quinta-feira, 29 de março de 2012

Lampião no cinema











O fotógrafo e mascate libanês Benjamin Abrahão Botto teria passado à história como amigo, secretário e confidente do mítico Padre Cícero Romão Batista (1844-1934), o Padim Ciço da devoção popular nordestina, se não tivesse investido numa aventura que por muito pouco lhe custou a vida na década de 1930: enquanto mascateava e prestava serviços itinerantes como fotógrafo lambe-lambe, Benjamin Abrahão foi criando coragem para ir ao encontro do lendário Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938), vulgo Lampião, líder do bando de cangaceiros que espalhava o terror pelo sertão.

A aventura do mascate acabou rendendo as únicas imagens registradas em filme e fotografias de Lampião e seu bando. Mas os objetivos de Abrahão, ao que se sabe, não eram dos mais nobres: a intenção era infiltrar-se entre os cangaceiros para fazer as imagens e angariar fortuna com a venda do filme e das fotografias para jornais e revistas do Brasil e de outros países. 

O desfecho da aventura foi um golpe da sorte e do acaso, já que a intimidade com Padim Ciço serviu para salvar a vida do mascate no primeiro encontro com o bando de foras-da-lei. Abrahão sobreviveu à fúria do bando graças à sua iniciativa de caso pensado de invocar o nome do religioso: ele sabia que Lampião era devoto do padre e temeroso respeitador de suas crenças e conselhos.


 


 
O encontro do mascate Benjamin Abrahão com
o bando do capitão Virgulino Lampião em 1936:
no alto e acima, o mascate posa com o bando, em
fotografia tirada pelo cangaceiro Juriti. Da esquerda
para a direita, estão Vila Nova, um não identificado,
Luís Pedro, Benjamin Abrahão (à frente), Amoroso,
Lampião, Cacheado (ao fundo), Maria Bonita, mais
um cujo nome que não foi identificado e Quinta-Feira.
Acima e abaixo, Lampião e sua Maria Bonita



 







Em Juazeiro do Norte, Benjamin Abrahão havia presenciado o único encontro entre Lampião e Padre Cícero em 1926, ano em que a Coluna Prestes, liderada pelo militar e político Luis Carlos Prestes (1898-1990), percorria o interior do Brasil desafiando o Governo Federal. Na intenção de combater as tropas de Prestes, que seguiam se embrenhando pelos confins do sertão, Padre Cícero e outros líderes regionais convocaram a ajuda das forças de Lampião e seu bando, com a promessa de que em troca todos receberiam anistia por seus crimes e o líder do grupo teria uma patente de capitão.

A versão mais conhecida da história aponta que o bando de Virgulino deixou Juazeiro do Norte sem nunca ter enfrentado a Coluna Prestes. O mascate, na época secretário de Padre Cícero, fez uma única foto do religioso ao lado do chefe dos cangaceiros e, desde então, passou a acalentar os planos da ambição de filmar e fotografar Lampião e seu bando para, de posse das imagens, fazer fama e fortuna. 

Comerciante de tecidos, perfumes, bugigangas e miudezas, Abrahão nasceu no Líbano, território na época dominado pelo Império Otomano, em 1890, e havia aportado no Brasil em 1915. Sem dinheiro e sem rumo, primeiro decidiu tentar a sorte em Recife, depois seguiu para Juazeiro, atraído pela oportunidade de ganhar a vida no comércio resultante da frequência dos romeiros que buscavam Padre Cícero.





Padre Cícero aos 80 anos, em 1924, em fotografia
atribuída a Benjamin Abrahão. Abaixo, o padre em
1929 ao lado de seu secretário, que mais tarde
trocaria as funções na igreja de Juazeiro do Norte 
pela atividade de mascate e fotógrafo ambulante






Letrado e hábil negociante, Abrahão terminou por conseguir, em Juazeiro do Norte, o posto de secretário de Padre Cícero. Exerceu a função por 10 anos consecutivos. Depois, com a morte do líder religioso, em 1934, Abrahão partiu para uma empreitada sem rumo pelo sertão, na tentativa de encontrar o bando. Quando conseguiu chegar ao acampamento onde estavam os cangaceiros, foi salvo pela fé em Padre Cícero. Clamando para não ser morto, apelou para a devoção pelo religioso e conseguiu: teve a vida poupada e recebeu pousada no grupo.

Lampião, vaidoso, ainda permitiu que o mascate registrasse as imagens que imortalizaram o bando de cangaceiros nas estampas de jornais e revistas durante o Estado Novo. As fotografias foram disputadas pela imprensa da época e mobilizaram o público nas principais capitais, enquanto o filme de Abrahão atiçava a curiosidade popular e chegou a ser exibido em Fortaleza. Mas em maio de 1938 o mascate acabou assassinado a facadas – um crime nunca esclarecido – e o filme foi apreendido a mando do presidente Getúlio Vargas.



Imagens lendárias



As únicas imagens do lendário Lampião e seu bando, filmadas pelo mascate libanês, acabaram sendo localizadas no final da década de 1950, quando a instalação da Fundação Getúlio Vargas recuperou para o acervo os arquivos do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), o órgão de censura do Estado Novo. Depois disso as cenas registradas por Abrahão, por duas décadas consideradas perdidas, vieram a público quando foram inseridas em dois documentários em curta-metragem: “A Memória do Cangaço”, realizado em 1965 por Paulo Gil Soares e Thomas Farkas, e “A Musa do Cangaço”, que José Umberto Dias dirigiu em 1982.








No alto, Benjamin Abrahão fotografado por
Juriti, com Lampião e Maria Bonita. Acima,
Juriti, Nenem (sentada), Luis Pedro e Maria Bonita.
Abaixo, Maria Bonita, que foi descrita pelo mascate
Benjamin Abrahão como "uma moça encantadora";
e Benjamin Abrahão tomando notas, junto ao bando
de Lampião, fotografado pelo cangaceiro Juriti

 







As imagens que mostram o verdadeiro Lampião e seus cangaceiros registrados por Benjamin Abrahão também são o ponto de partida para “O Baile Perfumado”, de 1997, longa-metragem de estreia dos diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Além de seus méritos inegáveis, que renderam prêmios em festivais no Brasil e em outros países, o filme de Caldas & Ferreira traz como acréscimo esta preciosidade: a íntegra das imagens originais (cerca de 12 minutos) do bando, registradas pelo mascate em suas andanças pelo sertão nordestino, na época em que Lampião imperava e apavorava como Rei do Cangaço.

O Baile Perfumado” parte das imagens documentais do mascate (interpretado por Duda Mamberti) e faz delas passagem cenográfica em várias sequências, lançando mão das filmagens realizadas na mesma região que na primeira metade do século 20 foi adotada como refúgio pelos bandos de cangaceiros. O roteiro segue as andanças de Abrahão e o dia a dia de Lampião e seus homens nas localidades áridas da caatinga, entre os estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia. 








 
Paulo Caldas e Lírio Ferreira, que publicaram também em 1997, na Revista Cinemais, um longo ensaio sobre o encontro de Abrahão com Padre Cícero e Lampião (“A modernidade, a tradição e a vaidade de Lampião”), realizaram um filme inspirado em que a ficção dialoga com o documental. As imagens autênticas registradas por Abrahão pontuam a narrativa, enquanto a reconstituição realista e ficcional com os atores mostra o contexto da ação do bando, com o estreante Luis Carlos Vasconcelos incorporando em minúcias o célebre capitão Virgulino Lampião.

Alternando com as cenas coloridas da ficção, que em algumas sequências vão perdendo cores para se fundir às imagens da década de 1930, as cenas documentais de Abrahão registram o verdadeiro Rei do Cangaço. Na intimidade, Lampião surge maravilhado com a modernidade das câmeras e das filmagens, tomando uísque, banhando-se em perfume francês e festejando as conquistas em bailes com Maria Bonita e as outras mulheres do bando, daí a origem do título “O Baile Perfumado”.





No alto, fotograma extraído do filme de Benjamin
Abrahão, com Lampião à frente do bando; acima
e abaixo, cenas de O Baile Perfumado, com
Luis Carlos Vasconcelos no papel de Lampião






O Baile Perfumado



Na época do lançamento do filme em Belo Horizonte, em agosto de 1997, entrevistei o diretor Lírio Ferreira para o jornal “O Tempo”. Entusiasmado com a acolhida favorável da crítica e do público nos festivais de Gramado e de Brasília e nas capitais onde o filme já estava em cartaz, o diretor comemorava também os convites para uma extensa agenda de exibição em mostras importantes em outros países. Nos próximos meses, o filme iria competir e ganhar prêmios nos festivais internacionais de cinema de Havana e em Nova York, Toronto e Biarritz, entre outros.

Optamos por uma abordagem que fosse pouco convencional, até porque o cangaço já rendeu alguns grandes clássicos do cinema brasileiro, como os dois filmes do Glauber – 'Deus e o Diabo na Terra do Sol' e 'O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro' – e 'O Cangaceiro', de Lima Barreto”, explicou Lírio Ferreira. Na entrevista, o diretor também anunciou o lançamento do filme em vídeo e a publicação do roteiro, em edição ilustrada, pela Gryphus/Forense. O lançamento em vídeo quase simultâneo à exibição no cinema, assim como a edição do roteiro, era feitos raros a serem comemorados numa época que hoje é lembrada como a retomada do cinema brasileiro.





Esta recepção tão positiva não poderia ter sido melhor. Foi muito além de qualquer expectativa otimista que poderíamos ter, ainda mais que é o primeiro longa-metragem para mim e para o Paulo Caldas na direção e também o primeiro longa para a quase totalidade da equipe e para os atores principais”. Segundo Lírio Ferreira, a figura de Benjamin Abrahão e sua história de aventura e pioneirismo sempre exerceu um fascínio muito forte sobre quem se interessa por cinema, principalmente no Nordeste do Brasil.

Aqui nas cidades do Sudeste são poucos os que conheciam a história do mascate que arriscou a vida para filmar o bando de Lampião", explicou o diretor. "Mas o Benjamin Abrahão sempre foi uma figura mítica para os estudantes de cinema de todos os estados do Nordeste. Talvez pela proximidade geográfica com aqueles cenários da caatinga e do São Francisco, e também pelo envolvimento do Padre Cícero nesta história. Eu e o Paulo Caldas e várias gerações de estudantes do Nordeste crescemos ouvindo as histórias de Lampião, do Padim Ciço. E a existência desse personagem libanês, mascate, que viveu a aventura de se embrenhar no sertão para filmar o bando de cangaceiros precisava virar filme”. 




Foi durante a entrevista que o diretor recebeu por telefone o informe que contabilizava os bons resultados de bilheteria de “O Baile Perfumado” nas primeiras semanas de exibição no Rio e em São Paulo. Animado com os resultados de bilheteria, segundo ele surpreendentes, Lírio Ferreira ainda enumerou alguns de seus próximos projetos individuais e um próximo e acalentado longa-metragem, que também seria dirigido a quatro mãos em parceria com Paulo Caldas.



Trilha do mangue beat



O principal projeto é um roteiro ambicioso, que estamos adiando, mas que promete render um grande filme, Será uma ficcionalização sobre a invasão holandesa no Brasil, no século 17, que tem um certo parentesco com 'O Baile Perfumado' porque vai reunir a mesma mistura de reconstituição de época em forma de ficção e muita coisa de documentário, culminando com a chegada de Maurício de Nassau ao Nordeste”, revelou Ferreira. Hoje, 15 anos depois daquela entrevista, tudo indica que o projeto original e grandioso ainda permanece no papel.

Em “O Baile Perfumado”, apontado como um dos grandes momentos da retomada do cinema nacional, depois do desastre do Governo Collor e do fechamento da Embrafilme, em 1994, ao virtuosismo do roteiro, da edição, dos movimentos de câmera e dos enquadramentos surpreendentes, Lírio Ferreira e Paulo Caldas acrescentaram a ousadia de um elenco afinado e muito convincente, sendo que à época quase todos eram desconhecidos do grande público.




Outro trunfo do filme está na surpreendente trilha sonora – que se tornaria uma coleção instantânea de clássicos do “mangue beat”, assinada por Chico Science (foto acima), Fred Zero Quatro e Lúcio Maia, integrantes das bandas Nação Zumbi e Mundo Livre. Foi outra estratégia pouco usual no cinema nacional que trouxe pioneirismo à empreitada de sucesso de “O Baile Perfumado”: o lançamento da trilha em CD simultâneo à chegada do filme às salas de exibição.

Depois do filme de ficção que resgatava as imagens originais de Lampião e seu bando feitas pelo mascate libanês no sertão nordestino, Lírio Ferreira e Paulo Caldas continuaram na realização de longas-metragens. Caldas, paraibano de João Pessoa, lançou em 2007 “Deserto Feliz”, pelo qual venceu os prêmios da crítica e do júri popular no Festival de Gramado, além de competir no Festival de Veneza, em 2000, com o documentário “O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas”.

Caldas também realizou “O País do Desejo”, ainda inédito, e escreveu o roteiro de “Cinema, aspirinas e urubus” (2005), em parceria com Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Dirigido por Marcelo Gomes, o longa foi selecionado para a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, e venceu o prêmio especial do júri no Festival do Rio. Lírio Ferreira, também paraibano de João Pessoa, escreveu e dirigiu mais três filmes que merecem destaque na safra recente do cinema nacional: “Árido Movie” (2006), “Cartola – Música para os Olhos” (2006) e “O Homem que Engarrafava Nuvens” (2009).


por José Antônio Orlando.


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Filmografia do Cangaço


De “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, premiado em Cannes e um dos grandes sucessos internacionais do cinema brasileiro, até "O Baile Perfumado", um total de 15 longas-metragens nacionais tiveram o cangaço como tema central. Confira a lista:
  1. O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto
  2. A Morte Comanda o Cangaço” (1960), de Carlos Coimbra
  3. Três Cabras de Lampião” (1962), de Aurélio Teixeira
  4. Lampião, o Rei do Cangaço” (1962), de Carlos Coimbra
  5. Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963), de Glauber Rocha




  6. O Lamparina” (1963), de Glauco Mirko Laurelli
  7. Entre o Amor e o Cangaço” (1965), de Aurélio Teixeira
  8. Cangaceiros de Lampião” (1967), de Carlos Coimbra
  9. Maria Bonita, Rainha do Cangaço” (1968), de Miguel Borges
  10. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), de Glauber Rocha




  11. Quelé do Pajeú” (1970), de Anselmo Duarte
  12. O Cangaceiro Trapalhão” (1983), de Daniel Filho
  13. Corisco e Dadá” (1996), de Rosemberg Cariry
  14. O Cangaceiro” (1997), de Aníbal Massaini Neto
  15. O Baile Perfumado” (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira



14 comentários:

  1. Seu blog é muito bom e esta página sobre Lampião me deixou emocionada. Meu avô tinha na parede do quarto um quadro com esta foto que abre sua página e uma frase que era mais ou menos assim: Quando cubro um macaco na mira do meu rifle, ele morre porque Deus quer; se Deus não quisesse, eu errava o alvo...
    Triste e cruel, mas retrata uma sabedoria popular que está se perdendo para sempre, que o tempo está substituindo por referências estrangeiras completamente descaracterizadas. Vem daí a urgência e a importância de valorizar trabalhos científicos e jornalísticos como este que você apresenta no blog.
    Parabéns, José Antonio Orlando. Além de resgatar a história e de reunir imagens que comovem a gente, você vai fundo na entrevista com o diretor e no contexto do cangaço. E ainda traz uma lista de filmografia que eu, que sempre fui apaixonada pelo assunto, nunca tinha visto.
    Cada página do seu blog parece uma monografia, muitas monografias... Virei sua fã incondicional. Beijos!

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  2. Adoro essa história e o filme do Lírio Ferreira e do Paulo Caldas é um dos meus preferidos no cinema nacional. Sem contar a trilha sonora dele só com coisas bacanas do mangue beat. E você contou a história de um jeito que eu ainda não tinha entendido, mesmo tendo assistido O Baile Perfumado várias vezes. Parabéns, José, seu blog é um show!

    Marcelo Vidal

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  3. José, PARABÉNS!!!
    Ler você é sempre um prazer, seus textos são viagens, cada linha, cada imagem são pontos de parada, hora de colocar na mochila a mais valiosa das bagagens, cultura.
    Encantada sou, pela leveza e clareza com que escreves.
    Do Líbano ao Sertãotu vais como um pescador, cada rede jogada uma informação traduzida em poéticas linhas e imagens, nos dando assim a possibilidade de navegar pelo comércio, pelo cangaço, pela igreja, pela fotografia e pelo cinema, enfim pela HISTÓRIA. Abraços e muita LUZ!!!!
    Benilde

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  4. Valdir de Carvalho Benevenuto30 de março de 2012 11:10

    Nossa... que história mais bonita. Esse seu blog Semióticas é um show José Orlando. Juro que fiquei emocionado com o texto e as imagens. Parabéns, mestre!

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  5. Fiquei muito feliz quando vi que um amigo meu no Facebook compartilhou uma foto do seu blog. Acessei e descobri que seu blog é um espetáculo. Por incrível coincidência, estou desenvolvendo meu mestrado sobre as fotos e o filme do Benjamin Abrahão e seu post aqui no blog, perfeito, acrescenta informações inportantes ao que eu já tenho pesquisado.
    Entre outras, sabia do filme do Caldas e do Lírio Ferreira, mas não sabia do texto que eles publicaram e que você cita como “A modernidade, a tradição e a vaidade de Lampião”. Sabe onde posso encontrar o texto ou a revista em que ele foi publicado? Acabei de enviar meus contatos para seu e-mail e aguardo retorno. Aqui na escola temos a possibilidade de enviarmos um convite para uma conferência sua aqui no Recife. Você aceita?
    Parabéns, José, seu blog é muito muito bom. Estamos aqui morrendo de inveja...
    Paulo Reis

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  6. Muita bagagem hein mestre....agora sobre o espirirot oportunista do fotografo libanes...ah, isso e de qlq fotografo ne! Pois alem de querermos capturar o olhar que ninguém viu, também queremos ganhar dinheiro...queremos que muitas pessoas vejam o que o sequestrador de imagens viu. E isso me lembra da sua primeira sugestão para a minha leitura sobre a signo fotografico...falo da Cãmara Clara que começa com a foto do filho ou sobrinho de napoleão (nao me lembro ao certo) que disse Barthes: vejo os olhos de quem viu o imperador!! Abraços.

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  7. Domingo (03) no metrópoles da TV cultura, assisti uma reportagens sobre o libanês e suas aventuras na busca de fotografar os cangaceiros. Apresentaram também, um livro iconografia do cangaço. Bacana essa história. Parabéns

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  8. Rodrigo Veríssimo16 de junho de 2012 17:53

    Material nota 10. Tudo perfeito, bem fundamentado, muito bem escrito, bonito. Seu blog é um show!
    Rodrigo Veríssimo

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  9. ola gostei da matéria pude conhecer um pouco da vida de lampião o qual ouso falar desde pequeninho gostei.

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  10. Minha bisavó Hercília conheceu o famoso fotógrafo Benjamin e sabe porque ele foi assassinado a facadas? Pelo fato de espalhar comentários maldosos e contrariando os milagres que ocorreram na presença do Pe Cícero, referindo a eles como armações, mesmo alguns sendo feitos sem sua permissão, mas o padre não desmascarava e mantia a farsa como verdadeira.

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  11. Esse blog é simplesmente incrível!

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  12. Que maravilha, José! Este seu Semióticas é um show em todas as páginas. Que bom que te encontrei, meu querido. Virei sua fã desde a primeira visita. Este seu estudo sobre Lampião, o cangaço e o fotógrafo Benjamin, vale por um livro e por um curso inteiro. Enviei e-mail para você. Espero muito que você autorize a publicação. Parabéns!!!
    Denise Guimarães

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  13. Jéssica Maria Alves20 de outubro de 2015 13:56

    Cheguei até aqui porque cliquei em um link sobre Yoná Magalhães que vi no Facebook e preciso dizer que foi uma descoberta ma-ra-vi-lho-sa!!!
    Este ensaio sobre Lampião no Cinema é de tirar o fôlego, pelas informações, pelo texto impecável, pela pesquisa e pelas imagens lindas. Mas não é o único. Pelo que estou vendo, tudo por aqui é simplesmente incrível!
    Parabéns, José Antonio Orlando. Este Semióticas é simplesmente genial.
    Ganhou mais uma fã de carteirinha!

    Jéssica Maria Alves

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  14. Carlos Francisco Martinez29 de outubro de 2017 14:39

    Parabéns pelo alto nível. Vale por uma aula de cinema e jornalismo. Imagens maravilhosas, um achado, editadas com cuidado de trabalho científico, e sua filmografia do cangaço é perfeita. Seu blog Semióticas ganhou mais um fã de carteirinha.

    Carlos Francisco Martinez

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