terça-feira, 10 de abril de 2012

Outros Borges






O mais célebre escritor da América espanhola, o mesmo e sempre um outro, Jorge Luis Borges (1899-1986) marcou em definitivo a literatura mundial. “A memória é uma forma de esquecimento”, provocava o genial escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta que nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 24 de agosto. Borges também afirmava com frequência, com sua ironia que não raro desconcertava seus interlocutores, que seu maior sonho era ser um dia esquecido por seus leitores.

Se eu tivesse vivido no século 19, seria um mínimo, um anônimo latino-americano. No nosso século carente de referências importantes, terminei como objeto de leitura e desperto muita curiosidade nas pessoas”, disse em sua última entrevista, gravada em Buenos Aires pelo jornalista Roberto D’Ávila e o cineasta Walter Salles em junho de 1986 e exibida no programa “Conexão Internacional”, na extinta TV Manchete.

Poucos dias depois da entrevista, concedida à equipe brasileira na casa em que morou durante décadas, Borges embarcou para a Europa com sua secretária Maria Kodama e morreu em Genebra, Suíça, em 14 de junho de 1986. O sonho de Borges, traduzido e publicado em numerosos idiomas, não foi cumprido por seus leitores: ele não foi esquecido. Muito pelo contrário.

Quase 30 anos depois de morto, o prestígio internacional e a presença mítica de Borges e sua literatura permanecem em franca ascensão. O estilo conciso e erudito tornado imortal em seus contos e seus breves relatos sobre a vida e a arte, a cada ano que passa, retorna com apelo sempre renovado para novos e antigos leitores. O que não falta nas livrarias são séries de lançamentos e relançamentos de livros de Borges e sobre Borges.






Entre os lançamentos recentes estão as edições de entrevistas concedidas na década de 1980 pelo escritor, no auge da capacidade criativa e filosófica, na biblioteca de sua casa, ao amigo e jornalista Osvaldo Ferrari. Os 90 encontros produzidos para irem ao ar pela Rádio Municipal de Buenos Aires, que também foram publicados no jornal “Tiempo Argentino”, saem no Brasil em versão integral, em três livros da editora Hedra: “Sobre os Sonhos e Outros Diálogos”, “Sobre a Filosofia e Outros Diálogos” e “Sobre a Amizade e Outros Diálogos”, todos organizados e traduzidos por John O’Kuinghttons.



Prelúdio para o diálogo



Tento esquecer todos os muitos preconceitos que tenho e aprendi aquele admirável hábito de supor que o interlocutor tem razão. Podemos estar errados, o interlocutor pode estar tão errado quanto nós, mas, de qualquer forma, o fato de supor que o interlocutor tem razão é um bom prelúdio para o diálogo”, defende Borges com sua ironia característica em “Sobre a Filosofia”. 






Outra série de entrevistas que chegou às livrarias é “Ensaio Autobiográfico”, relançamento da Companhia das Letras, em tradução de Maria Carolina de Araújo e Jorge Schwartz. A edição reúne a transcrição saborosas das conversas mantidas por Borges com um de seus tradutores, o jornalista norte-americano Norman Thomas di Giovanni.

Em sua maior parte ditados em inglês por Borges a seu interlocutor nos primeiros meses de 1970, os textos do livro tiveram sua primeira publicação na revistaThe New Yorker”, contribuindo para popularizar a literatura e a personalidade do escritor entre o público de língua inglesa. Até então, a fama e o prestígio de Borges estavam restritos, fora da Argentina, aos leitores mais eruditos dos países da Europa e ao público universitário, graças a cursos e palestras que o escritor apresentou nos Estados Unidos durante a década de 1960.








No “Ensaio Autobiográfico”, Borges fala de seus ancestrais paternos e maternos, de sua infância quase isolada do mundo, de suas experiências ruins na escola e daquilo que ele mesmo chama de "evento principal" de sua vida: a grande biblioteca de seu pai, da qual ele acreditava "nunca ter saído". A partir dessas primeiras leituras, quase todas em inglês, ele traça a autobiografia literária e intelectual que compõe o cerne do livro.

No relato surgem muitas referências das mais preciosas para compreender a formação e a carreira de um dos escritores mais singulares do último século. Também não faltam pitadas controvertidas de política que deixam transparecer seu ódio por Perón ("em 1946 subiu ao poder um presidente cujo nome não quero lembrar"), que o teria "promovido" de bibliotecário a inspetor de aves e coelhos nos mercados municipais. 




Jorge Luis Borges em um de seus mais
emblemáticos retratos, registrado em 1984
pelo italiano Ferdinando Scianna


Um dos mais longos textos de um autor conhecido pela concisão exemplar, "Ensaio Autobiográfico" foi pensado inicialmente para ser uma breve introdução à edição norte-americana de The Aleph and other stories”, mas acabou ganhando outras dimensões. Além de apresentar e discutir as referências de seu imaginário, Borges faz generosas menções a grandes amigos, como Macedonio Fernández e seu parceiro em algumas obras, Adolfo Bioy Casares. Mas não cita as mulheres ou sua vida amorosa. Ao leitor atento, Borges reserva lições surpreendentes, como a confissão pessoal que encerra o relato:

"Não considero mais a felicidade inatingível, como eu acreditava tempos atrás. Agora sei que pode acontecer a qualquer momento, mas nunca se deve procurá-la. Quanto ao fracasso e à fama, parecem-me totalmente irrelevantes e não me preocupam. Agora o que procuro é a paz, o prazer do pensamento e da amizade. E, ainda que pareça demasiado ambicioso, a sensação de amar e ser amado". Estava com 71 anos. 






O escritor entre amigos em Buenos Aires:
no alto, com Victoria Ocampo e Bioy Casares.

Acima, ao lado de Estela Canto em 1945



Visão de mundo



Entre os lançamentos recentes também está “O Olhar de Borges – Uma Biografia Sentimental” (Editora Autêntica), de Solange Ordóñez, filha Carlos Fernández Ordóñez, advogado de Borges que herdou seus célebres cadernos de rascunhos e morreu três meses após o escritor. No relato de Solange, a aproximação familiar desde a infância com o escritor permite o viés “sentimental” nos estudos e descrições sobre os rascunhos Borges. Nos cadernos, preenchidos dos anos 1920 até os anos 1950, quando perdeu a visão, Borges anotou aforismos, aulas e as primeiras versões de algumas conferências que ministrou.

Também merece destaque nas livrarias “O Século de Borges”, da professora da UFMG Eneida Maria de Souza, relançado depois de dez anos. Editado pela Autêntica, o livro reúne 11 ensaios nos quais Eneida recria o universo de Borges com base em determinadas situações vividas pelo escritor. Temas como o exílio, as guerras, a cegueira e a morte, os grandes dilemas do homem contemporâneo, são avaliados em leitura atenta às particularidades “borgianas” e aos passos de sua biografia.





Borges e dois de seus interlocutores: os escritores 
Ernesto Sábato (no alto) e Italo Calvino (acima)



Minha terra tem palmeiras”, primeiro ensaio do livro de Eneida, apresenta considerações sobre Borges e a identidade nacional – destacando que, “para o escritor argentino, a pátria, se existe como identidade, ocupa um espaço imaginário, cujas fronteiras não coincidem com as da nação”. O mesmo tema é retomado nos ensaios seguintes, principalmente em “Genebra, 14 de junho de 1986”, que discute a escolha de Borges por morrer na cidade suíça, que ele conheceu teria conhecido na juventude.

Segundo o relato de Borges registrado no programa “Conexão Internacional”, na passagem pelo Brasil, durante aquela viagem em sua juventude, ele teria ouvido um serviçal cantar uma canção inspirada no poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias. Na entrevista, Borges cantarola os versos em português, dos quais ele nunca mais esqueceu:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá
As aves, que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá...




Álbum de família: Borges fotografado
aos três anos em Buenos Aires, em 1902


Em exercício de maestria em literatura comparada, o ensaio de Eneida cita os mesmos versos para recorrer ao tema do duplo, muito presente na obra de Borges, em sua relação com Stevenson, Freud e Oscar Wilde, entre outros. E lembra que, diferente do romântico brasileiro Gonçalves Dias (1823-1864), que sonhava morrer em solo pátrio, como símbolo de um novo nascimento, Borges preferiu morrer no lugar que simboliza o nascimento, não do corpo, mas do intelectual para o conhecimento e a literatura.

Outro lançamento sobre o autor de “História Universal da Infâmia” (1935) vem da Editora UFMG: “Borges e Outros Rabinos”, de Lyslei Nascimento, que aborda a apaixonada leitura de Borges sobre elementos da cultura judaica. Na trilha das referências e citações da Bíblia e dos símbolos do judaísmo na obra do escritor, o livro é uma versão da tese de doutorado da autora, que é professora da da UFMG.
 




Os grandes escritores não envelhecem nunca. Muito pelo contrário, estão sempre atuais. Veja Shakespeare, Cervantes ou Machado de Assis”, aponta Lyslei. “No caso de Borges, trata-se de uma obra que se confunde com o próprio conceito de literatura. Ou melhor, é uma literatura produzida à moda dos rabinos, na qual a verdade está sempre sendo escrita, sendo construída como um comentário ou uma interpretação, nunca é completa”. Para a professora, que também coordena o Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG, Borges encontra na Bíblia uma das razões de sua revolucionária arte de narrar, construída de citações e comentários sobre os autores da biblioteca universal.



O cadáver ilustre



Assim como no modo judaico de escrita e interpretação da escrita, Borges reescreve a verdade. Sua literatura abole os conceitos de originalidade e de autoria, no papel de traduzir a tradição da cultura. É uma literatura que prova que a verdade depende sempre do ponto de vista”, observa Lyslei Nascimento. “Meu objetivo foi ler nos textos de Borges símbolos como o Aleph, o Golem, a narrativa policial e os contos sobre a Shoah”, conclui.







Situando-se às margens das preocupações sociais comuns à maior parte dos escritores latino-americanos, Borges permanece aberto à pesquisa e ao diálogo. Como destaca ele próprio, em “Sobre a Filosofia”: “O diálogo é um dos melhores hábitos do homem, inventado, como quase todas as coisas, pelos gregos. Os gregos começaram a conversar e continuamos desde então”.

Herdeiro de uma cegueira hereditária, Borges, gradativamente, vai ficando cego a partir dos 45 anos. Por ironia do destino, o avanço da cegueira coincide com o melhor da literatura que ele iria produzir, incluindo a publicação de seus livros mais famosos, “Ficções” (1944) e “O Aleph” (1949), ambos coletâneas de histórias curtas interligadas por temas como os sonhos, espelhos, labirintos, bibliotecas, Deus e as religiões.

Nas palavras de Borges, "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". É como se o escritor começasse a usar a imaginação para “enxergar” e criar sua poética a partir da memória visual de imagens e de leituras armazenadas antes da perda da visão real. A expressão “ver com os olhos da imaginação” o próprio Borges retirou de um verso da “Divina Comédia” de Dante Alighieri (1265–1321): “Poi piovve dentro a l’alta fantasia”.





A chuva, ao produzir imagens de pouca nitidez, forma uma espécie de cortina que chega a embaçar a visão: daí a estratégia narrativa de Borges de assumir máscaras de outros Borges e outros escritores, reais ou fictícios, assumindo o papel de um ator na ação imaginária para produzir uma obra literária feita de ecos e espelhos, calcada na fantasia. Através da invenção literária, Borges passaria a “enxergar” o que um homem de visão pensa que vê e o que o cego não parece poder enxergar: a vida inventada passaria então a fazer parte da existência real, cotidiana.

Os desdobramentos da literatura de Borges também nos levam até “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, conto publicado pela primeira vez em 1940 e incluído em “Ficções”, que relata a criação concretizada por meio da linguagem. Na história, um artigo enciclopédico sobre um enigmático país chamado Uqbar é a primeira indicação sobre Orbis Tertius, gigantesca conspiração de intelectuais para imaginar (e possivelmente criar) um novo mundo: Tlön.
 







Últimas fotos: Borges e Maria Kodama
em junho de 1986 passeiam por Genebra.
Abaixo, o escritor homenageado em uma
caricatura e seu túmulo em Genebra, Suíça




A realidade de Tlön, recriada, se afirma como imagem inversa do mundo real, imagem em um espelho imaginário, em que as coisas se duplicam. Borges, que por capricho do destino traz no próprio sobrenome a forma plural, segue e refaz, sutilmente, as leis não escritas do espaço e do infinito em jogos de espelho que refletem, duplicam, atualizam os grandes clássicos da literatura fantástica.

No universo que a escrita de Borges circunscreve, a criação pelas letras e pelos reflexos de outros livros, outros autores, passa a ser compreendida como um processo de transfiguração. Este processo está representado em alguns de seus contos mais celebrados, que fornecem autênticas pedras angulares sobre o próprio Borges e sobre seus duplos, como se vê em “Pierre Menard, autor do Quixote” ou em “Funes, o Memorioso”, entre tantos outros. Sua herança, contudo, ainda gera polêmicas no mundo real.





A Fundação Borges, fundada por sua viúva, Maria Kodama, em 1995, segue mal vista pelo público e por setores da intelectualidade dentro e fora da Argentina. Muitos consideram Kodama uma “aproveitadora” porque ela se casou com o escritor apenas dois meses antes dele morrer, em 14 de junho de 1986. Quase tudo ficou com a viúva – incluindo os bens da herança e os direitos autorais. Ela diz que conheceu Borges aos 12 anos, quando foi levada pelo pai a uma conferência do escritor em Buenos Aires. 

Depois de acompanhar a participação de Borges em eventos públicos e de se matricular em alguns cursos com o escritor, Kodama passou a trabalhar como sua secretária a partir de 1975. Desde a morte do autor de "Ficções", Kodama tem se dedicado “full time” à fundação, primeiro na criação da entidade e depois na manutenção do acervo. A Fundação Borges, com sede em Buenos Aires, organiza exposições e eventos na Argentina e no exterior. Também gerencia o espólio e detém os direitos sobre traduções e edições das obras completas de Borges.

O corpo do escritor, que repousa no cemitério de Planpalais em Genebra, também tem gerado mais de uma controvérsia nas últimas décadas. Recentemente, políticos argentinos chegaram a fazer uma campanha para tentar trazer de volta os restos mortais às terras portenhas – mas a iniciativa fracassou. As autoridades suíças não abriram mão dos direitos sobre o cadáver ilustre.


por José Antônio Orlando.


Para comprar o livro Borges: Ensaio Autobiográfico, clique aqui.

Para comprar o livro Sobre os Sonhos e Outros Diálogos, clique aqui.

Para comprar o livro O Século de Borges, clique aqui.





12 comentários:

  1. Tem gente que não tem tempo...Mah como dizia aquele filósofo antes dele, é possível viver quase sem memória, mas sem o esquecimento não se vive.

    ResponderExcluir
  2. Naiara Duarte de Faria12 de abril de 2012 11:36

    Sem a influência das ideias de Borges acho que eu e o mundo seríamos outros, mais tristes, mais limitados.
    Sempre imaginei como ele que o paraíso fosse uma espécie de livraria. E não acho que a Kodama seja a vilã da história. Ela tomou para si o papel de guardiã. Parece mais uma personagem saída dos livros do Borges.
    Seu blog é um luxo, José. E prova que todo escritor deve escrever para a alegria do leitor.
    Muito grata por sua sabedoria e por você proporcionar a todos nós, seus leitores, a sorte de encontrar aqui o prazer da sabedoria.

    ResponderExcluir
  3. Só pra variar: seu blog é genial! E me deixou uma certeza: preciso ler Borges urgentemente.
    Parabéns, mestre. Tudo aqui está às mil maravilhas.

    Diego de Souza

    ResponderExcluir
  4. Preciso registrar que fiquei bastante impressionada com seu blog, que descobri quase por acaso, por indicação da Carolina Lima, amiga que temos em comum no Facebook. Todas as páginas deste Semióticas são maravilhosas, mas esta, sobre Jorge Luis Borges, tem algo de mágico e de muito especial.
    Confesso que nunca vi um texto como o seu sobre meu escritor preferido, um texto que reunisse todas as peças do mosaico com tanta leveza e, ao mesmo tempo, com tanta profundidade de interpretação.
    Concordo com sua análise: talvez Borges tenha sido mais que um escritor. Talvez ele tenha sido um demiurgo, que transportava para seus livros metáforas que continham o sentido do mundo.
    Talvez ele soubesse dos segredos do universos e das angústias dos homens. Talvez ele acreditasse – e pudesse provar – na existência de um universo paralelo, que reproduz infinitamente a realidade do chamado mundo real.
    Ou talvez a Biblioteca seja mesmo um mundo de livros – que explicam o universo e os homens, nos quais está escrito em um código secreto o nome de Deus, que jamais será superado.
    Parabéns, parabéns.
    Virei fã e leitora devotada deste seu Semióticas.

    Danielle Fortuna

    ResponderExcluir
  5. Mirian Braga Scalzo20 de abril de 2012 07:44

    Meu querido mestre José Antônio Orlando: cheguei ao seu blog através desta página sobre os escritos de e sobre Jorge Luis Borges e fiquei primeiro surpresa, depois encantada. Não é só esta página: todas, simplesmente todas, têm o mesmo nível de beleza e de inteligência. Por isso estou deixando este registro, coisa que raramente faço em sites.
    Esta página e as outras do seu blog me fizeram pensar. Afinal, quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser completamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis.
    No seu caso, este inventário sobre tudo está organizado pelo critério da qualidade, o que é raro e invejável.
    Vi lá no alto da página a indicação sobre os prêmios. Meu voto certo para este Semióticas pode ser apenas mais uma gota d'água neste mar de referências, mas fiquei com uma ponta de orgulho por participar neste reconhecimento.
    Parabéns. Voltarei sempre com a certeza da surpresa positiva e do prazer da sabedoria renovado.
    Mirian Braga Scalzo

    ResponderExcluir
  6. Heloísa Mascarenhas18 de julho de 2012 20:02

    Maravilha de página, mais uma de qualidade impecável neste blog muito especial. Borges em alto nível, como convêm aos grandes mestres. Parabéns pelos ensaios primorosos, José Antônio Orlando. Coisa rara de se encontrar hoje em dia...

    Heloísa Mascarenhas

    ResponderExcluir
  7. Simplesmente maravilhoso!!!!
    Abraços
    Benilde

    ResponderExcluir
  8. Ana Paula Damasceno24 de agosto de 2012 12:45

    Que maravilha! Descobrir o seu blog no dia do aniversário do grande mestre Jorge Luis Borges foi um presente dos deuses, José. Tudo aqui é simplesmente impecável, com textos belíssimos e imagens de tirar o fôlego. Esta matéria sobre Borges, e várias outras que acabo de acessar, parecem monografias, estudos científicos. Pelo que vejo, você deve ser uma pessoa muito especial. Virei fã. E só posso agradecer. Muito obrigado por compartilhar tanta sabedoria!

    Ana Paula Damasceno

    ResponderExcluir
  9. Vi nestes comentários muitos elogios, mas acho que todos são muito merecidos. Este blog Semióticas é fantástico. Agradeço muito e também registro meus parabéns. Deus lhe dê em dobro tanta beleza e sabedoria compartilhada, José!

    ResponderExcluir
  10. Maria Luíza Cavalcante17 de junho de 2014 11:03

    Parabéns pelo blog sensacional e por este ensaio brilhante sobre Borges, entre tantos outros de tanta beleza e inteligência que encontrei por aqui. Virei fã.

    ResponderExcluir
  11. Marco Túlio de Almeida13 de maio de 2016 22:16

    Sensacional, como sempre. Parabéns por mais este trabalho nota 10, professor José. Agradeço a sorte de poder ler e compartilhar.

    Marco Túlio de Almeida

    ResponderExcluir

( comentários anônimos não serão publicados )

Todas as páginas de Semioticas têm conteúdo protegido.

REPRODUÇÃO EXPRESSAMENTE PROIBIDA.

Contato: semioticas@hotmail.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Páginas recentes