sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um toque de Midani









Um dos nomes fundamentais da indústria fonográfica no Brasil, André Haidar Midani acredita que a criatividade na música está em franco declínio e que a indústria do disco chegou definitivamente ao fim. Nascido na Síria, em 25 de setembro de 1932, e criado na França desde os três anos de idade, Midani é considerado um Midas da música: foi o descobridor da maior parte dos principais artistas do mercado brasileiro desde o final dos anos 1950.

A trajetória de André Midani no Brasil tem muitos capítulos, passando pelo nascimento da Bossa Nova, da Tropicália, dos primeiros trabalhos de grandes nomes da MPB e da geração do rock nacional a partir dos anos 1980. Durante sua passagem por Belo Horizonte, onde participou como convidado especial da programação do festival Eletronika, Midani concedeu esta entrevista no Espaço 104, na Praça da Estação, depois de um bate-papo com a plateia do festival sobre o mercado fonográfico e a atualidade da música no Brasil.





Com um senso de humor peculiar e visão privilegiada sobre o cenário da música e da produção cultural, André Midani abre a entrevista lembrando da infância, passada em Paris. Conta que sofreu na pele os tempos difíceis da Segunda Guerra. Viveu entocado num porão, passou fome e frio. Sua carreira profissional começou por um golpe de sorte em 1952, ainda na França, como funcionário da gravadora Decca.

Ciente da importância de sua trajetória para a música brasileira, Midani registrou seus percalços e sucessos na sua autobiografia, “Música, Ídolos e Poder – Do Vinil ao Download”, publicada em 2009 pela Nova Fronteira. Mas como o livro enfrentou impedimentos judiciais de toda natureza, por conta da franqueza do autor e dos muitos nomes e casos citados, o próprio Midani tomou uma iniciativa das mais ousadas: reproduziu a íntegra do texto em seu site e liberou o conteúdo para download – tudo está disponível no endereço www.andremidani.net/2012/03/musica-idolos-e-poder.html.






Em 1955, André Midani emigrou para o Brasil, fugindo da convocação para lutar na guerra dos franceses contra a Argélia. Em terras brasileiras, tem atuado em momentos marcantes da música, em mais de 50 anos, destacando-se numa profissão que naquela época ainda não existia: descobridor de talentos e gestor de carreiras e de projetos fonográficos.



Um som perfeito, eterno

Apaixonado por jazz e por bateria desde a juventude, nunca chegou a ser artista. No final da década de 1950, já morando no Brasil, conseguiu emprego na Odeon Records e depois na Capitol. Foi aí que o fotógrafo Chico Pereira lhe apresentou um grupo de jovens músicos, amigos dos filhos: eram Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra e Roberto Menescal. Pouco depois, Dorival Caymmi lhe apresentou João Gilberto.





Memórias de André Midani no Brasil:
no alto, Carmen Miranda e o Bando
da Lua, em Nova York, 1945. Acima,
artistas em painel fonográfico da MPB
nos anos 1970 e a capa do antológico
LP com o registro da íntegra do show
histórico da Bossa Nova apresentado
no Carnegie Hall, em Nova York, em
21 de novembro de 1962. Abaixo,
Marília Medalha e Edu Lobo durante
a apresentação de Ponteio no 3°
Festival de Música Popular Brasileira
da TV Record, em 1967











"Eu não descobri a Bossa Nova. Na verdade, eu a encontrei", ironiza Midani. Sobre João Gilberto, ele diz que ficou especialmente impressionado quando ouviu aquela voz e aquela batida revolucionária de violão. Desde a primeira vez. Então, ficou atento e acabou conhecendo João Gilberto nas praias do Rio de Janeiro. Em seguida, fez o possível para que João pudesse gravar o compacto com as faixas “Chega de Saudade” e “Bim Bom”.

Como toda coisa que é mesmo revolucionária, foi um choque, mas depois você vai se acostumando. O João Gilberto inventou um som perfeito, eterno. Os critérios que ele coloca na música dele são absolutamente geniais, não é uma coisa de moda, que vai passar. É algo definitivo que passa a ser uma referência para todos, universal”, destaca.

Quanto à Tropicália, Midani reconhece com toda modéstia que não teve participação na invenção do movimento: "Não os descobri, só dei espaço para Gal, Caetano, Bethânia, Gil, Chico Buarque, Tim Maia, Jorge Ben, Os Mutantes, Elis Regina, Roberto Carlos, Paulinho da Viola, Belchior, Raul Seixas e tantos outros na principal empresa brasileira de discos. Fiz como faz um jardineiro que tira o mato e as ervas daninhas para as melhores plantas crescerem", recorda, contando casos engraçados e situações surpreendentes dos primeiros encontros com cada um dos grandes nomes da música do Brasil.






Memórias de André Midani no Brasil:
no alto, Caetano Veloso com Gal Costa
e Maria Bethânia e a capa do antológico
Doces Bárbaros, turnê de shows que reuniu
nos anos 1970 Caetano, Gilberto Gil, Gal
e Bethânia. Abaixo, Caetano, Bethânia
e João Gilberto, também na década de 1970
em fotografia do cineasta Rogério Sganzerla











Mentor dos grandes festivais 



Como se não bastasse, Midani também foi um dos mentores dos grandes festivais de música que tomaram o Brasil na segunda metade da década de 1960 e, a partir da década de 1970, tornou-se executivo da Odeon, da WEA e da Phonogram (depois, Polygram e Universal Music). Convidado para montar a Warner no Brasil, apostou no rock nacional nos anos 1980, contratando bandas que fariam história. Em 1990, é transferido para Nova Iorque, onde assume a presidência da Warner para a América Latina.
Volta ao Brasil em 2002, para trabalhar em projetos como a ONG Viva Rio. No mesmo ano em que lançou sua autobiografia, "Música, Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download", ele foi eleito pela revista "Billboard" uma das 90 personalidades da história da indústria fonográfica mundial. Durante a entrevista, pergunto sobre o filme "O Homem que Matou o Facínora", de John Ford, no qual o herói diz que, se a lenda é maior que homem, publique a lenda.





Confrontado com a máxima do filme de John Ford, André Midani faz um exercício de modéstia. "No meu caso, a lenda é cada vez mais exagerada, cada vez mais fantasiosa que a realidade", ironiza, fazendo pausas para lembrar de um ou outro nome, um ou outro acontecimento que foi definitivo na sua trajetória de vida e na trajetória dos artistas com os quais convive e conviveu no passado. "A lenda vive na imaginação das pessoas, mas no meu caso a lenda não é melhor que o homem".

Segundo Midani, ele nunca teve intenção de cultivar nem essa nem nenhuma outra lenda. "Ao invés de incorporar essa lenda que você associa com o filme de John Ford, prefiro lembrar aquele ditado popular que diz que onde tem fumaça tem fogo (risos). Sempre tive muita sorte, isso eu não posso negar. Fui eleito para conviver com a música e com a amizade de tantos artistas maravilhosos ao longo de tanto tempo”.


 



O Brasil é Carmen Miranda e Bossa Nova



Enquanto se diz "brasileiro de carteirinha", André Midani reconhece que somente a sorte pode explicar sua trajetória de tantos sucessos, desde que decidiu trocar a França pelo Brasil, há seis décadas. "Só posso ser muito grato pela vida ter me concedido tanta sorte e por ter permitido que eu descobrisse ainda jovem este país tão maravilhoso que é o Brasil". 

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista em que a principal lenda do mercado fonográfico brasileiro recorda sua trajetória e tece comentários espirituosos sobre personalidades do primeiro time, como Carmen Miranda e os medalhões da Bossa Nova e da Tropicália.





Quais são as suas recordações mais antigas sobre música?
 
André Midani – Se eu puxar pela memória, preciso reconhecer que todas as minhas lembranças mais antigas têm relação com música. Lembro do dia em que um tio meu chegou em casa com um gramofone. Chamou a criançada, botou o disco com uma canção muito popular na época, "La Mer", do compositor francês Charles Trenet. Foi inesquecível. Para mim, que tinha menos de dez anos, foi uma experiência tão forte que não lembro de nada da infância antes disso.






E a mudança da França para o Brasil, em 1955, como foi?
 
Minha única referência sobre o Brasil era a figura maravilhosa de Carmen Miranda. Tudo o mais era mistério, tudo era diferente do que eu conhecia. Talvez por isso, o começo foi muito, muito difícil. Penei bastante por uns dois anos, trabalhando como apontador de estoque e vendedor. Mas depois a vida me deu em dobro. Acho mesmo que tirei a sorte grande, por todas as experiências que tive e por todas as pessoas tão especiais que conheci. A vida me apresentou todos os grandes nomes da Bossa Nova, me apresentou João Gilberto e tantas outras pessoas, artistas geniais, tantas oportunidades incríveis...
 
O Brasil daquele tempo era outro...
 
Sim, era um outro país, muito mais simples, muito mais sonhador, com características muito diferentes. Era um país ainda desconhecido, que impressionava o mundo por seu exotismo tremendo. Mas é preciso reconhecer que, no imaginário internacional, até hoje o Brasil é Carmen Miranda e Bossa Nova.









Carmen Miranda e o Bando da Lua:
acima, a estrela em Nova York, durante a
longa temporada de shows na Broadway,
na década de 1945, que rendeu a Carmen
na imprensa o título de "a mulher que
salvou a Broadway". No alto, Carmen e
seus músicos brasileiros em Hollywood,
em 1941, durante as filmagens de
Uma Noite no Rio (That Night in Rio)



Mas Carmen veio muito antes e representa quase o avesso da Bossa Nova...
 
Você tem toda razão. Podemos dizer que Carmen Miranda era colorida, dançante, enquanto a Bossa Nova era em preto e branco, com suas canções de harmonias minimalistas, seus temas de nostalgia e de melancolia. Carmen foi o contrário disso, era festa e carnaval. A Bossa Nova era mais introspectiva.

Carmen Miranda ainda tem alguma importância hoje ou ficou no passado?
 
Carmen ainda é genial. Além de grande cantora, grande dançarina, atriz, comediante e designer, muito antes desta palavra começar a ser usada, ela também foi pioneira no que hoje chamamos de marketing. Era uma artista completa, encantadora, que manipulava muito bem a mídia e que usou seu talento para se manter no auge durante décadas. 

Sim, Carmen Miranda era a extroversão em pessoa, gentilmente carnavalesca, muito engraçada e conquistou o mundo a partir de Hollywood. Engraçado como a Bossa Nova era o contrário, era a total introversão. Mas também fez um sucesso estrondoso no mundo inteiro, a partir do sucesso inicial nos Estados Unidos. Quanto a Carmen, acho que infelizmente ainda hoje ela é muito mal compreendida no Brasil, depois de tanto tempo.




Como André Midani chegou à Bossa Nova?
 
Quando penso na Bossa Nova, penso em um quarteto da maior importância: João Gilberto em primeiro lugar, Tom Jobim, Newton Mendonça e, logo depois, João Donato. Estes quatro personagens foram os mais essenciais para o que chamamos de Bossa Nova. Claro que tem outros nomes que contribuíram muito, tem os precursores do movimento, os destaques das gerações que vieram depois, o sucesso de Astrud Gilberto no exterior, tem Elis Regina e as outras cantoras... Mas sem o trabalho criativo daquele quarteto inicial, sem João Gilberto, Tom Jobim, Newton Mendonça e João Donato, a Bossa Nova não teria existido com tanta força e qualidade. 










Memórias de André Midani no Brasil:
no alto, João Donato e João Gilberto 
em 1957, em Copacabana, antes da
Bossa Nova. Acima, João Donato e
André Midani em 1972. Abaixo,
Tom Jobim e Elis Regina no
estúdio, em 1974, durante a gravação
da canção Águas de Março






Além da Bossa Nova, o senhor também tem importância fundamental na Tropicália, no que passou a ser chamado de MPB e também no sucesso dos principais nomes do rock nacional, a partir dos anos 1980...
 
Sim, é isso mesmo. Confesso que vivi (risos). E sobrevivi, para contar minha versão dessas histórias, todas maravilhosas. Cada um destes movimentos teve suas idiossincrasias, seus mitos. Na Tropicália, a grande questão foi o pensamento anárquico, talvez por isso Carmen Miranda, que morreu em 1955, tenha ressurgido com tanta força no movimento, depois de ter sido escorraçada durante uma década pela Bossa Nova. 

Para os tropicalistas, Carmen trazia o frescor de misturar cultura de massas com a autêntica cultura popular brasileira. Com a Tropicália, Carmen ajudou pela segunda vez a deixar a música e a cultura do Brasil menos introvertida. Por isso ela ainda é tão importante e marcante. Essa proposta de extroversão e festa também voltaria com força com Rita Lee nos Mutantes e depois na carreira solo da Rita, nos Secos & Molhados e em muitos e muitas. Nos anos 1980, o espírito de festa e carnaval que Carmen inventou voltaria à MPB com as melhores bandas do rock Brasil.











Memórias de André Midani: no alto,
o mais famoso anúncio publicitário da
MPB, publicado em 1973 em jornais e
revistas para divulgar o Phono 73, festival
realizado em São Paulo e produzido pela
Phonogram, que sob o comando de
André Midani detinha, na época, contrato
com a maioria das estrelas da música no 
Brasil. O Phono 73 também teve, segundo
Midani, o intuito de mostrar ao público a
ditadura militar e a censura que existia
no Brasil. Acima e abaixo, Rita Lee
com André Midani, em 1972; com
Os Mutantes, em uma de suas últimas
fotos na formação original do grupo;
e na capa do primeiro disco, de 1968


 
E a crise do mercado fonográfico? O senhor concorda que a indústria do disco chegou ao fim?
 
Chegou ao fim, sem nenhuma dúvida. Estamos assistindo a seus últimos momentos. A criatividade musical está em declínio, no Brasil e no mundo inteiro. Quase tudo o que aparece é relançamento, ou remix de algo antigo, ou uma releitura, ou mais um cover sem nada a acrescentar... Basta lembrar que o último instrumento musical, que é a guitarra elétrica, foi inventado há mais de 60 anos. 

Atualmente, com a facilidade para se reproduzir cópias de CDs e DVDs, com os mais de 18 milhões de sites musicais disponibilizando discos inteiros na Internet, não há futuro para a indústria tradicional. É o fim de uma época, mas ainda não sabemos direito o que está por vir. Temos sinais das novidades, mas ainda não sabemos como será a transformação com o passar do tempo.





E a música que se faz hoje no Brasil, é melhor ou pior do que nas últimas décadas?
 
Difícil responder a sua pergunta, porque hoje tem de tudo. Você, que é um especialista, pelo que estou vendo, sabe que o novo e o antigo hoje estão disponíveis ao mesmo tempo e pouca gente sabe diferenciar entre o que vale e o que não vale a pena. No fundo, tem alguma coisa interessante aqui e ali, mas também tem muito lixo, muita coisa descartável. 

Hoje temos menos qualidade, mas ainda assim tem novidades que merecem atenção. Das mais recentes, gosto muito da Fernanda Takai, da Céu, da Maria Gadú... e de outros estreantes por este meu Brasil afora. Ah, e preciso confessar que tenho me rendido à música eletrônica. Tem coisas muito surpreendentes aparecendo. Já ouviu os tangos em remix? Acho que é lá que está o futuro.


por José Antônio Orlando.








18 comentários:

  1. claudia antunes oliveira7 de agosto de 2011 10:28

    Nossa! Lindas fotos da sereia dourada "Carmem Miranda".Como ela é contemporanea, da liberdade feminina ao figurino, pegando a identidade brasileira e trazendo para a arte.
    Jose Miguel Wisnik ja questiona a muito tempo o fim da canção, Midani fala do fim do disco.
    Outro momento, outros ritmos;a injeção tecnoeletronica na música.Nos anos 60, 70, a vida foi ritmada por canções,tinha uma importância cultural.Agora estamos com essa experiência em nossos ouvidos,nos fazendo correr atras de músicas boas.

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  2. Oi Zé! Quanto tempo não te vejo, meu amigo. Mas fiquei impressionado com o seu blog. Uau! Que beleza. Engraçado, nem te conto: encontrei a página por acaso no google, procurando uma referência sobre a Realidade para indicar aos alunos daqui. Achei seu blog e foi uma alegria sem tamanho. Estou enviando uma mensagem com o link do blog sobre a monografia – Revista Palavra, que você conheceu tão bem, ou melhor, que eu. Fiquei emocionado com a página de Alice e estou lendo e relendo a entrevista do Midani. Estou no aguardo de sua mensagem. Você está no Facebook? Me acrescenta na sua lista? Parabéns, Zé, e muito obrigado por dividir estas pérolas.

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  3. Oi José Antônio! Adorei o que escreveu sobre André Midani. Já tinha ouvido meu pai comentar sobre ele, mas nada tão aprofundado. Muito me impressionou o amor dele pela música.E esse amor me fez refletir: ele é um estrangeiro que além de amar a nossa música, é um profundo conhecedor e portanto um excelente profissional. Já a maioria dos brasileiros não conhece praticamente nada da MPB (com exceção daquelas obras que fizeram parte da trilha sonora de alguma novela global). Com o advento da internet a coisa piorou porque gratuitamente temos acesso a uma enormidade de lixo, que alguns chamam de música. Sinceramente sou um pouco descrente, tenho perdido as esperanças no que tange a um novo movimento, um novo ídolo ou algo parecido. No Facebook tenho conhecido muitos músicos desconhecidos da mídia ou até mesmo daqueles que gostam da boa música. Vejo que esse pequeno grupo de músicos que se preocupa em estudar, pesquisar e com isso tenta desesperadamente compor algo novo. Será que esses músicos conseguirão? E se conseguirem, será que a mídia os receberia? Ao meu ver esses poucos são bravos guerreiros que não têm a menor garantia de que farão sucesso e mesmo assim insistem com garras e dentes afiados.E acho que você tem um papel fundamental. Além de grande conhecedor, desse e de outros assuntos, informa de modo divino aqueles que estão buscando tais conhecimentos. Mais uma vez parabenizo pelo texto maravilhoso e por investir de forma tão bela na cultura e na arte. São suma não hem?! Beijos!

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  4. zé antônio, adorei o teu blog, e em especial esse post sobre o midani, muito bem documentado, bem escrito e bem editado. a entrevista é preciosa. parabéns, abração.

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  5. Parabéns pelo blog! Midani é uma leitura essencial para quem admira a música brasileira! è emocionante a sua história vivida na 2ª guerra Mundial e como ele se envolveu com mais variados talentos da nossa música. Sem seu empenho como produtor a música brasileira com certeza não seria a mesma. Para quem gosta indico outros 2 livros sobre a música brasileira: Ouvindo estrelas do Mazolla e Noites Tropicais do Nelson Motta. Acrescento nesta postagem que a música independente tem surgido com propostas interesssantes. Cito como exemplos a banda Móveis Coloniais de Acajú e a cantora Marina Machado. Mas ainda tenho a impressão que a nossa música têm mais a oferecer.

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  6. Como sempre uma matéria impecável. Que delícia rever coisas do passado com essa linguagem moderna e limpa. Parabéns mais uma vez. Seu blog é um prazer de leitura.

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  7. Antônio Carlos Perdigão21 de setembro de 2011 11:43

    Meu querido José Orlando. Seu blog é mais que um blog – seria mais correto chamá-lo de revista eletrônica, concorda?
    Este post especialmente, sobre a trajetória da música brasileira, me trouxe à lembrança uma frase famosa do mestre Tom Jobim que tenho certeza que você conhece: O Brasil não é para principiantes.
    Entre tantas páginas legais que encontrei por aqui, esta sobre a importância do André Midani me pareceu mais reluzente, porque faz pensar no passado e no futuro do país do carnaval...
    Parabéns e vida longa, continue assim, nota 10, para acender um toque de cultura e inquietação nos milhares de leitores que já passaram por aqui. Seu blog Semióticas é uma lição: o Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza – porque a pobreza não aguenta mais ser explorada...

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  8. Luis Augusto de Carvalho21 de fevereiro de 2012 09:56

    Francamente, estou muito impressionado com seu blog, José. Cheguei até aqui por uma indicação do Gilberto Gil sobre esta entrevista com o André Midani. É mesmo uma entrevista preciosa, uma raridade entre tanta bobagem que se publica por aí, mas não é a única preciosidade aqui neste espaço. Todas as outras entrevista, páginas, edições, são de primeira! Há muito tempo não encontro um material tão bom e tão variado. Chamar este seu Semióticas de blog é muito pouco... Enviei uma proposta para seu e-mail. Aguardo retorno.
    E parabéns, meu caro. Não é todo dia que aparece um trabalho iluminado como o seu...
    Abraços, muito obrigado por proporcionar textos e imagens tão inspirados e boa sorte, sempre.
    Luis Augusto de Carvalho

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  9. Ufa, que delícia!!!
    Mais uma vez e com toda a tua peculiar leveza tu vais de A a Z nesta entrevista com Midani.
    Concordo com o Luis Agusto, isto aqui não apenas um blog, é um lugar de disseminação de culturaS.
    Mais um vez... obrigada por compartilhar tão lindas leituras e re-leituras!!!

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    1. O anônimo ai de cima sou eu, Benilde.
      Abraços

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  10. Zé, eu viajo no seu blog... cada dia uma surpresa... pena que às vezes me falta tempo pra poder apreciar mais e mais suas matérias.

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  11. Este blog Semióticas me surpreende mais a cada visita que faço. Tenho feito visitas diárias e encontro sempre cada matéria melhor que a outra. Este perfil e entrevista com André Midani é impressionante e até agora é minha página preferida do blog, mas ainda tenho muitas outras para ler e quem sabe uma das 50 que faltam possa superar as melhores impressões. Já tinha ouvido este nome em algum lugar, só que esta página do seu blog apresenta o personagem e traz junto toda a história da MPB no último século. Parabéns, José. E muito obrigado por compartilhar tantas pérolas.

    Denilson de Souza

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  12. Esse blog é de uma preciosidade ímpar,cultura indiscutivelmente maravilhosa!!!!!

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  13. Estou muito impressionado com este blog Semióticas. Nem sei qual das páginas e entrevistas é melhor. Cada uma mais linda e mais inteligente que a outra. E são muitas. Esta entrevista com o André Midani é para quem gosta de música ler e reler e reler com toda a atenção do mundo. Mas há outros textos e fotos nas outras páginas que também são de tirar o chapéu. Parabéns a você, José AntÔnio Orlando. Virei seu fã e leitor. Agradeço!

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  14. Colega,
    Parabéns pelo blog, pertinente e necessário. Desta ótima entrevista, destaco o que o Midani disse sobre a Carmen Miranda. O Caetano, quando lançou Foreign Sound, disse que queria fazer algo na interseção Brasil-EUA, "aquela coisa meio brega que toca em elevador, sabe?", disse na coletiva. E achei interessante, mas ainda estava meio incomodado com o disco. Depois que li a biografia da Carmen, ficou tudo bem mais claro. Era ela a desbravadora desse meio de campo aí. E a baixinha era atrevidamente genial.
    abraço

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  15. Edson Rezende Alencar19 de novembro de 2013 20:39

    Que coisas mais incrível que é este Semióticas, professor! Cheguei aqui agora e já sou fã totalmente. Tudo do mais alto nível, fotos lindas, textos chocantes. Parabéns, parabéns. Agradeço muito.

    Edson Rezende Alencar

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  16. Júlio Cézar Guimarães25 de maio de 2014 19:25

    Um toque de mestre. Muitos parabéns por esta beleza de blog. O melhor de todos.

    Júlio Cézar Guimarães

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  17. Maria Júlia Mattos27 de setembro de 2016 17:45

    Preciso registrar aqui que esta matéria sobre André Midani, maravilhosa entrevista, me deixou emocionada. Agradeço por você compartilhar aqui beleza e sabedoria. Este blog Semióticas é um espetáculo completo. Merece todos os prêmios, merece muitos elogios. Agradeço demais. Beijos. Maria Júlia Mattos

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