terça-feira, 31 de julho de 2012

Criança e design em 1900








O século 20 começou sob o signo do design e com a criança elevada a um novo patamar na vida em sociedade. A popularização da fotografia e a novidade do cinema, o aperfeiçoamento de máquinas e a multiplicação dos processos industriais na produção de objetos utilitários, que proporcionavam mais conforto e funcionalidade à vida cotidiana, também coincidiram com uma nova visão sobre os brinquedos e brincadeiras e, especialmente, sobre os direitos da infância.

Tratadas, nos séculos anteriores, como pequenos adultos, as crianças ainda muito jovens ingressavam na condição de mão-de-obra: quando não formavam multidões de operários infantis, tornavam-se úteis na economia familiar, realizando tarefas, imitando seus pais e suas mães, acompanhando seus ofícios, cumprindo um papel predominante de força de trabalho perante a coletividade. Para crianças e adolescentes, foi a partir de 1900 que as coisas começaram a mudar.

No começo do século passado surgiriam as primeiras noções científicas sobre a importância do “brincar” para o desenvolvimento da infância. Na Europa, um marco pioneiro para este novo patamar na valorização da criança é estabelecido exatamente em 1900, com a publicação de um livro pela educadora sueca Ellen Karolina Sofia Key (1849–1926), destacando um direito fundamental de meninos e meninas que muitas vezes passa despercebido, como se fosse menos importante ou supérfluo: o direito de brincar. Libertária, à frente de seu tempo, Ellen Key acaba de receber um tributo importante com uma exposição aberta em sua homenagem no MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova York.





No alto da página, o clássico “lobo
vermelho com rodas de bolinhas
 para puxar” criado como objeto
para uma exposição de artes plásticas
em 1980 por Keith Haring e depois
transformado em brinquedo industrial
de sucesso no mundo inteiro. Acima,
peças avulsas da coleção O Barco, de
1915, seguida do catálogo da exposição
no MoMA e retrato datado de 1920 da
educadora sueca Ellen Key. Abaixo,
cartazes promocionais da mostra 
O Século da Criança: Crescendo
com Design, 1900-2000
 
 
Intitulada "Century of the Child: Growing by Design, 1900-2000" ("O Século da Criança: Crescendo com Design, 1900-2000"), a exposição no MoMA apresenta, de 29 de julho a 5 de novembro, uma linha do tempo sobre a trajetória da relação entre as crianças e artistas de diversas áreas que, ao produzirem peças “para brincar”, marcaram o design no século 20. O cenário inicial da trajetória que a exposição reconstitui, destacam os curadores, era a Belle Époque, com o progresso técnico como palavra de ordem.

As muitas novas invenções, os avanços nas artes e nas ciências, com melhorias nas técnicas e nas condições de saúde e de higiene, começariam a estabelecer também na vida cotidiana uma nova visão sobre a infância, valorizando com maior ênfase a educação e os brinquedos que, já no final do século 19, passariam a ser incorporados às linhas de produção industrial. Com a evolução nas relações sociais, a criança gradativamente deixaria a condição precoce de pequeno adulto e passaria a ter papel central nas preocupações da família e da sociedade.

 
 

 

Mudam as leis e a visão da infância



A exposição no MoMA contextualiza o cenário que abrigou as mudanças gradativas, pontuando a linha do tempo do último século através da memorabilia de brinquedos e brincadeiras resgatados em imagens, textos breves e objetos. Estão em cena as artes plásticas, a educação e as ações políticas. Há 100 anos, nos Estados Unidos, o trabalho do sociólogo e pioneiro do fotojornalismo Lewis Wickes Hine (1874-1940), que fez séries de fotos para denunciar as condições de escravidão a que era submetida a mão-de-obra infantil no campo e nas fábricas, levou a mudanças nas leis trabalhistas.

Na Europa, Ellen Key e outros pioneiros rompem tabus sobre a infância e a condição feminina, denunciando situações inadequadas ou aviltantes. Ao declarar que "as crianças são o futuro e nosso recurso mais valioso", Ellen Key atiçou a ira dos conservadores e dos empresários que exploravam a mão-de-obra infantil. Uma das primeiras mulheres a defender em público a necessidade da participação feminina na vida social e política, contestada em sua época e depois reconhecida por seu pioneirismo como líder feminista e teórica de referência nas áreas de família, infância, educação e ética, Ellen Key sustentava um ideário que ainda hoje parece avançado.





Em uma de suas teses, Ellen Key argumenta que a maternidade é tão crucial para a sociedade que o governo, e não os maridos, é que deveriam sustentar as mães e seus filhos. As ideias da militante pioneira do feminismo, das sufragistas e dos direitos da infância e da adolescência, que influenciaram leis e questões de escolaridade em diversos países e foram retomadas por outros importantes teóricos no decorrer do último século, estão registradas em seu livro de 1900 "O Século da Criança" e foram homenageadas por sua atualidade na exposição aberta no MoMA.

Otimista e visionária ao focar o século 20 como um período de descoberta intensificada sobre a importância crucial dos direitos e do bem-estar da infância, Ellen Key, suas ideias e seu livro de 1900 fornecem o suporte teórico para a retrospectiva apresentada em detalhes na mostra “O Século da Criança: Crescendo com Design, 1900-2000”. Com brinquedos, jogos, móveis pequenos, livros, áreas de lazer para que o público possa experimentar jogos e brincadeiras de outras épocas, o evento também apresenta bazar para venda de réplicas industriais de uma centena dos brinquedos e objetos reunidos na exposição. Um link para visita virtual e um catálogo dos brinquedos à venda estão disponíveis no site do MoMA.



Objetos para crianças


 
"Uma exposição que busca nos objetos antigos novas maneiras de pensar sobre o processo de design e criatividade", diz o subtítulo do catálogo que apresenta a mostra organizada pelo departamento de design e arquitetura do MoMA. No catálogo, disponível on-line, há fotografias de todos os objetos em exposição, com histórico e explicação sobre a operação de cada um deles, além dos ensaios produzidos pelos curadores Juliet Kinchin e Aidan O'Connor e pelos professores especialistas em história da educação Tanya Harrod, Medea Hoch, Francis Luca, Amy Ogata e Maria Paola Maino.










Criança e design em 1900: no alto, as
miniaturas comercializadas pela
indústria automobilística desde o começo
do século 20, seguidas pelos objetos da
educação como atividade lúdica na
primeira infância na concepção do pioneiro
tcheco Ladislav Sutnar, designer, arquiteto
e especialista em eletrônica. Abaixo, as
figuras em 3D do videogame Katamari
Damacy de Namco Bandai Games




 



Em sua maioria, os mais de 500 objetos foram selecionados no acervo do próprio MoMA, mas também há itens garimpados em universidades, em outros museus e em instituições de pesquisa de 20 países. Há também os objetos e jogos que vêm de coleções industriais, projetos de engenharia e arquitetura escolar, playgrounds, creches, hospitais infantis, programas educacionais, equipamentos de segurança e mostruários em geral produzidos nas últimas décadas para o público infantil. Muitos dos itens nunca foram apresentados antes em uma exposição aberta ao público.

Entre estas raridades estão peças originais como uma casa de bonecas de 1912, criada pelo designer escocês Jessie Marion King em madeira pintada e couro, o clássico “lobo vermelho com rodas de bolinhas para puxar” criado como objeto para uma exposição de artes plásticas em 1980 por Keith Haring e depois transformado em brinquedo industrial de sucesso no mundo inteiro, assim como o “Rubiks Cube”, o cubo mágico original, inventado por Erno Rubik em 1974.







Criança e design em 1900: acima, o clássico
cubo mágico de 1974, seguido pela esfera de
Chuck Hoberman, de 1994, e pela cadeira em
miniatura criada em 1918 por Gerrit Rietveld.
Nas imagens abaixo, a italiana Maria Montessori
visita em 1950 uma das escolas que fundou
(Casa dei Bambini) e um conjunto original do
material didático criado por ela e produzido
em escala industrial a partir de 1920


Pontuada por frases e referências extraídas do livro de 1900 de Ellen Key, a exposição se propõe a percorrer a trajetória da infância e do brinquedo pelas décadas no século passado, examinando visões individuais e coletivas em objetos produzidos exclusivamente para crianças. Dos mais antigos aos mais recentes, a exposição reúne desde materiais educativos com base nas teorias de pioneiros da moderna pedogogia como o alemão Friedrich Froebel (1782–1852), que defendia a influência crescente do movimento de jardim de infância desde o século 19, até tijolos de brinquedo e outros objetos feitos em argila e madeira pintados por crianças na escola de arte livre Francesco Randone em Roma, concebidos pela italiana Maria Montessori (1870 – 1952).

Médica, feminista e educadora pioneira que revolucionou as práticas de educação os modelos de escola na primeira metade do século 20, Montessori foi polêmica e influente em seu tempo e permaneceu influente para as gerações de teóricos e profissionais do campo pedagógico que vieram depois dela. As teses e práticas de Montessori destacam a ênfase mais na autoeducação do aluno do que no papel do professor como fonte de conhecimento, sempre defendendo que a educação é uma conquista da criança e que já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições.








O método educacional de Maria Montessori, contestado em sua época, no primeiro momento, com o tempo passou a ser usado na maioria das escolas públicas e privadas do mundo inteiro. Seguindo A perspectiva desenvolvimentista de Montessori também traça o fio condutor da história dos brinquedos e brincadeiras no decorrer do último século.
 
Em comum entre os grandes pioneiros que permanecem como referência até nossos dias, seja para Ellen Key, como para Froebel, Montessori e demais educadores citados, a criança não é um pretendente a adulto e, como tal, um ser incompleto. Desde seu nascimento, já é um ser humano integral, o que inverte o foco da sala de aula tradicional, centrada no professor. Não foi por acaso que as escolas que eles fundaram também evidenciam a prevalência do aluno em atividades lúdicas de educação pelos sentidos e pelo movimento.

 

Formas e cores de vanguarda



Observando a linha do tempo construída pelos objetos manufaturados e suas réplicas em escala industrial, transparece uma evolução que reflete mudanças nos métodos de ensino e, a partir das primeiras décadas do século 20, aproximação com as formas e cores das experimentações artísticas dos movimentos de vanguarda. Esta aproximação também foi percebida em sua época por outros pensadores, entre eles Walter Benjamin (1892–1940) e Johan Huizinga (1872–1945), apreciadores do trabalho de Ellen Key e também citados pelos organizadores da exposição no MoMA.







Acima, o clássico ônibus escolar, item da
extensa lista de séries Playmobil, seguido pelo
módulo de construção articulada Zoob, criada
por Michael Grey em 1977, e a mola maluca
em metal ou em plástico transparente, criada
em 1943 pelo casal Richard e Betty James.
Abaixo, o "módulo para montar" que
Friedrich Froebel desenvolveu em 1837,
seguido pela “cadeira infantil” de 1935, de
Alvar Aalto, pela “lousa mágica” que
André Cassagnes lançou em 1960, e pelos
blocos universais da Lego, que começaram
a ser produzidos em escala industrial na
Dinamarca após a Segunda Guerra, em 1949
 
 
Benjamin é referenciado pela curadoria e pelos ensaístas convidados por seus escritos sobre criança, juventude e educação (“Über Kinder, Jugend und Erziehung”, publicado no Brasil como “Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação”, Duas Cidades/Editora 34, 2002). Johan Huizinga é lembrado por sua tese publicada pela primeira vez em 1938 e desde então elevada à categoria de item obrigatório nas pesquisas sobre jogos, brincadeiras e elementos lúdicos na cultura contemporânea: “Homo Ludens”, publicado no Brasil pela Editora Perspectiva.

A exposição “O Século da Criança” em Nova York inclui, em seu acervo de surpresas, livros infantis coletados por Alfred H. Barr em uma viagem na década de 1920 à União Soviética, antes de ser nomeado diretor-fundador do MoMA. Há ainda os objetos mais familiares tais como blocos de Lego, variações de peças de plástico para montar, miniaturas de carros e eletrodomésticos, bonecas e bonecos. Também estão no acervo a "lousa mágica", que André Cassagnes lançou em 1960, a "mola maluca", em metal ou em plástico transparente, criada em 1943 pelo casal Richard e Betty James, e outros objetos simples que ainda permanecem à venda nas gôndolas de lojas de brinquedos. O que não falta, entre os objetos em exposição, são as muitas peças assinadas por designers e arquitetos famosos.




 






Entre os objetos curiosos e valiosos, há os exóticos e as novidades da época que sobreviveram e ainda se mantêm no gosto popular: o mobiliário de Alvar Aalto, uma cadeira de Charles Eames e Eero Saarinen, carteiras escolares por Arne Jacobsen, o posto de combustíveis de Jean Prouvé, equipamentos para playgrounds de Isamu Noguchi, uma mesa de vidro projetada por Gio Ponti, miniaturas estilizadas e objetos de decoração de Ray Eames.

Há também os projetos originais de Aleksandr Rodchenko para mobiliário e enfeites no quarto e na sala da menina, que também impressionam pela atualidade, e até bonecos de super-herois, cartilhas de alfabetização, livros para colorir, fotografias e ilustrações que há décadas são estampas clássicas de capas para cadernos. Na seção “mundo animal” há réplicas de tamanhos e espécies diversos, em escala ampliada ou reduzida, em formato realista ou em variações imaginárias, incluindo os bichos infláveis de 1972 de Libuse Niclov e até os Muppets e os Gremlins, para citar apenas alguns.



Enigmas e possibilidades espontâneas



Entre os 500 brinquedos em exposição, há aqueles objetos que surgem como enigmas, assim como há outros que na forma e na aparência já sugerem inequívocas possibilidades de brincadeiras espontâneas. Com o contexto original de cada objeto listado em breves textos de referência, extraídos da obra pioneira de Ellen Key e de seus discípulos e seguidores pelas décadas seguintes, a exposição surpreende quando revela que muitas das peças e brincadeiras reunidas foram desenvolvidas, sob encomenda exclusiva, para serem usadas como suporte de propostas teóricas e de movimentos educacionais que estiveram em voga em determinado momento do século 20.




 

Duas referências à década de 1960:
o robô articulado feito em metal,
lançado para promover o seriado de TV
Perdidos no Espaço, e o cartaz pacifista
assinado por Schneider que avisa:
A guerra não é saudável nem para as
crianças nem para os outros seres vivos


Ao reunir imagens e objetos do cotidiano infantil do tempo de nossos pais e avós, a mostra do MoMA interpreta o passado recente, resgata raridades que estavam esquecidas e ilumina o jogo e a brincadeira como elementos fundamentais da cultura humana, direcionados tanto ao desenvolvimento de habilidades motoras, intelectuais e interacionais, como à simples presença material na experiência e na organização de programas recreativos dos mais variados.

Há também um setor da exposição no MoMA que reserva um espaço de destaque para o caso especialíssimo da escola Bauhaus, reunindo peças de brincar inventadas por seus alunos e professores de 1919 a 1933 que ganhariam o status de brinquedos universais, como os moldes para montar com figuras geométricas coloridas ou os blocos de madeira que imitam paredes, portas, janelas e telhados da construção civil.

Mas o retorno ao acervo lúdico da escola Bauhaus não é uma exclusividade da exposição em Nova York. Amostras de brinquedos e brincadeiras que fornecem as coordenadas a todo um programa de ensino também estão na grande retrospectiva sobre a escola Bauhaus montada no Barbican, em Londres, até 12 de agosto. “Bauhaus: Art as Life” é uma das maiores mostras já dedicadas ao estilo que reuunia brincadeira e proposta pedagógica, inaugurado pela escola alemã em curtos e intensos 14 anos de história. Curiosamente, várias peças e objetos didáticos reunidos na retrospectiva em Londres também são destaque no evento promovido pelo MoMA, em Nova York.




 
Projetos de uso didático e recreativo saídos
das oficinas e salas de aula da escola Bauhaus
estão presentes simultaneamente no MoMA
e na retrospectiva em Londres: acima,
a partir do alto, pião, brinquedo que foi
desenvolvido por Ludwig Hirschfeld-Mack
 entre 1919 e 1933 para estudos de geometria;
e os blocos para construção de prédios
criados em 1924 para uso nas aulas de
física por Alma Siedhoff-Buscher


 
Brincadeiras da Bauhaus



Na seleção há obras de Wasily Kandinsky, Marcel Breuer, Gunta Stölzl e Paul Klee, entre outros mestres da história da arte no século 20 que aparecem como professores nos quadros da escola Bauhaus. Comparar o trabalho dos mestres e as peças dos estudantes desenvolvidas a partir dos originais pode oferecer um amplo panorama do “espírito” que regia cada lição em sala de aula, empreendida pela Bauhaus, entre experiências pedagógicas lúdicas e com ênfase na criatividade.

Palavra cuja tradução é “casa para construir”, “Bauhaus” foi escolhido em 1919 como nome para a escola de arte que se tornaria a mais famosa e mais revolucionária da história. Fundada pelo arquiteto Walter Gropius, em Weimar, na Alemanha, a partir do ideário socialista pós-revolução russa de 1917, a Escola Bauhaus teve, no período entre 1919 e 1933 e nos anos e décadas seguintes, uma influência marcante nas gerações de artistas do modernismo e alcançou também a arquitetura, o design de interiores, o design industrial, a moda e as artes gráficas, além de gerar uma safra muito particular de "brinquedos educativos". 








Criança e design em 1900: acima, cartaz da
mostra sobre a escola Bauhaus em Londres,
seguido de uma das peças em exposição, a fotografia
da década de 1920 da garota usando o mobiliário
escolar de Marcel Breuer; a fotografia da
professora Ise, esposa de Walter Gropius,
sentada em uma cadeira tubular, criada por
Marcel Breuer, usando máscara de robô.
Abaixo, peças de vestuário criadas na década
de 1920 pelos alunos com ousadia futurista;
e uma planilha de projeto em design
industrial desenhada por Kandinsky
 

A retrospectiva em Londres reúne cerca de 400 trabalhos da Bauhaus, incluindo brinquedos, móveis, filmes, fotografias, projetos e objetos dos mais variados que capturam a essência lúdica da escola alemã. Há também os convites de festas, as fantasias, os presentes feitos a mão e as fotografias íntimas de professores e estudantes que mostram muito da criatividade que imperava na escola e que faria história como meta de excelência para o aprendizado no século seguinte.

Aprendidos desde a primeira infância em todas as culturas e latitudes do planeta, o brinquedo e o brincar, enumerados em perspectiva histórica em seu contexto de manufatura ou de produto em escala industrial, seja no acervo reunido pelo MoMA e na retrospectiva da Bauhaus, seja nos detalhes da vida cotidiana, podem levar o observador a perceber como tanto a guerra como os esportes, as artes, as ciências, a filosofia e o design industrial são construídos pelo instinto do jogo e da competição. Assim como a memória afetiva de cada um de nós, a linguagem, o mito, o sagrado e também a rotina são marcados desde o início pelo jogo, que ainda está presente na essência das principais atividades da vida em sociedade. Daí sua importância: para desencadear todo o simbolismo dos elementos culturais e para reforçar mentalidades que possam garantir a crianças de todas as idades e classes sociais, do mundo inteiro, a plenitude da infância.


por José Antônio Orlando.


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16 comentários:

  1. Sua abordagem sobre este tema está digna de nota. Infância e design, apresentados assim, em retrospectiva, revelam aspectos interessantes sobre a sociedade em nossa época.
    Sei que não foi o foco deste seu artigo brilhante, mas preciso registrar que os esportes em geral estão cada vez mais perdendo o espírito lúdico e merecem ser criticados pela ausência da espontaneidade.
    No mais, parabéns por esta beleza que é este site Semióticas!

    Sérgio Teodoro

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  2. A infância é sempre uma fonte inesgotável de referências. O apelo emocional da "redescoberta", de algo que parecia esquecido em um baú, é um dos artifícios mais utilizados pela publicidade. Pensando assim, enchamos nossos filhos de lembranças, de desvios lúdicos para que no futuro suas respostas sejam ricas. É como uma caixa de brinquedos. Dessas que enchem os quartos com possibilidades. Boas soluções são mais acessíveis a quem melhor desenvolveu sua criança.

    Abs

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  3. Não tenho por hábito deixar mensagens nos sites que visito, mas aqui preciso registrar: este blog Semióticas é simplesmente muito bom. Cada página melhor que outra, cada uma com seu brilho e mérito, umas belas e festivas, outras poéticas e melancólicas, mas igualmente belas, como estradas sinuosas que levam ao caminho certo. O profissional, em qualquer ofício, alcança o triunfo a partir de um espírito tenaz, forte, obstinado. Pelos textos aqui publicados, a gente percebe que este é seu espírito. A sabedoria leve como um brinquedo. Parabéns!

    Terence Moreira

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  4. Lílian Nascimento7 de agosto de 2012 20:15

    Escolhe teu diálogo e tua melhor palavra ou teu melhor silêncio.
    Mesmo no silêncio e com o silêncio dialogamos.
    (Carlos Drummond de Andrade).
    José, preciso dizer que seu blog é um espetáculo. Parabéns demais!

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  5. eu tive um lobo vermelho com rodas nos anos 1940, no meu 3o ou 4o anivwrsario...era + antigo mas ajudou!

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  6. Que beleza de blog e que beleza de página sobre a história de brinquedos e brincadeiras! Parece uma tese, só que com ilustrações de tirar o fôlego e com a leveza maravilhosa de um texto que parece poesia, de tanta sabedoria e precisão.
    Deixo muitos parabéns, José. Blogs como o seu são muito raros de encontrar.

    Helena Miranda

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  7. Tive contato com o blog ha alguns meses atras e a cada nova leitura me surpreendo pelos temas, editoria ,abordagem e textos.
    Tudo junto combinadocom imagens precisas e elegantes. Parabens e obrigada por nod brindar com tanta beleza e conhecimento.

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  8. maria inês bittencourt27 de julho de 2013 18:18

    Estou impressionada com o que encontrei aqui neste Semióticas. Parabéns, José. Seu trabalho é um espetáculo. Enviei uma cópia de minha dissertação de mestrado sobre o mesmo assunto para o seu semioticas@hotmail.com
    Seu comentário seria uma honra. De novo, parabéns!

    Maria Inês Bittencourt

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  9. Luzia do Carmo de Godoye1 de agosto de 2013 12:38

    Este blog Semióticas é show. Sou grata pela sorte de ter chegado até aqui. Só posso desejar muitos e muitos parabéns.

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  10. Seu blog é um espetáculo. Cheguei aqui depois de clicar um link no Facebook e não esperava encontrar tanta sabedoria e beleza. Rapaz, você vai fundo em questões tão diferentes e encanta a gente. Sou grato. E virei seu fã. Parabéns, Semióticas!

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  11. Só encontrei elogios merecidos nos comentários, mas vou registrar mais um: que artigo de fôlego! Aprendi muito e fiquei impressionada com sua clareza nas ideias e com tantas imagens lindas. Não sairei mais deste Semióticas. É o paraíso que sempre procurei. Parabéns demais, José Antônio Orlando. Ganhou mais uma fã. Parabéns, parabéns!!!

    Érica Guimarães

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  12. Uma aula deliciosa sobre brinquedos e outras artes. Este Semióticas é o máximo. Também virei fã nesta primeira visita. Parabéns por esta página sensacional e por todas as outras que encontrei por aqui. Alto nível e tudo lindo demais. Amei.

    Jacqueline Lacerda

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  13. Parabéns pelo alto nível. Show completo e muito belo. Aprendi muito e virei seu fã, autor do blog Semióticas. Ricardo Prates

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  14. Rogéria de Medeiros26 de dezembro de 2015 13:59

    Uau! Que lindo, inteligente e que delícia de texto, que imagens lindas. Você tem uma forma de escrever e de editar que é encantadora, José Antônio Orlando. Que show! Ganhou mais uma fã. Amei. Parabéns!

    Rogéria de Medeiros

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  15. José A.O. é uma honra poder contar com o seu saber e a sua sabedoria... Sempre dedicado e inspirador ! Um mestre em tudo que faz abraços !

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  16. Maria Clara Drubeck de Souza14 de março de 2017 11:43

    Maravilhosa matéria e fotos sensacionais, como sempre. Cada visita que faço a este blog Semióticas vale por uma aula. Ou melhor: vale por um curso inteiro. Agradeço por você compartilhar tanta beleza e sabedoria. Sou fã.

    Maria Clara Drubeck de Souza

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