terça-feira, 27 de março de 2012

Resumo da ópera







Uma definição célebre de Jean de La Bruyère sobre o espetáculo da ópera, datada de 1691, também poderia servir como uma luva para explicar a magia do cinema, que ainda iria demorar três séculos para chegar às plateias. Segundo La Bruyère, "o que caracteriza esse espetáculo (a ópera) é que ele mantém o espírito, os olhos e os ouvidos em igual encantamento". Foi assim desde as origens: nas encenações dos gregos e outros povos na Antiguidade Clássica, séculos antes de Cristo, passando pela retomada e aperfeiçoamento do gênero na Europa da Renascença, as grandes montagens de ópera perseguem a ambição de renovar a ancestral aliança entre as artes visuais, a palavra e a música.

A definição sucinta e perspicaz do francês La Bruyère (1645-1696) – famoso por uma única obra, “Dos Personagens ou Costumes do Século” (1688) – indica que há séculos as engrenagens e estratégias adotadas em cena aumentam e embelezam a ficção, mantendo o espectador na doce ilusão que é todo o prazer do teatro e da arte, em última instância. As ideias de La Bruyère sobre o que em sua época era um novo gênero são citadas como ponto de partida pelo sábio Jean Starobinski em um livro essencial para quem se interessa pela complexidade da ópera: "As Encantatrizes", editado no Brasil pela Civilização Brasileira.





Resumo da ópera: acima, afrescos e
pinturas no teto do foyer da Ópera
de Paris, França. No alto, detalhe de
aquarela de Erich Lessing reproduzida
como ilustração na capa do livro
As Encantatrizes. Abaixo, uma imagem
da ópera nos trópicos: Teatro Amazonas,
em Manaus, inaugurado em 1896 






Embelezado pelas ilustrações de Karl-Ernst Herrmann e Erich Lessing, a edição em português do estudo do veterano pensador da Universidade de Genebra, Suíça, faz um passeio pelos grandes momentos da história do gênero operístico. O traço analítico de Starobinski encontra as origens do espetáculo e traça o “resumo da ópera”: seus grandes autores e compositores, os libretos que marcaram época e fizeram a glória de maestros, sopranos, tenores e barítonos.

 

Da tradição às novas linguagens



Rivalizando com o teatro, com o cinema e os espetáculos populares, a ópera, lembra Starobinski, já foi sentenciada como morta e acabada mais de uma vez, no passado recente. Mas sempre retorna, revigorada e surpreendendo plateias, seja em montagens tradicionais, seja na experimentação radical ou no investimento em novas linguagens e artifícios tecnológicos.

Linguista, filósofo, especialista em análises dos clássicos de Montaigne, Diderot e Rousseau, professor de literatura, de semiótica e de história da medicina, crítico literário e de artes plásticas, Starobinski, que nasceu em 1920, é celebrado nos meios acadêmicos como um dos principais pensadores vivos. No novo livro, persegue respostas para o "encantamento" que a ópera vem perpetuando através dos séculos e empreende um vigoroso diálogo com pensadores de diversas épocas.





Resumo da ópera: o lendário tenor
italiano Enrico Caruso (1873-1921),
fotografado como protagonista de
Rigoletto, de Giuseppe Verdi, na
montagem de 1904 do
Metropolitan Opera House de
Nova York. Caruso é apontado por
unanimidade como o maior nome
da ópera em todos os tempos.
Abaixo, o cartaz original da estreia
em 1854 da ópera "Rigoletto"






Sob o crivo intelectual de Starobinski, teatro, poesia, pintura, escultura, dança, música e todas as diversas manifestações híbridas da arte que convergem ao vivo para a realização da montagem operística são reveladas através da estrutura do conto de fadas. O “faz de conta”, ele alerta, é determinante para o encanto da montagem, que por sua vez influenciou outros gêneros através do tempo e está na origem do próprio espetáculo do cinema, com o qual a ópera rivalizou desde a primeira metade do século 20. 

Autor de “As Palavras sob as Palavras” (1971) e “A Invenção da Liberdade” (1964), entre outros estudos fundamentais lançados no Brasil, em “As Encantatrizes”, que foi publicado e premiado em seu país de origem em 2005, Starobinski abre a discussão sobre o gênero do espetáculo. Com instrumentos tomados de empréstimo dos estudos em história e filosofia, o autor busca o contexto e a estrutura intersemiótica das diversas encenações e retoma o surpreendente verbete "ópera" da primeira "Enciclopédia" organizada por Denis Diderot (1713-1784):





Resumo da ópera: no alto, capa do
libreto da ópera Carmen, de Bizet.
Acima, a diva Maria Callas (1923-1977).
Celebridade da ópera e contraponto
para Caruso, Calla é tida por unanimidade
como maior soprano de todos os
tempos. Na foto acima, Callas em 1953,
no papel-título de Tosca, de Puccini, na
montagem do La Scala de Milão, sob a
regência de Victor De Sabata, que teve
uma gravação de áudio considerada um
padrão internacional de excelência em
ópera. Abaixo, Callas em 1954 no
camarim do La Scala, onde estava em
cartaz com a ópera Norma, de Bellini
 



"É o divino da epopeia em espetáculo. Como os atores são deuses ou heróis semideuses, eles devem se anunciar aos mortais através de uma inflexão de vozes que ultrapasse as leis do verossímil habitual. Suas operações se assemelham a prodígios. É o céu que se abre, o caos, os elementos que se sucedem, uma nuvem luminosa que traz um ser celeste. É um palácio encantado que, ao menor sinal, desaparece e se transforma em deserto", aponta Diderot.



Uma certa sinestesia



Contra o esquematismo do enciclopedista, Starobinski argumenta que "uma ópera sem divindades nem feiticeiros, mas na qual as paixões são grandes e nobres, também pode responder à expectativa do encantamento". A investigação também recorre a Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), para quem a ópera se esforça por reunir todos os charmes das belas-artes na ação apaixonada.

"As partes constitutivas da ópera são o poema, a música e a cenografia", determina Rousseau, citado por Starobinski. Nas análises empreendidas pelo sábio do século 18, o autor de “As Encantatrizes” percebe uma atenção ao espetáculo que antecipa uma certa sinestesia de apelo simultâneo aos sentidos: "Pela poesia se fala ao espírito; pela música, ao ouvido; pela pintura, aos olhos, e o todo deve somar-se para comover o coração e levar ao mesmo tempo, através de diversos órgãos, a mesma impressão até ele".







Resumo da ópera: no alto, Maria Callas 
no teatro La Scala de Milão, Itália, onde
interpretou em 1955 a cortesã Violeta na
mais célebre montagem de La Traviata,
de Verdi. Acima, a maior intérprete lírica
brasileiras, Bidu Sayão (1902-1999),
grande sucesso internacional das décadas
de 1920 a 1950, quando se aposentou.
Na fotografia, Bidu Sayão em 1940, na
estreia de La Traviata no Metropolitan
de Nova York. Abaixo, a capa do libreto
original da estreia em 1870 de
O Guarani, de Carlos Gomes,
baseado no romance homônimo de
José de Alencar. "O Guarani" foi
o primeiro e ainda hoje o maior
sucesso internacional de uma
ópera de compositor brasileiro






A partir do século 19, destaca o autor de “As Encantatrizes”, a ópera escolherá seus personagens não somente no repertório da mitologia clássica, mas também na crônica social e mundana – em exemplos patentes como a cigana Carmen, que a partitura de Bizet adaptou da novela romântica de Prosper Merimée, ou a cortesã Violeta de "La Traviata", de Verdi, por sua vez baseada no romance "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas Filho – personagens que também tiveram versões memoráveis no último século no cinema e nos palcos de teatro do mundo inteiro.

As Encantatrizes” de Starobinski convida o leitor a uma extensa e sofisticada viagem no tempo, em visita a alguns dos principais compositores, suas obras e, claro, as grandes atrizes/cantoras – objeto central do estudo apresentado. As cenas políticas, sociais e estéticas da Europa do século 18 e 19 são desvendadas sob a ótica da ópera enquanto gênero de espetáculo, muitas vezes considerada como a melhor tradução para o espírito da época.







Resumo da ópera: do canto lírico
para a mise-en-scène dos estúdios
de Hollywood e do cinema europeu,
 a partir do alto, Greta Garbo e Robert
Taylor em cena de "Camille" (1936),
primeira versão do cinema falado para
o romance "A Dama das Camélias", de
Alexandre Dumas, também adaptado por
Verdi para La Traviata. Acima,
Rita Hayworth e Glenn Ford no filme
"Os Amores de Carmen", versão de 1948
de Hollywood para a ópera Carmen,
de Bizet. Abaixo, Vivien Leigh em
"Anna Karenina", filme de 1948, com
direção do francês Julien Duvivier,
baseado no romance do russo
Liév Tólstoi que teve sua primeira
versão para ópera em 1904, pelo
compositor italiano Edoardo Granelli.
Também abaixo, uma diva do
cinema italiano, Claudia Cardinale,
 no grandiloquente "O Leopardo", filme
de 1963 de Luchino Visconti, cineasta e
também diretor de suntuosos espetáculos
de ópera e de teatro. Em O Leopardo,
baseado no romance de Giuseppe
Tomasi di Lampedusa, Cardinale
contracena com Alain Delon (foto),
Burt Lancaster e grande elenco











Didático, minucioso, poético, Starobinski revela os bastidores da apresentação de espetáculos memoráveis, como as primeiras adaptações musicais dos dramas, tragédias e comédias de William Sheakespeare (1564-1616), assim como os sucessos instantâneos e duradouros de obras como “As Bodas de Fígaro” – imortalizada pela montagem em quatro atos, de Wolfgang Amadeus Mozart, que estreou em 1786, em Viena, com libreto em italiano.



Semiótica da recepção



Não por acaso citada por Starobinski entre as óperas mais populares de todos os tempos, “As Bodas de Fígaro” foi uma criação original do francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (1732-1700), também autor de “O Barbeiro de Sevilha”. Com seu estudo centrado na união das palavras “encantar” e “cantatriz”, em francês “enchanteresses”, como indica o título do livro, Starobinski percorre a trajetória dos grandes clássicos, mas justifica que escolheu retratar em destaque personagens sempre no feminino.

A figura feminina domina a cena e cada partitura que sobreviveu ao tempo, apesar de existirem protagonistas masculinos, também presentes na trajetória que o livro percorre, ainda que em segundo plano. Mais que um esforço de enumeração histórica, ao resgatar dos gêneros da narrativa e do espetáculo às questões de compasso musical e de perspectiva geométrica do campo de visão, “As Encantatrizes” vai muito além dos domínios restritos à ópera.






Contrastes da Ópera Contemporânea:
acima, Phillip Addis, Carla Huhtanen e
Patrick Jang em 2010, na montagem
de As Bodas de Fígaro, de Mozart,
patrocinada pelo Elgin Theatre de
Toronto, Canadá. Abaixo, Parsifal,
de Wagner, na montagem experimental
de 2005, realizada em Los Angeles,
sob o comando de Bob Wilson





Erudito ao extremo e narrador hábil, Starobinski alcança conceitos e teorias mais recentes sobre a Semiótica da Recepção, terreno que o italiano Umberto Eco e o francês Roland Barthes estenderam de forma pioneira às artes em geral e aos processos midiáticos e técnicos que proliferaram nas últimas décadas. Eco e Barthes também são lembrados e citados no mergulho em profundidade que Starobinski faz no mundo da ópera, assim como Erich Auerbach, René Wellek, George Steiner, Harold Bloom...

Na investigação esquadrinhada por Starobinski, poesia e teoria direcionam o entendimento acerca do fenômeno que o espetáculo há séculos perpetua: “Nas mais belas representações operísticas percebe-se a dupla energia de uma memória que persevera e de uma imaginação que inventa. No momento do espetáculo, e desde que a encenação não o prejudique, se produz o único encantamento no qual, nós, retardatários, somos admitidos”. 

 






Resumo da ópera: três nomes da ópera
italiana que marcaram o século 20 –– a
partir do alto, Renata Tebaldi (1922-1974),
que rivalizou com Maria Callas no posto
de maior soprano, paramentada como
Tosca, na montagem de 1951 do La Scala;
o tenor Luciano Pavarotti (1935-2007),
que popularizou a ópera e disputou
recordes de venda de CDs e DVDs com
estrelas do rock e da música pop; e o
mestre das montagens líricas e também
um dos grandes nomes do cinema,
Luchino Visconti (1906-1976), em
1963 (acima), durante as filmagens de
O Leopardo (acima), e com Maria Callas
e Leonard Bernstein (abaixo), em Milão,
em 1955, nos bastidores da montagem
da ópera La Sonnambula,
de Vicenzo Bellini








Ao final do percurso investigativo e analítico que Starobinski empreende em "As Encantatrizes", como nas melhores montagens dos clássicos presenciados ao vivo pelas plateias, resta ao leitor um sentimento que para alguns talvez possa ser definido como fascinação. Para outros, uma impressão difusa pela recompensa de ter encontrado nas teses do pesquisador de Genebra algumas respostas sobre a complexidade do estranhamento que o espetáculo operístico proporciona. 

Na conclusão que o autor alcança, depois das teorias e muitas trajetórias alinhavadas em pouco mais de 300 páginas, a fascinação dos sentidos e o encanto declarado pela complexidade se equivalem. Não por acaso, encanto e fascinação são os mesmos sentimentos que fazem a ópera transcender o passado e ainda assombrar o presente.


por José Antônio Orlando.


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Resumo da ópera: acima, dois momentos

distintos e históricos do canto lírico, com

a diva Maria Callas em “Habanera”, ária

da ópera Carmen, que a partitura do

francês Georges Bizet adaptou do

romance de Prosper Merimée; e

Luciano Pavarotti com Grace Jones

interpretando ao vivo, em 2002, em

Angola, África, uma ária da ópera

Werther, do francês Jules Massenet,

baseada no romance do alemão

Johann Wolfgang von Goethe





16 comentários:

  1. Diana Maria Mendes de Sousa27 de março de 2012 19:45

    Que coisa mais linda... Aprendi com esta sua página mais do que já li e ouvi a vida inteira sobre o sentido da ópera... Fiquei completamente encantada e estou aqui pensando onde seu blog vai parar, com tanta qualidade e tanta diversidade. Aliás, está muito errado chamar esta coleção de ensaios de blog... com tantas páginas tão diferentes entre si, tantos ensaios e entrevistas de primeira qualidade e tantas questões científicas atualizadas e dissecadas para alcançar todos os públicos com alto nível, esse Semióticas está mais para enciclopédia eletrônica... Você tem livros publicados, José? Quero mais. Virei sua fã de carteirinha... Parabéns, meu querido. Seu blog é o máximo!

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  2. Gostei muito e aprendi muito também. Seu blog é muito bom. Não conhecia a palavra sinestesia, mas pelo que entendi tem tudo a ver com a semiótica... Fiquei com muita vontade de ler o livro. E também de ler todas as páginas do seu blog. Parabéns. Tudo por aqui é um show e um convite à reflexão. Vou ter que voltar muitas e muitas vezes...
    William Dagoberto

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  3. Marcelo James Tavares28 de março de 2012 10:10

    Bela página, só pra variar. Queria ler um texto seu sobre "a maldição dos 27". Está nos seus planos? Tem todos os casos conhecidos do rock e da literatura, inclusive alguns brasileiros, como Noel e Torquato Neto. Pense nisto. Uma página sua sobre o assunto seria muito legal...
    Parabéns pelo belo trabalho. Este seu blog Semióticas é bom demais da conta, mais inteligente e melhor do que qualquer outro que já visitei.

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  4. As páginas do seu site sempre me deixam com vontade de ler o livro, ou de ouvir o disco, ou de ver o filme. Parabéns, José. Adoro visitar este site e aprendo muito a cada visita. Seu trabalho é muito bom. Beijos!
    Ludmilla de Assis

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  5. Poucas vezes vi um título ser tão adequado quanto este que você escolheu. Sua página realmente cumpre o que o título promete e apresenta um Resumo da Ópera. Parabéns. Seu blog Semióticas é simplesmente um espetáculo em todas as páginas, todos os textos, todas as imagens. Virei fã desde a primeira visita e volto sempre que estou na internet. Beijos e sucesso, sempre.

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  6. Que site é esse, José Orlando? Fiquei impressionado e convencido de que é um espaço nobre, recomendado para muitas e muitas visitas. Comecei por esta página e fiquei sem rumo, com tantas matérias interessantes, cada uma mais sofisticada e sedutora que a outra. Parabéns. Tudo por aqui é um show!...

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  7. Desde da faculdade sou fã da Semiótica, pois estudei na disciplina Teoria da Comunicação... este blog é um oásis para quem gosta do assunto...
    Gostaria de ler aqui uma leitura semiótica do desfile da escola de samba, pois tenho um site que divulga o carnaval e as escolas de samba do Brasil todo, visite: rotadosamba . com
    Parabéns Prof. Orlando!!

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    Respostas
    1. Muito grato pelos elogios, meu caro Celso Carpinetti. É isso mesmo. Em muitos cursos, seja na área de humanas ou de exatas e biológicas, a disciplina "Semiótica" é apresentada como parte do conteúdo de "Teoria da Comunicação" ou de "Sociologia". Deveria ser uma disciplina isolada, sem dúvida. Sobre o desfile das escolas de samba: há referências e belas imagens aqui no blog sobre o assunto, nas páginas seguintes...

      "Momo do Brasil"
      http://semioticas1.blogspot.com.br/2011/11/momo-do-brasil.html

      "Antigos carnavais"
      http://semioticas1.blogspot.com.br/2012/02/antigos-carnavais.html

      Seja sempre bem-vindo!


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  8. Professor um trabalho tão meticuloso e extenso de pesquisa traz uma luz, revelação e torna-se emocionante. Parece-me que em conjunto com seu requinte que vão das percepções dos frisos e dos detalhes, da sutil didática que acredito que não seja apenas de Starobinski ao bom gosto reconhecido das extraordinárias personalidades artísticas que o mundo já conheceu! Obrigado por contribuir com seu conhecimento!Generosamente agradeço

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  9. Preciso registrar aqui que poucas vezes encontrei um site com textos e imagens tão inteligentes e elegantes. Não dizem que há pessoas elegantes e pessoas enfeitadas? Aqui neste semióticas só encontrei o primeiro tipo.

    Ou, melhor ainda, lembrei daquele comentário do mestre Machado de Assis, dizendo que “a vida é uma ópera bufa, com intervalos de música séria”. Aplicando aqui a sabedoria de Machado, eu diria que este Semióticas faz parte dos intervalos de música séria.

    Parabéns, José Antonio Orlando. Tudo aqui é só excelente.

    Lorena Scortecci

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  10. Achei excelente a abordagem feita à trajetória da ópera, a relação dela com as outras artes e tudo com boas citações e imagens. Eu, que gosto muito de ópera, passei a gostar mais (principalmente com tantas referências a Maria Callas, minha cantora predileta). Felicidades e muito sucesso!

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  11. Fantástico teu blog. A forma como voce conduz, seja qual for o tema, é brilhante. Eu reservo este momento para ler e refletir, um momento único. Obrigada

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  12. José Luís Ramos Costa19 de setembro de 2013 12:23

    Encontrei aqui muitos elogios de leitores, mas não resisto a registrar mais um: este blog Semióticas é um espet´culo, sem comparação com nenhum outro que conheço. Seu trabalho é impressionante, José Antônio Orlando. Invejo seu talento e sua inteligência. Virei fã de carteirinha.
    Parabéns, parabéns! Sorte e vida longa!

    José Luís Ramos Costa

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  13. Um luxo total. Parabéns pela sabedoria compartilhada. Virei fã.

    Camila Gonçalves

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  14. Leila Maria dos Santos3 de setembro de 2016 17:07

    Que espetáculo! Parabéns por esta beleza de matéria (e de aula) sobre a óPera e pelo blog Semióticas em tudo, pois tudo que encontrei por aqui é maravilhoso.

    Leila Maria dos Santos

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