sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O mundo segundo Tom Jobim







Tem algo de estranho e de extremamente familiar em “A Música segundo Tom Jobim”. Não é um documentário no sentido tradicional, com entrevistas, narração em off, texto na tela. Na verdade, não há nenhum texto, nenhuma entrevista, nenhuma narração. Parece mais um show, ou antes um concerto: somente a beleza das canções de Tom com ele mesmo e com dezenas de grandes intérpretes do Brasil e de outros países. Um detalhe que faz toda a diferença para embalar as melhores lembranças dos admiradores de Tom e da boa música: os créditos identificando canções, intérpretes, datas e outras referências só aparecem no final do filme...

Encontrei o diretor Nelson Pereira dos Santos após a sessão especial para convidados em Belo Horizonte, no Diamond Mall. Foi uma breve entrevista, que por sorte continuou na manhã seguinte, pelo telefone, com o cineasta a caminho do aeroporto. Começo a conversa comentando sobre a estranheza do formato do documentário e pergunto qual foi o modelo, se há outro filme que segue esta mesma estrutura narrativa.

Não verdade não há outro filme assim. Acho que inventamos um novo modelo que não havia sido realizado antes”, ele diz, bem-humorado e feliz com a recepção emocionada da plateia de convidados que incluía imprensa, músicos e a família de Tom – sua irmã Helena, que mora há alguns anos em Belo Horizonte, e os netos, entre eles Dora Jobim, que dividiu com Nelson a direção do filme. “Mas não foi uma invenção premeditada”, alerta o cineasta, realizador de “Vidas Secas” (1963) e outros clássicos de primeira linha do cinema no Brasil. 




Durante nossas tentativas de encontrar uma linguagem original para apresentar este filme, nos trabalhos de produção e no processo de edição, este novo formato foi se impondo", explica o diretor. "Chegamos a produzir uma narração em off, depois descartamos e começamos a gravar depoimentos do Chico Buarque, que seriam uma forma de apresentar cada uma das cerca de 40 canções selecionadas. Mas também descartamos quando percebemos que cada canção falava por si só e tudo ficou mais espontâneo".

Nelson Pereira dos Santos recorda que foram muitas tentativas antes de encontrar o caminho para que o documentário apresentasse sua linguagem original. "Tentamos várias opções para a narração. Todas foram descartadas porque soavam repetitivas. Até que veio o formato definitivo, sem nenhuma narração, com maior espaço para a música e as imagens em fusões e sobreposições”, explica o diretor, que também anuncia para o início de 2013 um outro documentário sobre Tom Jobim, agora no formato tradicional.

Nelson destaca que o segundo filme, na verdade, ficou pronto antes deste “A Música Segundo Tom Jobim”. O título do outro filme é 'A Luz do Tom' e ele foi feito primeiro. É um projeto meu e do Marcos Altberg e tem como foco três mulheres da maior importância na vida e na música do Tom. O outro documentário reúne os depoimentos das três, cada uma em seu espaço. São elas a Helena Jobim, irmã do Tom e autora de uma biografia sobre ele, mais a Thereza de Otero Hermanny, primeira namorada do Tom, primeira esposa e mãe do Paulo Jobim. E também a última esposa, a Ana Lontra Jobim, que acompanhou o Tom nos discos e nas turnês com a Banda Nova. Este segundo projeto vai estrear no início do próximo ano, assim que conseguirmos lugar na agenda dos blockbusters que dominam a programação dos cinemas”.






Pergunto por que motivo  “A Música Segundo Tom Jobim” foi lançado antes, se foi feito depois de “A Luz do Tom”. Nelson explica que preferiu lançar o filme musical primeiro. “O musical tem mais apelo de público, porque todo mundo no mundo inteiro conhece as músicas do Tom e não tem como não se encantar. O primeiro documentário vai ser também uma espécie de campanha de divulgação para o segundo filme”, ele diz.

Pergunto também sobre a ausência mais sensível neste “A Música Segundo Tom Jobim”: João Gilberto, o principal nome da Bossa Nova e para muitos o intérprete mais importantede todos para as canções de Tom. Isso foi um problema. Mas, na verdade, João Gilberto aparece logo nas primeiras cenas do filme, quando apresentamos os primeiros passos da Bossa Nova. João aparece em segundo plano, tocando violão enquanto Elizeth Cardoso canta. Também aparece na imagem da capa do disco 'Chega de Saudade' e em uma fotografia de um texto do próprio Tom sobre ele".

Segundo Nelson, o impedimento de uso das imagens de João Gilberto foi devido a uma questão de direitos autorais. "Todo o material disponível com imagens do João Gilberto interpretando canções do Tom Jobim está comprometido com outro filme, também um documentário, que o próprio João está produzindo e que também deve ser lançado em breve. Queria muito ter incluído as imagens do João Gilberto cantando algum dos clássicos que fizeram a história da Bossa Nova, mas infelizmente não foi possível”, confessa o cineasta.






No alto, João Gilberto e Tom Jobim,
amigos desde o final da década de 1950.
Acima, um sexteto invejável nos primórdios
da Bossa Nova, fotografado em Nova York,
em 1964: Stan Getz, Milton Banana,
Tom Jobim, Creed Taylor e o casal
João Gilberto e Astrud Gilberto.
Abaixo, Tom com Dorival Caymmi
no Rio de Janeiro em 1964


 


Depois da justificativa do diretor sobre João Gilberto, pergunto sobre a outra ausência também marcante do documentário: a falta de Astrud Gilberto. Por que nenhuma sequência com Astrud, primeira esposa de João Gilberto e primeira intérprete das canções de Tom Jobim em inglês, no mercado internacional, ainda no começo da década de 1960?

“Ah, a Astrud... Foi outro problema, porque há muito pouco material disponível com imagens dela cantando e a negociação dos direitos autorais acabou não acontecendo a tempo. Não foi possível, ao contrário de todos os outros que aparecem no filme, com as negociações dos direitos que foram muito mais tranquilas, incluindo Elis Regina e todos os brasileiros e aqueles grandes nomes do jazz e da música internacional, de Frank Sinatra a Ella Fitzgerald, Sarah Vaughn, Errol Garner, Oscar Petterson, Judy Garland, Henri Salvador, Sammy Davis Jr. e todos os outros", explica. Segundo Nelson, todos os herdeiros cederam os direitos das imagens, sem fazer nenhuma grande exigência.





















No alto, algumas da imagens que surgem
intercaladas às canções do documentário
A Música Segundo Tom Jobim: Tom
em Ipanema, na década de 1970, e com
Chico Buarque, Vinicius de Moraes,
Elis Regina, Frank Sinatra. Acima,
Dora Jobim, neta de Tom, e Nelson
Pereira dos Santos no lançamento do
filme. Abaixo, Pixinguinha ao piano 
e Tom Jobim na flauta, fotografados
durante a visita que Pixinguinha fez
a Tom em 1971, na casa da Rua
Codajás, no Leblon, Rio de Janeiro






 
Para concluir a entrevista, pergunto sobre a preferida do cineasta entre todas as canções que têm a marca de Tom Jobim. Ele esboça uma gargalhada, faz uma breve pausa e diz que são todas. “Todas são lindas, cada uma mais que a outra. Mas na verdade o que acontece comigo acho que acontece com todo mundo, pois cada dia tenho uma preferida. Ou melhor, depende do dia, depende da hora, depende do estado de espírito. Mas são todas lindas”.

Sobre seus próximos projetos no cinema, depois de ter dedicado os últimos anos ao mergulho em profundidade na música e na Bossa Nova, através dos dois documentários sobre Tom Jobim, Nelson diz que já está trabalhando em um roteiro sobre outro brasileiro por certo fundamental: seu próximo filme será dedicado ao imperador Dom Pedro 2°.

Para este próximo projeto estamos ainda naquela fase tortuosa da captação de recursos", explica o diretor. "Mas está certo que será um filme sobre Dom Pedro 2°. O que pretendo é que também seja um filme diferente, que possa investir em questões de linguagem e acrescentar algo à memória que o brasileiro tem sobre nosso último imperador. O que já decidi é que será um filme que vai misturar documentário e recriação de cenas com atores, reconstituindo alguns aspectos daquela época, na segunda metade do século 19".







O mundo segundo Tom Jobim: no alto,
Nelson Pereira dos Santos no Rio de
Janeiro, durante as filmagens do segundo
documentário que realiza sobre Tom Jobim,
A Luz do Tom; acima, Oscar Niemeyer,
Vinicius de Moraes e sua esposa
Lila Bôscoli com Tom Jobim, em 1956,
nos bastidores da estreia do espetáculo
teatral Orfeu da Conceição. Abaixo,
 Tom ao piano, no Rio de Janeiro, 1956;
na sessão de gravação de Águas de Março,
 com Elis Regina, em 1972; o cartaz do filme;
e Tom no palco, no Rio de Janeiro, em 1994






"Posso dizer que este próximo trabalho será um filme com muito de ficção, mas baseado no trabalho de um historiador importante, o mineiro José Murillo de Carvalho, que em 2007 publicou uma biografia maravilhosa do imperador", explica o diretor. "É um projeto para os próximos meses ou para o próximo ano, porque por enquanto ainda estou com as atenções voltadas para o Tom Jobim e para o lançamento aqui e no exterior dos dois documentários. Quero acompanhar os filmes e a recepção que eles vão alcançar”, completa.

Depois da entrevista, ainda em estado de graça pela beleza do filme e das canções e pela sabedoria do cinema de Nelson Pereira dos Santos, fico pensando nas imagens e na música que, a partir do Rio de Janeiro, Tom Jobim compôs para o mundo. A frase do próprio Tom que encerra o documentário – na verdade a única frase escrita ou falada que o filme apresenta – é emblemática: “A linguagem musical me basta”.

Uma frase exemplar, precisa, resumo do existido, poética e extremamente familiar, assim como este documentário inspirado, “inventado” a partir das canções do maestro compositor da Bossa Nova. O filme e a frase final me fazem lembrar de outra, mais irônica e zombeteira, bem do espírito que o compositor fazia transparecer nas entrevistas que a TV sempre reprisa. Quando lhe perguntaram o que ele tinha a dizer sobre o fato de “Garota de Ipanema” ser a segunda canção mais gravada do mundo, só perdendo para “Yesterday”, dos Beatles, Tom respondeu: “Ah, aí não vale. Eles eram quatro e já compunham direto em inglês”... 


por José Antônio Orlando. 



Para comprar o documentário em DVD  "A Música Segundo Tom Jobim", clique aqui.






17 comentários:

  1. Perfeito, como sempre, José Antonio Orlando. Parabéns outra vez. Depois de ler sua entrevista com o Nelson Pereira dos Santos não resisti e fui ontem mesmo ao cinema. Você acertou em cheio: o filme é uma lindeza.
    Já no começo do seu texto, você traduz o filme: "na verdade, não há nenhum texto, nenhuma entrevista, nenhuma narração".
    É música, música, música. Para o leigo - aquele que como eu aprecia Tom Jobim sem conhecimento profundo de causa, o filme é prazer para os olhos e os ouvidos, com direito a muitas descobertas.
    Já disse antes e repito: virei fã de carteirinha do seu Semióticas. Aqui encontro uma qualidade que os jornais de BH nem chegam perto. Por falar nisso, essa entrevista foi publicada em algum jornal ou revista? Se não foi, merece, porque as matérias que li são de uma superficialidade que dá dó...
    Parabéns, parabéns, parabéns!

    João Vargas

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  2. José Antonio, mais um belo texto e como sempre tu prenches os espaços nossos de cada dia com leveza e sabedoria. Concordo com Nelson Pereira, quando fala que todas as canções de Tom "são lindas, cada uma mais que a outra. Mas na verdade o que acontece comigo acho que acontece com todo mundo, pois cada dia tenho uma preferida. Ou melhor, depende do dia, depende da hora, depende do estado de espírito. Mas são todas lindas". Tom é perfeito para dias de sol, dias nublados, dias de chuva, combina com tristezas e alegrias. Enfim, PARABÈNS pela bela entrevista.
    Benilde Lustosa

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  3. Beleza de texto! Parabéns pela análise motivadora e sensível... “Cada canção fala por si só...” ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme, mas certamente o farei. A genialidade musical de Tom Jobim aliada ao talento e percepção visual de Nelson Pereira dos Santos só poderia resultar num trabalho cuja originalidade encontra-se no potencial criativo de dois grandes artistas. E, por fim, se segungo Tom: “a linguagem musical me basta”, não devemos exigir mais nada...

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  4. Fantástico o seu texto, José, fiquei com a maior vontade de assistir esse filme, ainda mais que o Tom é uma coisa de outro mundo. Se o filme do Nelson Pereira dos Santos é tudo isso que você comentou, e deve ser, então preciso correr para a próxima sessão (risos).
    Parabéns por essa beleza de blog. Há muito tempo não vejo nada tão inteligente, nem nos sites de jornais e revistas - aliás, os sites de jornais e revistas estão cada vez piores e mais previsíveis.
    Essa entrevista com o Nelson Pereira dos Santos é a melhor que encontrei, e olha que sou fã dele e passei a semana lendo outras. Aliás, não só a entrevista com o Nelson, mas todas, pelo que estou vendo. Suas entrevistas e ensaios publicados aqui neste Semióticas merecem sair em livro. Já pensou nisso? Pense. Eu e seus muitos leitores vamos aprovar.
    De novo, parabéns!

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  5. José Orlando, que beleza de texto, estou encantada e louca pra ver o filme. Amo seu blog! Obrigada! Grande abraço!

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  6. Tom Jobim falou muitas coisas interessantes e divertidas, e muito se fala sobre ele. Uma das frases dele que sempre me impressionaram, porque traduz muito bem a cabeça distorcida de alguns "críticos" e da elite brasileira em geral, é aquela reclamação do maestro dizendo que "quanto mais brasileira é a música que faço, mais me chamam de americanizado".
    Pelo seu texto brilhante, José Orlando, imagino que o filme do Nelson Pereira dos Santos tem, entre outros, o mérito de transformar aquela "crítica" tacanha em grande qualidade - o que é muito justo.
    Parabéns pela excelência de seu trabalho, meu querido.
    A inteligência e a beleza das páginas deste seu blog Semióticas realmente impressiona!

    Marcos Magalhães

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  7. Ótimo post, mestre. Com certeza vou assistir o documentário! Infelizmente há quem prefira assistir "Adele 3D" no cinema... lamentável.

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  8. Marcio Elias Belga24 de janeiro de 2012 09:10

    Uma palavra para descrever seu blog Semióticas, José: show!
    Cada página melhor que a outra, tudo sofisticado sem deixar de ser didático, inteligente sem ser pedante, bonito sem ser superficial...
    Esta página sobre o documentário do Nelson Pereira dos Santos sobre Tom Jobim é, simplesmente, a melhor matéria que vi sobre o filme. E olha que eu li muitas...
    Parabéns mais uma vez e boa sorte. Nós, seus leitores, agradecemos de coração sua inteligência e generosidade. Valeu, mestre!

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  9. Recebi agora a notícia: o blog Semióticas foi o vencedor do Prêmio Mixsórdia 2011 - o melhor em Minas Gerais na categoria Internet.

    Fiquei muito surpreso e feliz. Surpreso porque o blog é recentíssimo, poucos meses, competindo com outros trabalhos sérios, importantes, incluindo sites de imprensa, de empresas, que envolvem equipes especializadas e dedicação profissional de muitos anos.

    Toda premiação é um reconhecimento e um incentivo – como escreveu Charles Sanders Peirce (1839-1914), o primeiro e mais importante teórico da Semiótica, toda premiação é um “símbolo”, uma vez que representa uma distinção coletiva sobre uma ação individual transformadora da realidade.

    Nas palavras de Peirce:
    “Um símbolo, uma vez existindo, espalha-se entre as pessoas. No uso e na prática, seu significado cresce. Palavras como força, lei, riqueza, casamento veiculam significados bem distintos dos veiculados para nossos antepassados bárbaros. O símbolo pode, como a esfinge de Emerson, dizer ao homem: De teu olho sou um olhar”.

    Também preciso agradecer imensamente a todos os que apoiaram e apoiam o trabalho que apresento aqui no blog, a todos os que votaram no Prêmio Mixsórdia 2011 e a todos os amigos sinceros que consegui cultivar. E completo este breve agradecimento lembrando palavras de outro Mestre, o gênio na periferia do capitalismo Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908):

    "Benditos são os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é direção. Amigo é a base quando te falta o chão"...

    José Antônio Orlando.

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  10. Tudo muito genial, texto, imagens , videos..., quero conhecer o documentário, perfeito!!
    João Viturino

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  11. É sempre emocionante ouvir as histórias sobre os grandes nomes da música no Brasil, para lembrarmos que nem tudo é deserto e repetição de baixarias. E você conta as histórias com uma poesia que faz tudo parecer alta literatura, José Antônio Orlando. Já disseram isso aqui nos comentários, mas preciso registrar que este seu blog Semióticas é sublime e um convite à reflexão. Muito obrigado pelas postagens impecáveis. Como os jornais e revistas estão cada vez mais rasos e os sites se repetem sem parar, graças a Deus que temos trabalhos como o seu para nos confortar com esses registros maravilhosos. Parabéns!...

    André Morelli

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  12. Jurandir de Meneses6 de fevereiro de 2013 17:55

    Uau, é uma entrevista! e que entrevista! Achei que fosse um comentário sobre o filme, quando cliquei no link do Facebook. Ledo engano. Este seu site é uma das melhores e mais sofistacadas publicações que já encontrei na Internet, José. E olha que eu navego...
    Parabéns e toda a boa sorte do mundo.
    Seu trabalho tem fôlego.

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  13. Quando vi a postagem desta entrevista no facebook,nunca imaginei encontrar um conteúdo tão valioso,inédito,bem editado..Não supunha ver fotos tão valiosas ,lindas ,inéditas e raras de nossos gênios da musica..
    Valeu chegar aqui..
    Parabéns!!

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    Respostas
    1. Grato pelos altos elogios, meu caro visitante anônimo. Mas os comentários precisam ser assinados, caso contrário serão excluídos. Aguardo sua assinatura no próximo. Seja sempre bem-vindo.

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  14. Paulo Henrique Amaral13 de janeiro de 2014 19:05

    Amo Elis, amo Tom, e desde hoje, desde agora, também amo este Semióticas. Que blog incrível! Virei fã desde esta primeira visita. Parabéns a você, José! Invejo seu talento e inteligência.
    Paulo Henrique Amaral

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  15. Ricardo Gonçalves9 de dezembro de 2014 11:09

    Parabéns pelo alto nível deste site Semióticas, José Antonio Orlando. Tenho visitado suas páginas há vários dias e tudo que encontrei aqui é excelente e emocionante. Hoje cheguei nesta entrevista maravilhosa com o Nelson Pereira dos Santos e decidi registrar este comentário para expressar meu elogio ao seu site sensacional. Não moro no Brasil, mas sou brasileiro e tenho orgulho de toda musicalidade brasileira, e ensino minha filha (desde que nasceu) a ouvir boas musicas como as de Tom Jobim, João Gilberto, Vinicius de Moraes, Astrud Gilberto, Elis Regina, Maysa. Agradeço a você por compartilhar tanta sabedoria. Ganhou mais um fã.

    Ricardo Gonçalves

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  16. Letícia Gomes Garcia25 de janeiro de 2016 11:59

    Maravilha de reportagem, imagens lindas e texto mais ainda. Cheguei aqui por acaso, porque estava pesquisando no Google sobre o filme, que assisti ontem, e amei descobrir este seu blog Semióticas. Show completo! E você disse tudo e mais um pouco sobre o filme e sobre meu maestro mais querido Tom Jobim. Parabéns, José Antônio Orlando! Quem dera houvesse mais sites tão inspirados e inteligentes como este Semióticas...

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