quinta-feira, 23 de maio de 2013

Uma noite com Janis










Janis Lyn Joplin sempre foi uma garota precoce. Estava no auge, mas morreu aos 27 anos. Décadas depois, permanece em destaque e como exceção, no primeiro escalão do universo quase sempre masculino do rock'n'roll. Janis está outra vez nos noticiários por conta de relançamentos em CD, DVD, Blu-Ray e novos projetos que incluem três filmes em produção por Hollywood, “Janis: Little Girl Blue, Janis Joplin: Get It While You Can” e “The Gospel According to Janis”, com previsão para estrear em 2016.

Há também um musical, “One Night with Janis Joplin”, escrito e dirigido por Randy Johnson, que desde a estreia nos palcos norte-americanos tem sido celebrado pelos fãs e tornou-se unanimidade entre público e crítica, com lotações esgotadas com meses de antecedência. Em uma breve entrevista concedida por e-mail, Johnson destaca que Janis é daqueles personagens centrais que traduzem toda uma época com sua presença e sua música feita de lirismo poético, rebeldia, amadurecimento político, muito além das fronteiras do rock ou de qualquer outro estilo.











Uma noite com Janis Joplin:
o fotógrafo Barry Feinstein registrou,
em setembro de 1970, o último
ensaio fotográfico de Janis em
estúdio, incluindo a imagem
que seria estampada na capa do
disco póstumo Pearl (abaixo)




Foi assim desde o princípio, na primeira metade da década de 1960: enquanto o rock'n'roll completava uma década de existência e passava por uma transformação radical, Janis chegava à adolescência em uma família tradicional católica e começava a cantar no coral da igreja em sua cidade natal, Port Arthur, no Texas. Naquela época, Elvis ainda era o Rei para as novas gerações, até onde a indústria cultural norte-americana alcançava, mas o rock e a música como força dos movimentos de contestação estavam por ganhar capítulos importantes.



Rock & Jazz & Blues



Na adolescência de Janis, entrava em cena a convergência entre música e política, estreavam as canções em estilo Folk de Bob Dylan e chegava pelo rádio e pela TV a novidade do rock inglês de Beatles e Rolling Stones. Os primeiros passos da canção como força importante de crítica social começaram antes, contando com um marco poderoso quando Billie Holiday provocou revoluções com a singular “Strange Fruit”. Manifesto poderoso contra o racismo e contra o preconceito, “Strange Fruit” com Billie Holiday também foi o primeiro caso de uma canção de protesto a se tornar sucesso na indústria fonográfica (veja mais em "Semióticas: Biografia de uma canção").
















A década de 1960 veria o florescer de grandes nomes e bandas importantes na galeria da contestação e da contracultura, mas no mundo do rock ainda estava por surgir uma voz feminina com o impacto que Billie Holiday imprimiu à mitologia do Jazz e do Blues. Como nas antigas lendas traçadas para a trajetória dos heróis, havia uma trama de artimanhas do destino: Janis, adolescente tímida em Port Arthur, tornou-se uma fã precoce e apaixonada por Billie Holiday e outras grandes do jazz e do blues, Bessie Smith, Etta James, Nina Simone.

Quando completou o curso secundário na Jefferson High School, aos 17 anos, Janis começou sua dedicação para cantar blues e vai de mudança para Los Angeles, Califórnia, onde estreia cantando em bares e casas noturnas. Também descobriria a atitude rebelde dos hippies e a literatura de Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lawrence Felinghetti, William Burroughs e outros poetas da geração Beatnik, além dos livros de Hermann Hesse e Friedrich Nietzsche.



Monterey Pop Festival



A estreia de Janis para o grande público acontece no Monterey Pop Festival, em junho de 1967, como vocalista do grupo Big Brother & the Holding Company. Explodindo seu canto apaixonado, desesperado, com todos os decibéis, agitando os cabelos longos e acariciando o microfone, amparada por longos solos de guitarra, Janis rapidamente se tornaria o centro das atenções. Bastou meia dúzia de canções, incluindo "Ball and Chain", “Down on Me” e “Piece of My Heart”, para Janis sair do palco em Monterey consagrada como uma das vozes mais marcantes da era do rock, além de conquistar a amizade de Jimi Hendrix, Ravi Shankar, Grateful Dead, The Mamas and The Papas, The Who, Jefferson Airplane, Johnny Rivers e Otis Redding, entre outras estrelas e bandas no elenco do festival.




















Janis Joplin no Monterey Pop
Festival: a futura estrela chega
para a apresentação, fotografada
em preto e branco por Nurit Wilde;
e no palco, em fotos de Paul Ryan.
Abaixo, Janis na lendária apresentação
no Festival de Woodstock, em foto
de Paul Fusco, e no palco, em
Nova York, 1967, fotografada
por Linda McCartney. A foto feita
por Linda seria depois reproduzida
no cartaz original do documentário
Janis, filme que teve roteiro e direção
de Howard Alk e foi lançado em
1974 nos cinemas, três anos após
a morte precoce de Janis


A partir daquela apresentação, a trajetória de Janis seria meteórica: em pouco tempo, faria shows e gravações memoráveis, em estúdio e ao vivo, para suas composições e para clássicos da canção de outras épocas, que já contavam com interpretações memoráveis de Billie Holiday, Bessie Smith, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong e outros grandes do Jazz e do Blues. Janis representava uma síntese que era o sonho de muitos de sua geração: reunia com talento inédito a tradição da música dos negros e o novo, com canções conhecidas encontrando na sua voz as versões definitivas – caso de “Summertime”, ária da ópera “Porgy and Bess”, de Ira e George Gershwin, que em 1969 ela apresentaria ao vivo pela primeira vez no Festival de Woodstock (veja mais em "Semióticas: A viagem de Woodstock").

Janis vivia na intensidade de suas canções, como contam os biógrafos. Em fevereiro de 1970, fez uma pausa na maratona de shows e gravações para passar uma temporada no Brasil, porque queria conhecer o Carnaval com o namorado, o roqueiro brasileiro Serguei. Janis morreria em outubro daquele ano, apenas três anos depois da estreia no Festival Monterey Pop. Tinha 27 anos e oficialmente sofreu uma overdose, em circunstâncias não totalmente esclarecidas. Estava no auge, mas havia lançado apenas quatro álbuns: “Big Brother and the Holding Company” (1967), “Cheap Thrills” (1968) e “I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama!” (1969), que ganharam capa e projeto gráfico de seu amigo, o cartunista Robert Crumb, e o póstumo “Pearl” (1971), lançado seis meses após sua morte.












Mitologia e cultura pop



Ao contrário de outros nomes do rock e da música pop, que também morreram jovens e deixaram incontáveis gravações inéditas, com Janis o acervo, ao que tudo indica, ficou concluído com as canções de “Pearl”, além das performances ao vivo na TV e em festivais, todas lançadas em vídeo e DVD. Janis também foi assunto de vários documentários, sendo o mais conhecido deles “Janis”, de 1974, com roteiro e direção de Howard Alk, que reuniu uma seleção de cenas de entrevistas, ensaios e apresentações ao vivo.

Janis também teve sua história romanceada no filme “The Rose”, de 1979, com roteiro e direção de Mark Rydell e tendo Bette Midler como protagonista. “The Rose” foi exibido nos festivais de cinema, ganhou prêmios e indicações ao Bafta, César, Globo de Ouro e Oscar, mas faltava nele o principal: Janis e sua música. Outra tentativa de reviver o mito Janis Joplin aconteceu há alguns anos com o musical da Broadway “Love, Janis”, baseado no livro homônimo escrito por Laura Joplin, irmã de Janis, mas a resposta do público não foi além das primeiras temporadas.







Viagem ao Brasil: Janis na praia de
Copacabana, Rio de Janeiro, em
fevereiro de 1970, fotografada por
Ricky Ferreira, e com o roqueiro
brasileiro Serguei. Abaixo, Janis no
Carnaval carioca, também em
fevereiro de 1970, e na Dinamarca,
em abril de 1969, fotografada
por Jan Persson









 

Agora a presença lendária de Janis está de volta com os novos filmes previstos para estrear em breve (“Janis: Little Girl Blue, Janis Joplin: Get It While You Can” e “The Gospel According to Janis”) e nos palcos, com “One Night with Janis Joplin”, espetáculo que vem sendo aclamado nos palcos dos EUA como “uma experiência musical com o melhor do rock'n'roll”. O espetáculo de teatro que se transforma em concerto de rock para trazer Janis de volta aos palcos só tem recebido elogios, talvez porque sabiamente o diretor e roteirista não tenha destacado o envolvimento áspero da cantora com álcool e drogas químicas. O destaque, unânime, tem ido muito além das páginas das publicações dedicadas exclusivamente à cultura pop.



Efeito de euforia



Depois da estreia, até o sisudo “The Washington Post” destacou na primeira página o sucesso surpreendente do musical sobre Janis: "É um espetáculo que vai seduzir grandes plateias porque tem muitos trunfos em seu favor. Este concerto de rock escrito e dirigido por Randy Johnson alcança seu efeito de euforia porque retrata, mais do que qualquer outra coisa, um romance: uma cantora apaixonada pelo abraço de sua multidão de fãs". Pelo repertório anunciado no espetáculo, parece mesmo difícil para um fã resistir ou ficar indiferente.






Trabalho em equipe: no alto,
Michael Joplin, irmão de Janis,
com Mary Bridge Davies e
Randy Johnson, a atriz principal
e o diretor do musical One Night
With Janis Joplin. Acima,
Mary Bridge Davies no palco


Randy Johnson concebeu para “One Night with Janis Joplin” um roteiro que tem breves passagens de encenações teatrais, para situar as plateias em detalhes biográficos da “peróla branca do Texas”, mas pelo que se pode ver nas prévias e trailers disponíveis on-line, é um espetáculo que centra o foco no que era mais importante para sua estrela: a música. E convence, porque todas as críticas se rendem às performances de todo o elenco e ao cuidado da produção, incluindo uma banda de veteranos no palco, liderada pelo diretor musical Len Rhodes.

O espetáculo criado e conduzido por Randy Johnson lança mão de um aparato multimídia que Janis não conheceu, incluindo projeções em telões, holografias e efeitos psicodélicos de neblina e luzes estroboscópicas. Ao final, uma apresentação de fogos de artifícios ainda surpreende o público do lado de fora do teatro. A estratégia: provocar uma experiência sensorial para reconstituir em pequenos e grandes detalhes as lendárias performances de Janis, que surge no palco incorporada pela atriz e cantora Mary Bridget Davies. A semelhança e o tom de voz impressionam as plateias, que cantam e dançam como se Janis estivesse em cena.





Janis e a história coletiva



Quando eu soube da estreia e do sucesso do espetáculo (atualmente em cartaz no Milwaukee Repertory Theater, em Wisconsin, nos EUA), tentei contato com a produção e com o diretor, explicando meu interesse de pesquisa por Janis e outros heróis de referência da Contracultura. A resposta de Randy Johnson foi de cortesia, mas sem muitos detalhes. Na breve resposta ao primeiro e-mail, Johnson disse que o projeto só se tornou realidade porque ele teve a sorte de poder contar com o “auxílio luxuoso” de dois irmãos de Janis, Laura e Michel Joplin, e que sua dedicação e veneração à lenda que Janis criou vem de longa data.

"Nestes dias em que a fama é instantânea e a verdadeira musicalidade é rara, a palavra 'artista' é uma afirmação muitas vezes mal utilizada”, escreve o diretor Randy Johnson. “Como estamos reféns de uma cultura pop que fabrica estes 'artistas' diariamente, eu sinto que nós devemos constantemente revisitar a nossa história cultural e explorar as forças autênticas que moldaram a paisagem de nossas vidas. Uma dessas forças autênticas para mim é Janis Joplin”.








Mary Bridge Davies traz Janis
de volta ao palco em "One Night
With Janis Joplin". Abaixo,
Janis em casa, em San Francisco,
em 1968, fotografada por
seu amigo Baron Wolman


Na definição precisa de Johnson, Janis faz parte daquela categoria rara de artistas que não dependem do artifício da publicidade nem do marketing intensivo para alcançar o grande público. “As pessoas gostam de dizer que Janis estava à frente de seu tempo. Não concordo. Eu acredito que ela estava certa na hora certa”, destaca Johnson.

A ambição maior de "One Night With Janis Joplin", segundo o diretor e roteirista, é resgatar um personagem que vai muito além do rock'n'roll. "Não estamos contando apenas a história pessoal de Janis, porque ela é parte da história coletiva e suas canções fazem parte da vida afetiva de muitos, no mundo inteiro. Também acredito que o mundo é um lugar melhor porque Janis esteve aqui por um momento. Por isso confio que o espetáculo traz consigo um pouco de Janis, um pedaço de seu coração, seu espírito e sua sabedoria".


por José Antônio Orlando.



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25 comentários:

  1. Ah, meu Deus! Que blog mais lindo, que página mais fantástica sobre minha amada Janis! Estou chapada. E feliz por ter chegado aqui. Posso morar neste blog Semióticas? Tudo lindo: Janis, Hendrix, Beatles, Woodstock, Pink Floyd, Bowie. Posso pedir que o próximo seja Jim Morrison e The Doors? Só posso agradecer por sua sabedoria e por ter chegado até este seu blog. Parabéns! Queria mesmo morar aqui neste Semióticas. Posso?

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  2. Luciana Nagib Salem24 de maio de 2013 15:53

    Realmente, Janis ganhou uma bela análise em uma bela página, como são todas as outras deste blog Semióticas. Alto nível. Parabéns.

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  3. Ola!
    Parabens!
    Ja estou seguindo seu blog!
    Estamos precisando de mais blogs assim. Com conteudo!
    Um grande beijo!

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  4. Mas que show! Nunca tinha encontrado uma abordagem tão apaixonada e tão lúcida sobre a Janis Maravilha! Parabéns! Tudo aqui neste blog é perfeito e faz a gente pensar que este Semióticas é um sonho. Agradeço muito e muito por esta forte emoção.

    Janice Milani

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  5. Se eu gostava da Janis, hoje garimpando pela net de blog em blog, achei o seu, e dizendo coisas da nossa rainha do rock, Janis Joplin. To fascinado, encantado com tanta paixão e fotografia. Parabébns mesmo ! Ja estou te seguindo é claro, e serei um fregues assíduo dessa página, onde une momentos agradaveis, boa musica e ótimas indicações de leitura.

    http://gagopoetico.blogspot.com.br/
    Grande abraço,
    Dan.

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  6. Nunca deixo mensagem em site nenhum, mas você e este Semióticas são exceções, meu querido José Antonio Orlando. Vou repetir suas palavras maravilhosas na entrevista que conclui este ensaio brilhante sobre porque Janis: Por isso confio que esta página do blog Semióticas traz consigo um pouco de Janis, um pedaço de seu coração, seu espírito e sua sabedoria.
    Gratidão eterna.

    Vanessa Rezende

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  7. -“Vai no Semióticas 1!” Vim. Além de reencontrar a Janis, que é o que é, viajei muito por aqui. Gostei muito de tudo o que vi. Tenho muito a viajar ainda... Parabéns!...

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  8. Amei. Ela é rainha. E este blog Semióticas vale ouro. Agradeço mil vezes.

    Sandro Marques

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  9. Janis é um sonho bom. Amo. Totalmente. Também amo este Semióticas, o melhor de todos!

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  10. Estou terrivelmente apaixonada por este blog Semióticas.
    Deus do céu! Nunca tinha encontrado nada igual, nem parecido
    Tudo aqui me encanta pela beleza e pela inteligência!
    Parabéns, autor de Semióticas. Virei sua fã desde a primeira visita.

    Aline Guimarães

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  11. Só tem um problema com este seu blog das Maravilhas: quando chego aqui perco a noção do tempo e fico viajando durante horas... Tudo fantástico. Parabéns.

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  12. Cliquei em um link no Facebook achando que fosse encontrar uma fotinha e um textinho trivial de legenda e o que eu encontro? Este seu ensaio maravilhoso sobre Janis e este blog inacreditável. Virei fã de carteirinha desde o primeiro clique. Amei tudo e estou viajando por aqui desde as sete da manhã. Parabéns demais. / Leila Ribeiro

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  13. Carlos Henrique Ribeiro19 de janeiro de 2014 12:19

    Uau, que beleza de perfil de minha musa encantada Janis! Mas este Semióticas não é um blog. Não acho certo dizer que é um blog. Isso aqui é uma revista eletrônica da melhor qualidade e do mais alto nível que eu conheço. Parabéns, José, autor de Semióticas. Tudo aqui é de uma sabedoria e de uma beleza sem fim. Também virei seu fã desde a primeira visita. Só posso agradecer.

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  14. Na vinda de Jannis ao Brasil ela passou 5 dias em Salvador Bahia, eu e mais 4 amigos fomos as pessoas que a acompanharam, tem uma matéria no Jornal Correio da Bahia de m31 de agosto de 2009 sobre esta estadia, além de falar sobre mim tem uma foto onde apareço. Sergio nFachinetti - Cafuné.

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    Respostas
    1. Muita linda a sua história, meu caro Sérgio Fachinetti. É uma história que eu já conhecia porque ouvi de amigos que também conheceram Janis pessoalmente. Invejo sua experiência e seu encontro lendário com Janis na praia do Rio Vermelho. Parabéns. E parabéns também pelo seu belo livro "Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da Academia do Mestre Bimba" - importantíssimo. Forte abraço e seja sempre muito bem-vindo.

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  15. O mais maravilhoso de todos os artigos que já encontrei sobre Janis. Imagens fantásticas e texto perfeito, apaixonante. Parabéns por esta maravilha, parabéns pelo site incrível. Amei.

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  16. Carlos Evaristo de Lima20 de agosto de 2014 17:31

    Tudo muito lindo. Parabéns. Semióticas ganhou mais um fã de de carteirinha.

    Carlos Evaristo de Lima

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  17. A minha primeira vez com Janis Joplin foi em São Paulo, em casa de amigos na Vila Madalena, "Me and Bobby Mcgee" . Fiquei fã, ouvi mil vezes, e continuo ouvindo.
    Sem prejuizo de Summertime, Mercedes Benz, Maybe...
    Guardo o LP como relíquia.

    Ela ficaria orgulhosa em estar aqui no Semióticas, da forma como José Antônio a expôs. História da Música. https://www.youtube.com/watch?v=N7hk-hI0JKw

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  18. Fascinante. Você consegue trazer a quintessência dos temas propostos.
    Em Janis Joplin visitei paisagens de um tempo inesquecível da vida, viajei no tempo,
    despertei sensações adormecidas na lembrança. A música de Janis, sua voz de soul penetram meus corredores emocionais com extrema suavidade. O que é o poder deste registro histórico que você nos oferece!...
    Parabéns! O Semióticas é uma obra de arte encantadora. Em todos os sentidos.
    Grande abraço,
    Carmen.

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  19. Que matéria mais linda incrível sobre minha musa Janis Joplin. Virei fã deste Semióticas na primeira vez que visito. Amei.

    Carolina Menezes

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  20. Você conseguiu traduzir o mais verdadeiro espírito que ilumina a voz e a presença de Janis Joplin. Que texto lindo, que imagens lindas, que blog mais lindo! Amei demais. Parabéns, José! Raphaella Nobre

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  21. Como de costume, excelente. Grato por compartilhar o conhecimento.

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  22. A grande diva de voz doce,marcante e inconfundível.
    Viva Janis Joplin!
    Viva Semióticas por tantas preciosidades!
    Edi Lopes

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  23. A história de Janis contada por você é simplesmente emocionante e com altas doses de filosofia, faz a gente pensar. Que história! Ontem assisti ao documentário Little Girl Blue no cinema e chegando em casa tive de voltar a esta página de Semióticas para esclarecer dúvidas e entender melhor a viagem de Janis. Agradeço, meu querido autor de Semióticas. Tudo aqui é lindo e inteligente e sim, emocionante!

    Sandro Fernandes

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