados, o leitor atento mais familiarizado com o universo literário de Machado acaba percebendo uma breve cartografia dos estudos, das tendências e das conquistas crítico-analíticas nacionais e internacionais em relação à obra ímpar e extensa de um dos maiores nomes da literatura. Benedito Antunes e Sérgio Motta, professores de Literatura e Cultura Brasileira da Unesp, destacam que tanto o simpósio de 2008 como o livro agora lançado representam importante passo para a descoberta de comentários não só inovadores, mas multiplicadores das formas de ler Machado de Assis. 








Retrato atualizado: o escritor, que
foi apelidado por seus pares de Bruxo
do Cosme Velho, nas ilustrações em estilo
Pop Art da capa e da contracapa do livro
Machado de Assis e a Crítica Internacional









"Trata-se de um autor que oferece reflexões universais sobre a alma e o comportamento humano, mesmo se reconhecidos seus vínculos regionais", diz Antunes. Os caminhos cruzados entre a crítica nacional e internacional, segundo Antunes, resultam em panoramas surpreendentes que destacam a qualidade do grande escritor e verificam como sua valorização no exterior é gradual e progressiva.

Na apresentação aos ensaios, Antunes e Motta ainda apontam que "há um universalismo que Machado legou à nossa literatura e uma projeção de nossa literatura à esfera internacional, ao construir uma arte ao mesmo tempo brasileira e universal". A invenção machadiana já pressupunha, portanto, os "caminhos cruzados".






Machado de Assis fotografado por
seus contemporâneos: acima, o escritor
é acudido na rua, no Rio de Janeiro,
em 1907, durante o que se supõe ser
uma crise de epilepsia, em fotografia
de Augusto Malta. Abaixo, a elite da
literatura brasileira da época, em
daguerreótipo anônimo: de pé, Rodolfo
Amoedo, Artur Azevedo, Inglês de Souza,
Olavo Bilac, Veríssimo, Bandeira, Filinto de
Almeida, Passos, Magalhães, Bernardelli,
Rodrigo Octavio, Peixoto; sentados,
João Ribeiro, Machado de Assis,
Lúcio de Mendonça e Silva Ramos 














Machado de Assis era um realista?


O ensaísta e professor Gustavo Bernardo defende uma tese que vai contra quase um século de crítica literária no Brasil. Em seu livro "O problema do realismo de Machado de Assis" (Editora Rocco), que está chegando às livrarias, ele argumenta que Machado, cânone maior da literatura no Brasil, não é um escritor realista. Na entrevista que fiz com ele, pelo telefone, para o jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, Gustavo Bernardo aponta que seu estudo, por certo audacioso, busca mostrar que os escritos do Bruxo do Cosme Velho não condizem com a classificação acadêmica imposta e ensinada há décadas em salas de aula de todo o Brasil.



No livro você destaca que a ficção de mestres como Machado de Assis estabelece um duplo caráter da linguagem, que tanto diz mais do que queria dizer quanto não consegue dizer exatamente o que queria dizer. Diante de tantos paradoxos, qual é o lugar de Machado de Assis na literatura e na cultura brasileira?

Gustavo Bernardo – Eu quis dizer que toda a linguagem que usamos tem esse caráter duplo: sempre dizemos mais do que queríamos dizer e nunca conseguimos expressar exatamente o que queríamos dizer. Ao contrário do que imagina o senso comum escolar, a linguagem é fundamentalmente equívoca. A compreensão da língua de escritores como Machado faz com que eles explorem os equívocos de linguagem da sua sociedade e do seu tempo, em especial aqueles que confundem a realidade com os discursos sobre a realidade. Essa circunstância faz com que possamos considerar Machado de Assis não apenas nosso maior escritor mas também como nosso mais importante filósofo, uma vez que a sua obra até hoje parece pensar profundamente sobre os nossos equívocos, sobre os nossos paradoxos, sobre as nossas hipocrisias.







O Bruxo do Cosme Velho em adaptações
no cinema e na TV: acima Petrônio Gontijo
e Viétia Rocha vivem o jovem Brás Cubas
e sua amada Virgília em cena do filme de
2001, Memórias Póstumas, com roteiro e
direção de André Klotzel. Abaixo, o casal
Michel Melamed e Maria Fernanda Cândido
vivem Bentinho e Capitu na minissérie de
2008 da TV Globo Capitu, com roteiro
adaptado do romance Dom Casmurro
e direção de Luiz Fernando Carvalho



 




Considerando a literatura em língua portuguesa e a literatura produzida no Brasil, o gênio de Machado de Assis encontra algum precursor?

Não há precursor na literatura em língua portuguesa para Machado de Assis. É certo que autores como Eça de Queirós e José de Alencar foram muito importantes para ele, mas para que escrevesse antes contra eles do que como se os sucedesse esteticamente. Dom Casmurro é de certa forma uma resposta a ambos, tanto a O primo Basílio, de Eça, quanto a Lucíola, de Alencar: o romance machadiano desmonta tanto o realismo do autor português quanto o romantismo do brasileiro, de tabela desconstruindo radicalmente a visão que ambos tinham da mulher. Luísa e Lúcia/Maria da Glória começam suas histórias como personagens femininas densas e fortes, mas os autores as enfraquecem tanto que chegam mesmo a matá-las ao final, enquanto Capitu mantém sua força, sua densidade, sua ambiguidade e sua dignidade do princípio ao fim do romance, morrendo não em função das ações e omissões do narrador mas sim em função da idade. 

Então é um erro apontar Eça de Queirós ou José de Alencar como precursores da literatura de Macho de Assis?

Encontro precursores verdadeiros para Machado quer no filósofo francês Michel de Montaigne quer no escritor espanhol Miguel de Cervantes. Concordo inteiramente com o escritor mexicano Carlos Fuentes, que considera Machado de Assis o único herdeiro literário de Cervantes em toda a América, chegando a chamá-lo pela alcunha de “Machado de La Mancha”. Na nossa língua, o melhor sucessor de Machado, até porque muito diferente dele, é João Guimarães Rosa, que por mágica coincidência nascia no mesmo ano em que morria Machado de Assis. Sua Diadorim, de Grande sertão: veredas, é sem dúvida a melhor companheira de Capitu na literatura brasileira.






E a literatura brasileira hoje? Está melhor ou pior do que há tempos passados?

Darei uma resposta categórica: não sei! Acho que não temos como responder a essa pergunta, e sempre me incomodam aqueles que tentam, o que acontece periodicamente. Como diria o historiador Fernand Braudel, “a fumaça dos acontecimentos nubla a visão dos contemporâneos”. Primeiro, não temos a distância necessária para avaliar a literatura contemporânea; segundo, não temos meios adequados para comparar termos incomparáveis, quais sejam os escritores e as suas obras. O estudo da literatura, no meu entender, é o estudo da singularidade, não da similaridade. Penso que empobrece a literatura e a leitura enquadrar obras e autores, quer nos escolares estilos de época, quer nos modernos rankings de melhores e piores.






Dos tantos escritos que compõem a obra de Machado, qual você escolhe como o seu favorito?

São justamente tantos e tão bons que esta pergunta se faz a mais difícil de todas. Meu primeiro impulso é oscilar entre Dom Casmurro O alienista, pela crítica devastadora que ambos os títulos fazem à maneira moderna de pensar, mas logo me vem à mente um romance da chamada primeira fase, tão desprestigiada e tão excepcional quanto a chamada segunda fase. Trata-se justamente do primeiro romance de Machado de Assis, sua obra-prima nos dois sentidos do termo: Ressurreição. Este romance, de maneira discreta, já contém em germe todas as qualidades estéticas e filosóficas de Machado, a começar pela excepcional ironia contida no título: não há ressurreição alguma.

Esta ironia é um golpe de “canhões de pelica” no romantismo...

Isso mesmo. Machado é o nosso escritor mais cético. Aliás, são três as qualidades de Machado que mais incomodam nossa crítica e nossa pedagogia, e por isso seus próceres tentam negá-las quase desesperadamente: primeiro, nosso maior escritor é negro (logo, tentam embranquecê-lo de diversas maneiras pouco sutis); segundo, nosso maior escritor é o maior adversário do realismo (logo, tentam sustentar o absurdo, de que ele mesmo seria não só realista como o próprio fundador do realismo no Brasil); terceiro, nosso maior escritor é cético (logo, tentam desqualificar seu ceticismo, vendo-o equivocadamente como pessimismo ou niilismo).








Woody Allen, em recente entrevista ao jornal inglês The Guardian, destaca que Machado é um de seus escritores preferidos e que ele se identifica com o estilo e as tramas do autor de Dom Casmurro. Você concorda que há semelhanças entre os filmes de Woody Allen e a literatura de Machado?

Sim, sem dúvida. Primeiro, ambos são tremendamente irônicos e engraçados, apesar de não provocarem gargalhadas mas sim sorrisos inteligentes. Segundo, ambos são mestres na arte difícil da tragicomédia, a tal ponto que suas obras não evoluem da comédia para a tragédia, como de hábito, mas são cômicas e trágicas do início ao fim, da primeira à última página ou cena. Terceiro, ambos são herdeiros da meta-ficção de Cervantes, porque ambos quebram a cada página ou cena o contrato de ilusão realista entre autor e leitor, ou entre diretor e espectador. Quarto, ambos questionam a raiz de todos os discursos humanos, desconfiando sempre de que não sabemos o que temos certeza de que sabemos, o que prova que ambos são profundamente céticos – o que não torna nem um nem outro pessimista ou niilista, mas todo o contrário. Ambos, por fim, são príncipes da dúvida, da inteligência e da tolerância.



por José Antônio Orlando. 


Como citar:

ORLANDO, José Antônio. O Bruxo e a crítica internacional. In: _____. Blog Semióticas, 18 de julho de 2011. Disponível no link http://semioticas1.blogspot.com/2011/07/o-bruxo-e-critica-internacional.html (acessado em .../.../...).


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15 comentários:

  1. Alessandra Drumond18 de julho de 2011 16:20

    A-d-o-r-e-i de paixão!
    Conhece: "Os loucos por amor eram três ou quatro, mas só dois espantavam pelo curioso do delírio."? (No último parágrafo da página 6 daqui: http://migre.me/5i1k5) e Apólogo (aqui: http://migre.me/5i1if). E ontem eu conversa com um sobrinho sobre Machado, ABL, Sarney e Paulo Coelho.
    Da categoria: Deus, te dou Paulo Coelho e José Sarney e o senhor nos devolve Machado de Assis, por favor?

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  2. Irrepreensível!... Não seguia blog algum, mas este o farei com prazer.
    Até tive saudade de uma disciplina sobre o Machado, na UFMG, quando nosso professor até então (seria substituído pouco depois), de inesquecível sobrenome, Rosa, chegou, carregando bolsas e sacolas, que pareciam pesar razoavelmente... Bem teatralmente, foi esvaziando-as aos poucos, dispondo dezenas e dezenas de livros de e sobre Machado em cima de sua mesa e à sua volta, pelo chão... que impacto isso teve! Ao mesmo tempo, convidava-nos a pegar os exemplares ... Ficamos absolutamente encantados. O centenário ainda seria dois anos mais tarde, mas todos quisemos ali, naquele momento, mobilizarmo-nos para escrevermos nossos próprios textos sobre o bruxo, aquele monstro sagrado, autor do fantástico "O Espelho".

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  3. Quem le o bruxo acaba mesmo encantado, para nao dizer embruxado... Falando neles quando vai sair um destes sobre mr. Mojo, hein bruxorlando?...

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  4. Orlando,
    Não tenho hábito de visitar blogs, embora reconheço que é uma espaço importante para os dias atuais, quiça do século XXI. Vi o seu e recomendo, leituras atentas, textos críticos, enfim o nível é ótimo. Passarei por aqui, sempre.
    Mário

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  5. Acabo de aprender muito sobre o Bruxo do Cosme Velho, José. Seu blog para mim foi um verdadeiro achado. Seu cuidado com os pormenores faz deste Semióticas um espaço especial, inteligente e instigante. Sem contar a coerência mesmo na aparente diversidade de temas.
    Deixo uma sugestão: que tal um texto seu sobre a "maldição dos 27" que levou Janis, Morrison, Hendrix, Noel Rosa e tantos outros artistas geniais? Amy Winehouse também entrou na galeria... Como leitora de carteirinha do Semióticas, eu ia a-do-rar...
    Beijo para você e parabéns pela qualidade de seu trabalho. Boa sorte, sempre!

    Lígea Santanna

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  6. M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!!!!! tenho sede desse blog ,o bebo todos os dias,obrigada !!!!!

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  7. José, nosso mestre maior Machado de Assis tem uma frase, que abre um dos romances, que serve como uma luva de pelica para definir seu trabalho neste blog incrível chamado Semióticas e a sensação que tenho como sua leitora: A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz.
    Espero que você concorde... Quanto a mim, só posso agradecer por você ser meu amigo e por compartilhar tanta sabedoria e generosidade. Sou sua fã desde sempre e por toda a eternidade. Beijos!

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  8. Primeiro desculpe-me pelo vexame...Enfim,localizei.
    José,obrigada pelo presente! Como sempre, tuas múltiplas e sábias conexões dão um toque especial a tudo que escreves, aqui a entrevista com o Professor Gustavo Bernardo foi um tempero a mais. Amei Capitu vs Diadorim, ambas dissimuladas. Como não podia deixar escapar a oportunidade, dou uma pinçada no Humanitismo,o tão famoso sistema filosófico de Quincas Borba,cujo elo central é a fome como unificação, presente em Memórias póstumas e em Quincas Borba, claro, que satiriza o darwinismo e o positivismo. Machado é a leitura que tira do lugar comum "É singularmente espantoso este meu sistema; retifica o espírito humano, suprime a dor, assegura a felicidade, e enche de imensa glória o nosso país. Chamo-lhe Humanitismo, de Humanitas, pricípio das cousas... e se cousa há que possa fazer-me esquecer as marguras da vida, é o gosto de haver enfim apanhado a verdade e a felicidade. Ei-las na minha mão essas duas esquivas; após tantos séculos de lutas, pesquisas, descobertas, sistemas e quedas, ei-las nas mãos do homem." (Memórias póstumas). PARABÉNS!!!!como sempre, iluminado!!
    Benilde

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  9. Mais do que excelente, primordial! Machado é magnífico e sua abordagem engrandece nossos espíritos. Sempre fiquei intrigada e igualmente maravilhada com as manipulações temporais machadianas, os saltos e brechas que sabia, como ninguém, abrir no tempo, bem como os jogos psicológicos tremendos, muito próprios da corrente realista, marcada que foi pela psicanálise, foram fontes de inspiração formidáveis.
    Adorei, meu caro, adorei.

    Celina Beatriz Villanova

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  10. Pedro Jorge de Oliveira21 de junho de 2012 19:48

    Seu blog é um luxo. Não encontrei ainda nenhum assim, com tanta beleza e tanta profundidade. Cada página é um ensaio brilhante e com imagens de tirar o fôlego. Esta, sobre Machado de Assis, vale por um curso inteiro. Você tocou nos pontos-chave do Bruxo do Cosme Velho. A imortalidade da grande arte de Machado de Assis, como você tão acertadamente comenta, resistiu ao tempo e, cem anos depois de morto, ele continua mais vivo que nunca. Então é isso, meu querido José: parabéns pela inteligência da abordagem e pelos textos impecáveis.
    Pedro Jorge de Oliveira

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  11. Seu blog, além de lindo, traz estas questões sofisticadas que valem por um curso inteiro. Sou sua fã. Seu blog é meu paraíso, pode acreditar!

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  12. Jaime Dias Duarte21 de julho de 2015 09:10

    Preciso dizer que Machado de Assis é meu escritor preferido desde sempre e que fiquei surpreso demais com a qualidade de sua abordagem sobre ele aqui neste blog Semióticas. Depois, fui ler outras matérias que você publicou e percebi que o alto nível não é exclusividade deste artigo sobre Machado e sim uma regra em tudo o que está publicado por você. Parabéns. Ganhou outro fã. Tudo aqui é sensacional. Muito obrigado por compartilhar.

    Jaime Dias Duarte

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  13. Esse Semióticas já virou é hit da Internet :D

    Ariel Paulo Marques

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  14. Artigo sensacional, entrevista perfeita e imagens lindas. Mais do que excelente. Parabéns de novo. Fiquei impressionado e aprendi muito. Vale por um curso inteiro.

    Eduardo Mendes

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